- mãe vem me buscar.
- aproveita, paga a conta... xD
de repente tudo é insano e vivo. tudo é sentido e leviano, antes um tango na minha cama do quê uma dança sem ... sem aconchego. entre vinhos e livros o que há de mais doloroso no meu pensamento estará aqui. entre ele e livros o que há de mais feliz surgirá enfim. Se é sonho se é devir se é o caramba vai se saber. vai se saber por que aqui é o lugar onde tudo acontece sem ... sem enrolaçao.
segunda-feira, 20 de novembro de 2006
terça-feira, 14 de novembro de 2006
naquelas antigas juvenis
eu costumava andar nas manifestaçoes, coisa juvenil-que-quer-mostrar-consciencia politica...
ia sozinha e sempre encontrava uns punks, anarquistas e comunistas legais. desde sempre sozinha. um dia desses me despersei do grupo e conheci um rapaz chamado Mario...
Mario tinha perdido a mae com 11 ou 13 anos - a historia tm uns anos, talvez eu tenha me esquecido de detalhes meio importantes, tipo a mae ou o pai que morreu, de onde ele viera mesmo, coisas que nao lembro... claro que com o decorrer lembrarei da parte que mais importa... - ele tinha um jeito galante de falar de sartre, uma posiçao meio estranha de olhar nos meus olhos, uma vontade de ser o que eu sempre quis ser: filosofa. nao sei o que ele fazia da vida.
Sei que ele morava na residencia universitaria, mas não nos apressemos... fomos pra a praça dos leoes, lá conversamos mais, concluimos que o movimento estudantil daqui é uma merda mesmo e que se foda o pessoal acampar na praça do ferreira pra fazer farra e bebedeira... o fato é que ele tinha uma visao anti-social e atual do que é sociedade de consumo, liberdade e sexo... nao me apaixonei por ele, nem passou pelo fato dele me beijar, mas ele me beijou. um beijo metodico e longo. um beijo carregado de citações... um beijo sartriano com o velho barbudo no meu cangote. tanto é que logo apos rimos e nos agarramos fortemente, tanto é que começamos ouvir comentarios de pessoas ao longe, de jovens perdidos fazendo sem-vergonhice na praça,... me lembro que saí rindo e tinha uma gravida fumando olhando pra nós, ela parecia feliz porem com inveja...
fomos entao pra a tao famosa praça do passeio publico
me senti na decada de sessenta. militares treinando de um lado, putas trabalhando em plena tarde, homens pseudo-esportistas tarados fazendo copper na praça e nós ficamos de frente para o mar, o mar como testemunho da minha loucura juvenil... como ri, ao ver aquela cena ludica de viver sob uma imagem gigante de beleza com um menino estranho - adoro homens estranhos- e toda aquela paisagem carregada de pesares humanos, seja na puta que se vende por sexo, seja no militar que vende o corpo e a alma pra um estado que nem existe pra todos, prefiro ser puta a ser militar, ao menos puta goza, militar sangra, militar um dia teve a grande oportunidade de torturar, ao menos isso... mas hoje em dia o que se há de fazer?~
senti um prazer, onirico, capaz de mostrar aos comuns e estagnados o que é beijar numa zona, o que é discutir milan kundera entre sussurros... brigar com cara feia quando ele nao concorda, e gargalhar bem alto quando ele sorri timido que nunca tinha feito aquilo. eu tb baby.
decidimos transar
afinal nao eh todo dia que se encontra um amante que curte filosofia assim tao solitario sem influencia de terceiros, nem de modismos, a solidao o ensinou a encarar a vida e ele só encarou atraves dos livros... lembro-me que andando de onibus ele me abraçava com um carinho de quem nunca teve aquilo, um carinho virgem, solitario, contou-me a historia de sua vida triste, perdera a mae, morara na casa de terceiros até que passara em algum vestibular - creio que foi entre filosofia, historia ou ciencias sociais... -
chegando no ape, ironicamente ele diz ao porteiro que eu sou uma prima, entramos no quarto, um lugar simples, com comodas corroidas pelo tempo, ele coloca The Doors, toma um banho timidamente, sem querer mostrar o corpo, enquanto isso olho os livros do nietzsche, entre outros, alguns com tendencia marxista. E quando ele sai do banheiro fecho os olhos com uma vergonha de quem aguardou o tempo pra sentir o corpo dele, fomos delicados nesse sentido,
eu me deitei na cama, ele tirou minha roupa tocando o meu corpo docemente como uma pluma, deitou em cima de mim e ficou empinando em mim um bom tempo, como quem quer reconhecer o territorio, chegou no meu pescoço me mordendo mais forte, tao forte que ardia em mim e na minha buceta, gemia e light my fire o corpo todo. la woman la woman, quanto mais eu gemia mais ele se sentia corajoso pra desbravar o que eu tinha pra ele, you are lost little girl enfiava e tirava pra me chupar, que homem! umvirgem? nao saberei... enfiava e dizia: vc geme alto, mas como é belo, entre sussurros... como é belo... ele beliscava o meu mamilo com uma sutileza como quem quer pegar numa joia... como quem quer viver!
eramos virgens vindos de uma zona sem nenhuma experiencia sexual! mas eu gemia... gemia de prazer carregado construido exagerado, porque ele enfiava como quem está descobrindo o novo, o que nenhuma tese filosofica discute, o prazer da dor, o prazer de enfiar, de receber, o fato é que ele tinha um certo carinho em me masturbar, o carinho de quem se conhece atraves do olhar...
gemia alto, gemia olhando pela janela as estrelas do benfica. gemia olhando o rosto de um menino perdido entre livros, gemia olhando pra mim, sem querer saber da origem dele.. querendo saber qual sabor era a camisinha,
tinha um cheiro estranho a camisinha... um cheiro de fruta. provavelmente.
terminamos e ainda respirei um pouco. devo ter fumado um cigarro com ele.
