terça-feira, 11 de julho de 2017

poema à Kafka e a sofrencia da sequela de nao validar o visto

off diario tarnac querida tarnac, queria tanto jogar meu passaporte no lago e viver no teu mundo queria tanto te amar e ter filhos contigo sem me lembrar que tu pertence à tua frança, maldita frança vc me perdoe o pacifismo agressivo, mas é cada humilhaçao e eu me autoboicoto e meu autoboicoto esqueci de validar meu visto de imigrante EU SIMPLESMENTE SEQUELEI E NAO VALIDEI MEU VISTO eu me sinto uma idiota e que sofrera as consequencias sans argent e maldita sem dinheiro e feliz em tarnac na verdade eu inconscientemente nao fui atras de validar meu visto me fudi desabafo destranco meu futuro quem saberà? porque os fudidos ainda complicam mais que merda esse estado me convocaram tres vezes e tres vezes nao soube que tinha sido convocada to fudida preciso de um advogado kafkaniano preciso de um marido frances ou nao preciso de nada um beijo

segunda-feira, 22 de maio de 2017

22/05

off-diario [saindo de paris a cidade modelo de gentrificação indo para o mundo sem rumo e sem dinheiro - mais uma vez - atrás de bicos e livros, escritos e amigos, vou pra tarnac, vou pro mundo. a diferença entre ser do povão que num sabe o que é a vida sem ajuda e os que são autocentrados em uma autonomia de elite, de família ou de bons empregos concorrentes competitivos e extremamente solitários escuto muito na europa que todo mundo é filósofo, quando em terras sudakas isso é piada, somos professores de rua mas não somos filósofos hehe continuo refletindo sobre os critérios de quais bolhas participar: daquelas que precisam da ajuda mútua, da luta, da resistência, contra o racismo, classismo, machismo e todos os ismos e também daquelas que não precisam de nada : talvez de um puxa saquismo (quando o filme é racista mas vc fica calado, a liberdade de expressão), e ainda tem as misturas pessoas não perfeitas que por um toque ou sensibilidade a gente gosta, - ainda que quanto mais vivo mais me distancio do precisar falar com todo mundo, quem quer audiência? quando comecei a usar internet e criei o pão eu falava das putarias (dos eus) da vida quotidiana mas não imaginava que ia se tornar esse "facebook", essa exibição "eterna" de si mesmo o tempo todo demonstrando felicidade ou tristeza, demonstrando uma egofagia, é triste, porque fico num beco sem saída, eu que já escrevo... continuemos. e aí vem a política do terror (ou a necropolítica) que não deixa brecha nem escapatória pra micropolítica dos afectos, dos desejos, tudo vira ego e dinheiro. faço uma oração ingenua, ainda catequisada, de que quando nos encontrarmos eu serei a mesma sem noção que pede ajuda e sorri de graça, não te preocupes não nos rebaixaremos, a luta continua! ]

segunda-feira, 24 de abril de 2017

off diario bebado em coimbra

houve a queima do facho facho quer dizer fascista somos símbolos e ritos palavras e gestos performance e poema a quem interessa a profundidade do gesto sem interrogação não se chega sem dúvida não se caminha transformemos sem verdades absolutas 25 de abril a queima do facho-em-nós avante dioniso avante exú a caminhada continua a luta a bússola ética nos guia !

segunda-feira, 13 de março de 2017

off-diario coimbra

morando na república pra-kys-tão <3 enquanto um mundo pautado pelas aparências fizer do seu grito um mercado enquanto um mundo pautado pelas aparências fizer do seu grito um enunciado de você não bebê você não eu ficarei (o eu, logo eu) de boa a fazer uma cena marginal a situação do mundo pautado pelas aparências a imagem é a que você quer passar quero: a micropolítica do desejo (e aqui um beijo e um enunciado de um novo projeto sobre a vida nas repúblicas enquanto territórios autonomos temporários, enquanto micropolítica dos afetos, enquanto) não, nunca a necropolítica. Em baixo Viva o Grelo duro por que todo dia é um dia de luta