trocamos telefone e sai feliz e saltitante no onibus
mas no onibus mesmo decidi nao ligar pra ele, naquela epoca eu nem me importava comigo quanto mais com os meus amantes...
depois de um tempo vi ele no biruta, fugi dele, como ainda fujo, nao sei, ele tava andando com pessoas totalmente diferente dele, do que eu fiz dele, imagino que ele desistiu e resolveu se tornar um mero mortal, ou nao. senti falta dele agora anos depois. nao sei... nao sei mesmo dos meus sentimentos levianos...
aos amantes de hoje em dia... nao se preocupem eu mudei e continuo mudando...
só nao quis perder o mario de memoria porisso escrevi sobre ele.
sao todos intensos os beijos que dou, sao todos apaixonantes.
o q leva eu querer mais?
sou safada sou perigosa sou macumbeira.
e ainda assim te espero menino mau (que nao é mario, é minha paixao mais recente, que talvez daqui ha uns dois anos eu escreva sobre ele.. hahahaha)
;)
ia sozinha e sempre encontrava uns punks, anarquistas e comunistas legais. desde sempre sozinha. um dia desses me despersei do grupo e conheci um rapaz chamado Mario...
Mario tinha perdido a mae com 11 ou 13 anos - a historia tm uns anos, talvez eu tenha me esquecido de detalhes meio importantes, tipo a mae ou o pai que morreu, de onde ele viera mesmo, coisas que nao lembro... claro que com o decorrer lembrarei da parte que mais importa... - ele tinha um jeito galante de falar de sartre, uma posiçao meio estranha de olhar nos meus olhos, uma vontade de ser o que eu sempre quis ser: filosofa. nao sei o que ele fazia da vida.
Sei que ele morava na residencia universitaria, mas não nos apressemos... fomos pra a praça dos leoes, lá conversamos mais, concluimos que o movimento estudantil daqui é uma merda mesmo e que se foda o pessoal acampar na praça do ferreira pra fazer farra e bebedeira... o fato é que ele tinha uma visao anti-social e atual do que é sociedade de consumo, liberdade e sexo... nao me apaixonei por ele, nem passou pelo fato dele me beijar, mas ele me beijou. um beijo metodico e longo. um beijo carregado de citações... um beijo sartriano com o velho barbudo no meu cangote. tanto é que logo apos rimos e nos agarramos fortemente, tanto é que começamos ouvir comentarios de pessoas ao longe, de jovens perdidos fazendo sem-vergonhice na praça,... me lembro que saí rindo e tinha uma gravida fumando olhando pra nós, ela parecia feliz porem com inveja...
fomos entao pra a tao famosa praça do passeio publico
me senti na decada de sessenta. militares treinando de um lado, putas trabalhando em plena tarde, homens pseudo-esportistas tarados fazendo copper na praça e nós ficamos de frente para o mar, o mar como testemunho da minha loucura juvenil... como ri, ao ver aquela cena ludica de viver sob uma imagem gigante de beleza com um menino estranho - adoro homens estranhos- e toda aquela paisagem carregada de pesares humanos, seja na puta que se vende por sexo, seja no militar que vende o corpo e a alma pra um estado que nem existe pra todos, prefiro ser puta a ser militar, ao menos puta goza, militar sangra, militar um dia teve a grande oportunidade de torturar, ao menos isso... mas hoje em dia o que se há de fazer?~
senti um prazer, onirico, capaz de mostrar aos comuns e estagnados o que é beijar numa zona, o que é discutir milan kundera entre sussurros... brigar com cara feia quando ele nao concorda, e gargalhar bem alto quando ele sorri timido que nunca tinha feito aquilo. eu tb baby.
decidimos transar
afinal nao eh todo dia que se encontra um amante que curte filosofia assim tao solitario sem influencia de terceiros, nem de modismos, a solidao o ensinou a encarar a vida e ele só encarou atraves dos livros... lembro-me que andando de onibus ele me abraçava com um carinho de quem nunca teve aquilo, um carinho virgem, solitario, contou-me a historia de sua vida triste, perdera a mae, morara na casa de terceiros até que passara em algum vestibular - creio que foi entre filosofia, historia ou ciencias sociais... -
chegando no ape, ironicamente ele diz ao porteiro que eu sou uma prima, entramos no quarto, um lugar simples, com comodas corroidas pelo tempo, ele coloca The Doors, toma um banho timidamente, sem querer mostrar o corpo, enquanto isso olho os livros do nietzsche, entre outros, alguns com tendencia marxista. E quando ele sai do banheiro fecho os olhos com uma vergonha de quem aguardou o tempo pra sentir o corpo dele, fomos delicados nesse sentido,
eu me deitei na cama, ele tirou minha roupa tocando o meu corpo docemente como uma pluma, deitou em cima de mim e ficou empinando em mim um bom tempo, como quem quer reconhecer o territorio, chegou no meu pescoço me mordendo mais forte, tao forte que ardia em mim e na minha buceta, gemia e light my fire o corpo todo. la woman la woman, quanto mais eu gemia mais ele se sentia corajoso pra desbravar o que eu tinha pra ele, you are lost little girl enfiava e tirava pra me chupar, que homem! umvirgem? nao saberei... enfiava e dizia: vc geme alto, mas como é belo, entre sussurros... como é belo... ele beliscava o meu mamilo com uma sutileza como quem quer pegar numa joia... como quem quer viver!
eramos virgens vindos de uma zona sem nenhuma experiencia sexual! mas eu gemia... gemia de prazer carregado construido exagerado, porque ele enfiava como quem está descobrindo o novo, o que nenhuma tese filosofica discute, o prazer da dor, o prazer de enfiar, de receber, o fato é que ele tinha um certo carinho em me masturbar, o carinho de quem se conhece atraves do olhar...
gemia alto, gemia olhando pela janela as estrelas do benfica. gemia olhando o rosto de um menino perdido entre livros, gemia olhando pra mim, sem querer saber da origem dele.. querendo saber qual sabor era a camisinha,
tinha um cheiro estranho a camisinha... um cheiro de fruta. provavelmente.
terminamos e ainda respirei um pouco. devo ter fumado um cigarro com ele.
trocamos telefone e sai feliz e saltitante no onibus
mas no onibus mesmo decidi nao ligar pra ele, naquela epoca eu nem me importava comigo quanto mais com os meus amantes...
depois de um tempo vi ele no biruta, fugi dele, como ainda fujo, nao sei, ele tava andando com pessoas totalmente diferente dele, do que eu fiz dele, imagino que ele desistiu e resolveu se tornar um mero mortal, ou nao. senti falta dele agora anos depois. nao sei... nao sei mesmo dos meus sentimentos levianos...
aos amantes de hoje em dia... nao se preocupem eu mudei e continuo mudando...
só nao quis perder o mario de memoria porisso escrevi sobre ele.
sao todos intensos os beijos que dou, sao todos apaixonantes.
o q leva eu querer mais?
sou safada sou perigosa sou macumbeira.
e ainda assim te espero menino mau (que nao é mario, é minha paixao mais recente, que talvez daqui ha uns dois anos eu escreva sobre ele.. hahahaha)
;)
segunda-feira, 30 de outubro de 2006
domingo, 29 de outubro de 2006
mamãe e papai(dialogos modernos entre eu e minha mãe)
- mãe vamu prum tango sexta?
- onde é?
- hildefonso albano.
- sei não... o seu leite quer ir pro cover do raul seixas.
- há mãe vamu pro tango!
- onde é?
- hildefonso albano.
- sei não... o seu leite quer ir pro cover do raul seixas.
- há mãe vamu pro tango!
sábado, 28 de outubro de 2006
para você... e para todos.
É natural que sinta-se solitária minha pequena personagem. Nao sabes que eu sou a suprema narradora de sua história.
O seu destino está selado.
- Ame-a ou deixe-a!
A cigana entra no restaurante, sua saia dança por entre copos e desejos. Alguns curiosos perguntam quanto custa uma consulta. É uma cigana de 28 anos, fugida da guerra e da vida. Num lugar onde todas as possibilidades sao verdadeiras, sao intensas. Seu cabelo é longo, desgrenhado, um pouco gorda, olhos sérios. É bela. Mas nao é convencional. Plástica.
Vende flores aos burgueses, sua fome é esquecida, até que um casal a olha curioso.
- voce lê mao?
- sim.
Ela lê e percebe que o homem poderia ter sido o grande amor da sua vida, mas nao poderia falar a verdade, imagina a confusao.
O amor que ela viu na mao dele a desesperou, a confundiu.
- Um amor na sua vida há de aparecer. Fique atento às possibilidades, incriveis sao as chances que perdemos... Ainda vai demorar um pouco. Tempo para viajar, sair... Porque esse amor que lhe vem poderá ser desastroso ou eterno...
O casal ficou surpreendido. Ela o fitava e ele percebia essa troca de olhares. Foda-se. ela o desejava e pronto. e foi coisa de um instante, começou ali, nós somos testemunhas. A mulher ficou confusa mais do que todos, no fundo desejava que o homem pagasse logo a cigana e que ela fosse embora com seus mau agouros...
Mas ela nao foi.
Outro dia a cigana anda na rua, sonhando com o sonho que tivera na noite anterior, sua mãe e o astor piazolla dançando na geladeira... Ri sozinha. Como que num furacão encontra o homem que lera a mão.
quem é voce? de tão maldita que não tem pena de travar derrotas e desgraças na vida de quem te ama?
a cigana queria dizer tudo tudo, mas nao disse. Preferiu o silêncio. As palavras confundiam, como confundem agora sua propria narradora.
e esse amor há de aparecer.
O seu destino está selado.
- Ame-a ou deixe-a!
A cigana entra no restaurante, sua saia dança por entre copos e desejos. Alguns curiosos perguntam quanto custa uma consulta. É uma cigana de 28 anos, fugida da guerra e da vida. Num lugar onde todas as possibilidades sao verdadeiras, sao intensas. Seu cabelo é longo, desgrenhado, um pouco gorda, olhos sérios. É bela. Mas nao é convencional. Plástica.
Vende flores aos burgueses, sua fome é esquecida, até que um casal a olha curioso.
- voce lê mao?
- sim.
Ela lê e percebe que o homem poderia ter sido o grande amor da sua vida, mas nao poderia falar a verdade, imagina a confusao.
O amor que ela viu na mao dele a desesperou, a confundiu.
- Um amor na sua vida há de aparecer. Fique atento às possibilidades, incriveis sao as chances que perdemos... Ainda vai demorar um pouco. Tempo para viajar, sair... Porque esse amor que lhe vem poderá ser desastroso ou eterno...
O casal ficou surpreendido. Ela o fitava e ele percebia essa troca de olhares. Foda-se. ela o desejava e pronto. e foi coisa de um instante, começou ali, nós somos testemunhas. A mulher ficou confusa mais do que todos, no fundo desejava que o homem pagasse logo a cigana e que ela fosse embora com seus mau agouros...
Mas ela nao foi.
Outro dia a cigana anda na rua, sonhando com o sonho que tivera na noite anterior, sua mãe e o astor piazolla dançando na geladeira... Ri sozinha. Como que num furacão encontra o homem que lera a mão.
quem é voce? de tão maldita que não tem pena de travar derrotas e desgraças na vida de quem te ama?
a cigana queria dizer tudo tudo, mas nao disse. Preferiu o silêncio. As palavras confundiam, como confundem agora sua propria narradora.
e esse amor há de aparecer.
domingo, 22 de outubro de 2006
"Geralmente finjo que ele nao existe. Que ele é um desconhecido, beijo os mais vadios da cidade para que ele nao exista dentro de mim. Ao passo que me sinto feliz em nao ve-lo, em nao senti-lo."
Ouço um fado da Amália Rodrigues... Lembro-me de uma minisérie da Globo, inspirado num livro do Eça de Queiroz, nao fez muito sucesso, mas o que me lembro é uma mulher entrando num camarote de uma espécie de arena pra touradas.... Linda, desliza no homem que aguarda. Tudo em silêncio, dito através de olhares. No olhar... por isso que nao costumo olhar nos olhos.... é intrigante tentar saber o que a pessoa quer. Através do olhar.
Ela tinha uma certa fraqueza por homens... (risos).
Na verdade eu ia falar sobre a arte dos motéis.
Pense bem. Para quem tem a liberdade de trazer seus praticantes de sexo pra casa - pelo menos no meu caso :) - nao vê muita necessidade de ir para um motel... (tirando o fetiche de ver espelhos e consolos...). Mas pelo o que se vê motéis nao sao tao ruins... Tem toda a aura de sair com o cabelo molhado.
Porra... que merda de dor de cabeça.
- Vou comer.
- Mas chuchuzinho, voce nao quer mingau... talvez seja nutritivo, ambrosia... quem sabe? Voce nao quer um livro para voce cagar e ficar lendo, talvez o ser e o nada? Voce nao quer uma mulher nua na cama? Voce nao quer se despedir de todos numa festa qualquer mal - diiiiiii - ta mente diabolica? Voce nao me quer?
...
Continuando. Motéis sao tao classicos. Como bordéis. Como almoço dia de domingo com a família.
- A gata nao faz mestrado. A gata nao grita quando deixo a chave na porta. A gata nao chora bêbada.
"cidade perdida. joga as cascas pra lá. só eu e vc. cidade proibida. facil vem facil vai. só eu e vc."
"cidade perdida. só eu e vc.
pois é. tenho mais quartos que pensao de puta.
por falar nisso... como é bom ter a sensaçao vadia de ser uma.
- ah fala serio? vas tao escandalizados? nao diga... imagina se visse o conteudo na integra...
se eu tivesse vc, pagaria 20 reais pelo miche.
hahahahahahaha.
me passando no meu proprio escrever.
por que q toda mulher ao menos uma vez na sua vida do alto de todo o feminismo tem q se sentir submissa, mulher das cavernas arrastada pra dentro da caverna(motel 90). Rapaz...
Nao provoquemos quem ta queto. o Dragao chamado é insubstituivel. Dragao paia esse.
Motéis tem aquela energia impregnada de sexo, como quando vc entra numa calourada e encontra a sensaçao de estar livre. Como quando entro na casa da Bianca e me sinto protegida.
- Nao consegui ser dominadora ontem. Voce nao quer me ajudar, raisa? Voce é que é dominadora.
- logo hoje que me sinto uma francesinha ovuda.
não nos enrolemos, enrolemo-nos em lençois de amargura e gozo.
dormir sem sonhar.
Ouço um fado da Amália Rodrigues... Lembro-me de uma minisérie da Globo, inspirado num livro do Eça de Queiroz, nao fez muito sucesso, mas o que me lembro é uma mulher entrando num camarote de uma espécie de arena pra touradas.... Linda, desliza no homem que aguarda. Tudo em silêncio, dito através de olhares. No olhar... por isso que nao costumo olhar nos olhos.... é intrigante tentar saber o que a pessoa quer. Através do olhar.
Ela tinha uma certa fraqueza por homens... (risos).
Na verdade eu ia falar sobre a arte dos motéis.
Pense bem. Para quem tem a liberdade de trazer seus praticantes de sexo pra casa - pelo menos no meu caso :) - nao vê muita necessidade de ir para um motel... (tirando o fetiche de ver espelhos e consolos...). Mas pelo o que se vê motéis nao sao tao ruins... Tem toda a aura de sair com o cabelo molhado.
Porra... que merda de dor de cabeça.
- Vou comer.
- Mas chuchuzinho, voce nao quer mingau... talvez seja nutritivo, ambrosia... quem sabe? Voce nao quer um livro para voce cagar e ficar lendo, talvez o ser e o nada? Voce nao quer uma mulher nua na cama? Voce nao quer se despedir de todos numa festa qualquer mal - diiiiiii - ta mente diabolica? Voce nao me quer?
...
Continuando. Motéis sao tao classicos. Como bordéis. Como almoço dia de domingo com a família.
- A gata nao faz mestrado. A gata nao grita quando deixo a chave na porta. A gata nao chora bêbada.
"cidade perdida. joga as cascas pra lá. só eu e vc. cidade proibida. facil vem facil vai. só eu e vc."
"cidade perdida. só eu e vc.
pois é. tenho mais quartos que pensao de puta.
por falar nisso... como é bom ter a sensaçao vadia de ser uma.
- ah fala serio? vas tao escandalizados? nao diga... imagina se visse o conteudo na integra...
se eu tivesse vc, pagaria 20 reais pelo miche.
hahahahahahaha.
me passando no meu proprio escrever.
por que q toda mulher ao menos uma vez na sua vida do alto de todo o feminismo tem q se sentir submissa, mulher das cavernas arrastada pra dentro da caverna(motel 90). Rapaz...
Nao provoquemos quem ta queto. o Dragao chamado é insubstituivel. Dragao paia esse.
Motéis tem aquela energia impregnada de sexo, como quando vc entra numa calourada e encontra a sensaçao de estar livre. Como quando entro na casa da Bianca e me sinto protegida.
- Nao consegui ser dominadora ontem. Voce nao quer me ajudar, raisa? Voce é que é dominadora.
- logo hoje que me sinto uma francesinha ovuda.
não nos enrolemos, enrolemo-nos em lençois de amargura e gozo.
dormir sem sonhar.
terça-feira, 17 de outubro de 2006
invisivel
Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor, vem me buscar
O meu destino é caminhar assim
Desesperada e nua
Sabendo que no fim da noite serei tua
Deixa eu te proteger do mal, dos medos e da chuva
Acumulando de prazeres teu leito de viúva
Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor vem me buscar
Vamos ceder enfim à tentação
Das nossas bocas cruas
E mergulhar no poço escuro de nós duas
Vamos viver agonizando uma paixão vadia
Maravilhosa e transbordante, feito uma hemorragia
Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor vem me buscar
Bárbara
me passei ouvindo essa musica, ainda bem que a Suzy tava lá...
motivos demais pra chorar...
é a saudade, é as coisas que nao acontecem, é as pessoas que nao aparecem, é a vida que nao me acorda, é a ansiedade de mudanças mudanças ... cadê voce, Barbara? sao os romances que nao vivo, sao romances que eu vejo e nao estao comigo, sao e nao estao. aqui.
Je voudrait ecrire seulement qu'est perfait. Je voudrait embrasse un homme. l'homme ne m'aime pas.
l'homme m'appelle de "retarde".
les fois à douleur si confude avec le plaisir et ce qui dans les reste est la vivent.
je ne comprom pas.
je... je... l'aime. où non.
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor, vem me buscar
O meu destino é caminhar assim
Desesperada e nua
Sabendo que no fim da noite serei tua
Deixa eu te proteger do mal, dos medos e da chuva
Acumulando de prazeres teu leito de viúva
Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor vem me buscar
Vamos ceder enfim à tentação
Das nossas bocas cruas
E mergulhar no poço escuro de nós duas
Vamos viver agonizando uma paixão vadia
Maravilhosa e transbordante, feito uma hemorragia
Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor vem me buscar
Bárbara
me passei ouvindo essa musica, ainda bem que a Suzy tava lá...
motivos demais pra chorar...
é a saudade, é as coisas que nao acontecem, é as pessoas que nao aparecem, é a vida que nao me acorda, é a ansiedade de mudanças mudanças ... cadê voce, Barbara? sao os romances que nao vivo, sao romances que eu vejo e nao estao comigo, sao e nao estao. aqui.
Je voudrait ecrire seulement qu'est perfait. Je voudrait embrasse un homme. l'homme ne m'aime pas.
l'homme m'appelle de "retarde".
les fois à douleur si confude avec le plaisir et ce qui dans les reste est la vivent.
je ne comprom pas.
je... je... l'aime. où non.
domingo, 8 de outubro de 2006
08/17/2222
Ouvindo o velho led zeppelin, numa musica feliz, só agora me disponho a escrever sobre quando a Leonor me enviou a cozinha, ela atarefada dando instruçao... lá vou eu... fazer ovo pochè... Na verdade tinha eu entendido ovo cochè, nao importa. Eu imaginei que era pra fazer ovos cozidos e lá vai eu...
Como num esporte radical imaginei: tenho que fazer 3 ovos cozidos pra a minha patroa... uia! Foi uma guerra eu contra o fogao, eu contra os ovos, eu contra o mundo! Os tres primeiros ovos ficaram moles, cairam, os gatos miando, pedindo comida, e eu puta que pariu!!!! fudeu tudo... peguei mais tres ovos... acendi um cigarro da leonor e fiquei esperando... de repente dá certo... afinal nao é tao dificil assim cozer 3 ovos... me queimei todinha pra tirar a casca, mas feliz que eu ia colocar os ovos cozidos no molho...
colocados
chega ela depois de duas horas...
me dizendo que o ovo pochè nao era cozido...
quebrava-se o ovo no molho... uma onda tão estranha quanto o homem na lua...
dejà vu.
mas foi, de certa forma, gratificante o olhar que ela me passou, de agradecimento pelo esforço ou pela tentativa de ser algo que eu nao sou... uma cozinheira...
com os dedos queimados... ainda há algo no teclado... de sentimento.
sinto-me feliz e incompleta. o que há que há?
sinto-me uma escritora fracassada em fim de carreira.
risos.
cigarros.
taíba. urgentemente... senao tenho colapsoss....
Como num esporte radical imaginei: tenho que fazer 3 ovos cozidos pra a minha patroa... uia! Foi uma guerra eu contra o fogao, eu contra os ovos, eu contra o mundo! Os tres primeiros ovos ficaram moles, cairam, os gatos miando, pedindo comida, e eu puta que pariu!!!! fudeu tudo... peguei mais tres ovos... acendi um cigarro da leonor e fiquei esperando... de repente dá certo... afinal nao é tao dificil assim cozer 3 ovos... me queimei todinha pra tirar a casca, mas feliz que eu ia colocar os ovos cozidos no molho...
colocados
chega ela depois de duas horas...
me dizendo que o ovo pochè nao era cozido...
quebrava-se o ovo no molho... uma onda tão estranha quanto o homem na lua...
dejà vu.
mas foi, de certa forma, gratificante o olhar que ela me passou, de agradecimento pelo esforço ou pela tentativa de ser algo que eu nao sou... uma cozinheira...
com os dedos queimados... ainda há algo no teclado... de sentimento.
sinto-me feliz e incompleta. o que há que há?
sinto-me uma escritora fracassada em fim de carreira.
risos.
cigarros.
taíba. urgentemente... senao tenho colapsoss....
domingo, 1 de outubro de 2006
sábado, 30 de setembro de 2006
sexta-feira, 29 de setembro de 2006
Somos Vadias
Com ela passavamos horas e horas, nos dias de quarta, quando roubávamos cervejas no Pao-de-Açucar e bebíamos na calçada, fumando derby e conversando sobre sexo. Afinal tinha acabado de perder a virgindade e era natural que eu quisesse conhecer tudo sobre a tal arte milenar... Ela me contava como tinha sido a noite passada com o namorado dela, ele é hari krisna sabia tudo de sexo tantrico... Era tão bom!!!!
E eu tava naqueles dias apaixonadíssima por um estudante de filosofia da UECE, com ele iniciou-se o sexo mesmo, e nao aquele papai e mamae em COMA que dizem que é sexo... A tarde inteira. E ela sabia que eu era a única - apesar de mais nova - eu era a única que nao tinha vergonha ou medo ou aquele sentimento que fazem as meninas nao quererem falar ou fazer sexo(eu nao sei que sentimento é esse).
A gargalhada dela.
O jeito dela falar.
A inconsequência.
Até que ela começou a namorar e eu conheci a casa Amarela, outras pessoas e nos distaciamos. Ela engravidou... Tao pequenino a criatura que eu comecei a tomar pílula(rs).
Quero ver ela.
Saudade de todos que gostam de viver;
E eu tava naqueles dias apaixonadíssima por um estudante de filosofia da UECE, com ele iniciou-se o sexo mesmo, e nao aquele papai e mamae em COMA que dizem que é sexo... A tarde inteira. E ela sabia que eu era a única - apesar de mais nova - eu era a única que nao tinha vergonha ou medo ou aquele sentimento que fazem as meninas nao quererem falar ou fazer sexo(eu nao sei que sentimento é esse).
A gargalhada dela.
O jeito dela falar.
A inconsequência.
Até que ela começou a namorar e eu conheci a casa Amarela, outras pessoas e nos distaciamos. Ela engravidou... Tao pequenino a criatura que eu comecei a tomar pílula(rs).
Quero ver ela.
Saudade de todos que gostam de viver;
Somos Damas.
Continuando...
"Serenamente, cruzo as maos e espero,
Pouco Importa o vento, a maré ou o mar,
Nao me insurjo contra o tempo,
porque o que é meu às minhas mãos virá"
John Burroughs - Espera.
Quando voltei em si estava sozinha. Tinha amiguinhas do colégio, mas elas só pensavam em forró e beijar pela primeira vez, em besteira patricinóides... Enquanto eu estava lendo On The Road - Jack Kerouac, Insustentavel Leveza do Ser - Milan Kundera e O lobo da Estepe - Herman Hesse elas liam Capricho e assistiam Malhaçao. Bléhhhhhh.
Foi aí que o acaso me encontrou. Conheci uma menina que seria a grande Dama da minha vida. A que me apresentaria boa parte do mundo o qual eu vivo atualmente. Foi com ela que fui pra minha primeira calourada. Foi com ela que eu conheci Led Zeppelin e paixões afins...
Conheci ela na primeira vez que eu fui ao Dragao do Mar, tinha eu 14 anos... ainda. Ela morava perto.
Estou eu no 1 ano. Minha diversao era quando a aula terminava e eu ia pra casa dela fumar um e ouvir rock'n'roll. Jogar video game e dançar. Ela tinha uma tatuagem e morava com a irma, tinha um irmao mais louco que ela.
Foi uma época boa quando íamos pra Monkey ficar bebendo vinho.
(risos)
Quando nós duas resolvemos entrar pra igreja dos últimos dias de Jesus Cristo(os mórmoooooooons,,,)...
O fafi já existia.
Quando ela me disse que ficou com Fulano e Fulano beijava mal e ele já tinha ido atrás de outra amiga dela. Acabei me apaixonando por Fulano... Mas isso é uma outra história...........
Foi com ela que eu senti pela primeira vez o espírito libertino de ouvir um verdadeiro rock (clichê), de beber até cair (clichê mais ainda), o sentimento que eu sentia quando eu estava numa calourada com ela era da mais pura diversão... como quando ficamos no pula pula do habib's da treze de maio. Como quando pegamos carona pela milesima até a porra da Praia de Iracema e ficamos no canto das tribos(é o novoooo).
No biruta e na casa dela mesmo.
Ela ia fazer filosofia... Até que engravidou.
Isto foi só a primeira parte.
"Serenamente, cruzo as maos e espero,
Pouco Importa o vento, a maré ou o mar,
Nao me insurjo contra o tempo,
porque o que é meu às minhas mãos virá"
John Burroughs - Espera.
Quando voltei em si estava sozinha. Tinha amiguinhas do colégio, mas elas só pensavam em forró e beijar pela primeira vez, em besteira patricinóides... Enquanto eu estava lendo On The Road - Jack Kerouac, Insustentavel Leveza do Ser - Milan Kundera e O lobo da Estepe - Herman Hesse elas liam Capricho e assistiam Malhaçao. Bléhhhhhh.
Foi aí que o acaso me encontrou. Conheci uma menina que seria a grande Dama da minha vida. A que me apresentaria boa parte do mundo o qual eu vivo atualmente. Foi com ela que fui pra minha primeira calourada. Foi com ela que eu conheci Led Zeppelin e paixões afins...
Conheci ela na primeira vez que eu fui ao Dragao do Mar, tinha eu 14 anos... ainda. Ela morava perto.
Estou eu no 1 ano. Minha diversao era quando a aula terminava e eu ia pra casa dela fumar um e ouvir rock'n'roll. Jogar video game e dançar. Ela tinha uma tatuagem e morava com a irma, tinha um irmao mais louco que ela.
Foi uma época boa quando íamos pra Monkey ficar bebendo vinho.
(risos)
Quando nós duas resolvemos entrar pra igreja dos últimos dias de Jesus Cristo(os mórmoooooooons,,,)...
O fafi já existia.
Quando ela me disse que ficou com Fulano e Fulano beijava mal e ele já tinha ido atrás de outra amiga dela. Acabei me apaixonando por Fulano... Mas isso é uma outra história...........
Foi com ela que eu senti pela primeira vez o espírito libertino de ouvir um verdadeiro rock (clichê), de beber até cair (clichê mais ainda), o sentimento que eu sentia quando eu estava numa calourada com ela era da mais pura diversão... como quando ficamos no pula pula do habib's da treze de maio. Como quando pegamos carona pela milesima até a porra da Praia de Iracema e ficamos no canto das tribos(é o novoooo).
No biruta e na casa dela mesmo.
Ela ia fazer filosofia... Até que engravidou.
Isto foi só a primeira parte.
quinta-feira, 28 de setembro de 2006
Alice e Aline
De repente resolvo escrever aleatoriamente, como quem busca uma resposta de tantas perguntas frequentes, tudo baseado na paixao pela vida, talvez até pela decadência. Já diziam: a memória é uma ilha de edição... E as minhas memórias retornam com frequencia... Como boas memórias.... nao consigo ser melodramática e blá blá blá. E pintar as unhas de vermelho pra muitas é um sinal de rebeldia feminina... rebeldia feminina é ser como foram as minhas amigas. A seguir contarei histórias de amigas que me fizeram e ainda fazem parte de mim.
São historias de verdadeira rebeldia, verdadeira quebra de regras e hipocrisia também.
Tinha eu 14 anos. Acabado de ler o Mundo de Sophia. Minha mae nao deixava eu sair. Entao eu ia para casa de praia. Não me lembro direito, mas o acaso me levou a conhecer duas meninas: que aqui chamarei de Alice e Aline. Alice era evangelica e grande. Independente de qualquer homem da cidade. Super vaidosa. Maquiava-se durante horas. Já Aline era o tipo intelectual, muito bonita e nunca foi de seguir os dogmas da cidade.
Dogmas estes apenas na aparência.
Dogmas da Cidade:
1- mulher nenhuma sai sozinha com homem algum.
2- mulher nenhuma bebe cerveja e nem fuma porra nenhuma.
3- mulher nenhuma volta de manha se nao for acompanhada dos pais ou do irmao.
4- mulher casada é mulher em casa.
5- mulher nenhuma fica ou beija com mais de dois homens na cidade.
E assim por diante. É óbvio que todos fingiam aceitar isso. Só que as unicas que tinham liberdade para quebrar esses dogmas eram nós. Tipo sempre íamos para Fortim, Canoa, voltavamos de manha e nao sei com quantos eu fiquei. Até que chegou a um ponto.
Era para ser mais uma festa.
O meu aspirante a namorado já tinha entrado na festa. Estavamos na fila a espera da compra do ingresso, entramos na festa, compramos uma cerveja e chega o tal do meu aspirante a namorado. Confuso, a face meio conservada a sentir raiva, perguntei o que tinha acontecido:
- Me disseram que voce e Alice estavam se agarrando na fila.
...
E daí? E mesmo que acontecesse e nao aconteceu. Tudo bem. Eu era virgem e louca pra trepar logo e saber como era. Foda-se. Eu estava realmente muito bêbada, aliás todas as tres, chamei o tal do aspirante a namorado e fomos a praia. Nao rolou, eu estava bebada, nao me lembro. Mas acho que o cara caiu em si e nao transou comigo. Ele era legal. Pena ser tao medroso e nao ter saido daquela cidade. Ele teria um futuro otimo em qualquer lugar, menos naquela cidade.
Quando cheguei na festa já era de manha, as meninas já tinham ido embora, ou seja chegar em casa sozinha, carão na certa. E foi. Acho que foi os carões que eu levei em minha vida de pré-adolescencia que me fizeram querer mais e sempre mais. Naquele momento pensei que aquilo nao passaria nunca, mas passou, tanto passou que quando fui a casa de Aline chegou o momento de fofocarmos. As pessoas nao paravam de comentar que Alice dava para todo mundo, que os homens só faziam "pegar a senha". Imagine eu com 14 anos escutando aquilo e quantas vezes escutaria comentários do tipo... Maldita cultura onde a mulher "díficil" é a mulher de casar;
A família de Alice começou a proibir ela de andar comigo e minha família nao queria nem saber das duas. Andava mesmo assim. Foi entao que a família de Alice resolveu deportá-la pra Camocim. Aline noivou. E que noivo. Fico feliz por ela, o noivo nao era de lá. Era do Rio de Janeiro. O caso é que ela seguiu os costumes dela, casar, ter filhos e ser feliz. A última notícia de Alice é que ela tinha engravidado em Camocim, creio que nem sabia quem era o pai ou se sabia nao se disse quem era.
Foi com elas que comecei a pensar no que seria a minha vida. Como iria vive-la. Foi a época que mais me senti livre para fazer o que eu quisesse e quando me vi presa - nao pela minha mae e seus carões - mas sim pela sociedade com suas regras de convivencia eu realmente chorei e pensei que iria acabar minha vida sozinha. Minhas amigas longe, uma em Camocim e outra casada.
São historias de verdadeira rebeldia, verdadeira quebra de regras e hipocrisia também.
Tinha eu 14 anos. Acabado de ler o Mundo de Sophia. Minha mae nao deixava eu sair. Entao eu ia para casa de praia. Não me lembro direito, mas o acaso me levou a conhecer duas meninas: que aqui chamarei de Alice e Aline. Alice era evangelica e grande. Independente de qualquer homem da cidade. Super vaidosa. Maquiava-se durante horas. Já Aline era o tipo intelectual, muito bonita e nunca foi de seguir os dogmas da cidade.
Dogmas estes apenas na aparência.
Dogmas da Cidade:
1- mulher nenhuma sai sozinha com homem algum.
2- mulher nenhuma bebe cerveja e nem fuma porra nenhuma.
3- mulher nenhuma volta de manha se nao for acompanhada dos pais ou do irmao.
4- mulher casada é mulher em casa.
5- mulher nenhuma fica ou beija com mais de dois homens na cidade.
E assim por diante. É óbvio que todos fingiam aceitar isso. Só que as unicas que tinham liberdade para quebrar esses dogmas eram nós. Tipo sempre íamos para Fortim, Canoa, voltavamos de manha e nao sei com quantos eu fiquei. Até que chegou a um ponto.
Era para ser mais uma festa.
O meu aspirante a namorado já tinha entrado na festa. Estavamos na fila a espera da compra do ingresso, entramos na festa, compramos uma cerveja e chega o tal do meu aspirante a namorado. Confuso, a face meio conservada a sentir raiva, perguntei o que tinha acontecido:
- Me disseram que voce e Alice estavam se agarrando na fila.
...
E daí? E mesmo que acontecesse e nao aconteceu. Tudo bem. Eu era virgem e louca pra trepar logo e saber como era. Foda-se. Eu estava realmente muito bêbada, aliás todas as tres, chamei o tal do aspirante a namorado e fomos a praia. Nao rolou, eu estava bebada, nao me lembro. Mas acho que o cara caiu em si e nao transou comigo. Ele era legal. Pena ser tao medroso e nao ter saido daquela cidade. Ele teria um futuro otimo em qualquer lugar, menos naquela cidade.
Quando cheguei na festa já era de manha, as meninas já tinham ido embora, ou seja chegar em casa sozinha, carão na certa. E foi. Acho que foi os carões que eu levei em minha vida de pré-adolescencia que me fizeram querer mais e sempre mais. Naquele momento pensei que aquilo nao passaria nunca, mas passou, tanto passou que quando fui a casa de Aline chegou o momento de fofocarmos. As pessoas nao paravam de comentar que Alice dava para todo mundo, que os homens só faziam "pegar a senha". Imagine eu com 14 anos escutando aquilo e quantas vezes escutaria comentários do tipo... Maldita cultura onde a mulher "díficil" é a mulher de casar;
A família de Alice começou a proibir ela de andar comigo e minha família nao queria nem saber das duas. Andava mesmo assim. Foi entao que a família de Alice resolveu deportá-la pra Camocim. Aline noivou. E que noivo. Fico feliz por ela, o noivo nao era de lá. Era do Rio de Janeiro. O caso é que ela seguiu os costumes dela, casar, ter filhos e ser feliz. A última notícia de Alice é que ela tinha engravidado em Camocim, creio que nem sabia quem era o pai ou se sabia nao se disse quem era.
Foi com elas que comecei a pensar no que seria a minha vida. Como iria vive-la. Foi a época que mais me senti livre para fazer o que eu quisesse e quando me vi presa - nao pela minha mae e seus carões - mas sim pela sociedade com suas regras de convivencia eu realmente chorei e pensei que iria acabar minha vida sozinha. Minhas amigas longe, uma em Camocim e outra casada.
sexta-feira, 18 de agosto de 2006
devaneio de uma praia deserta.
Morrer significa expiar uma culpa.
Segundo Anaximandro, o mundo inteiro é um grande campo de batalha pelo SER.
O infinito: vitalidade criativa que gera continuamente o novo de si mesma.
“A origem das coisas é ilimitado. Todas as coisas desaparecem onde tiveram a sua origem, conforme a necessidade; pois pagam uma às outras castigo e expiação por sua injustiça, conforme a ordem do tempo”
/
O que ocorre é uma invasão de palavras. C-O-N-F-U-S-A-O!
O que define você ser assim, assado, você escolher mal passado? Que coisa ocorreu na evolução para que agora eu escreva na vã esperança de saber perguntas sem respostas? É incoerente, errado?
Bufa o homem que não pode bufar. Bufará o homem que não pode bufa. Bufar o homem que não bufaria.
Sentido? Eu senti. J’ai rechercher une vie jeune. Acontece que talvez essa agenda burguesa mereça ser jogada fora. Ou não. Talvez alguns idiotas resolvam ler e achar que isso aqui seja a nova bíblia. Ou não. E somos meio assim, ouvindo Mano Chao, lendo mano Anacleto e sendo mana Raisa.
Sendo assim meio prosa, meio poesia, inteiramente eternamente um conto. Ou um filme mal-feito. Mas cheio de cor.
Tendo a ser assim, ego... – todos os tipos de letras referentes ao eu mesmo – o fato é que desfaço os sonhos. Faço o imaginário anti-social popular.
Farejo gelo em fogo.
“que passa? Que passou?”
- está confuso. Entenda.
Segundo Anaximandro, o mundo inteiro é um grande campo de batalha pelo SER.
O infinito: vitalidade criativa que gera continuamente o novo de si mesma.
“A origem das coisas é ilimitado. Todas as coisas desaparecem onde tiveram a sua origem, conforme a necessidade; pois pagam uma às outras castigo e expiação por sua injustiça, conforme a ordem do tempo”
/
O que ocorre é uma invasão de palavras. C-O-N-F-U-S-A-O!
O que define você ser assim, assado, você escolher mal passado? Que coisa ocorreu na evolução para que agora eu escreva na vã esperança de saber perguntas sem respostas? É incoerente, errado?
Bufa o homem que não pode bufar. Bufará o homem que não pode bufa. Bufar o homem que não bufaria.
Sentido? Eu senti. J’ai rechercher une vie jeune. Acontece que talvez essa agenda burguesa mereça ser jogada fora. Ou não. Talvez alguns idiotas resolvam ler e achar que isso aqui seja a nova bíblia. Ou não. E somos meio assim, ouvindo Mano Chao, lendo mano Anacleto e sendo mana Raisa.
Sendo assim meio prosa, meio poesia, inteiramente eternamente um conto. Ou um filme mal-feito. Mas cheio de cor.
Tendo a ser assim, ego... – todos os tipos de letras referentes ao eu mesmo – o fato é que desfaço os sonhos. Faço o imaginário anti-social popular.
Farejo gelo em fogo.
“que passa? Que passou?”
- está confuso. Entenda.
sábado, 29 de julho de 2006
maldita geni
Em mais uma noite na Praia de Iracema, em mais uma noite de bebedeira costumeira de euforia. Dentro desta noite está sozinha, está triste, está confrontando sua própria liberdade com o moralismo que advem de fora. Se tem uma coisa que o ser humano se preocupa é com a imagem alheia, a imagem que nós carregamos pela sociedade. Já decidi, vou posar de santa, maquiavelicamente serei contra o aborto, transar? O que é isso... E que morra os beatniks!!!!
Tentarei, juro como tentarei não chamar atenção com as minhas gargalhadas de alegria e com os meus protestos gritantes aos amigos.
Tratarei a vida com mais seriedade, materializar os meus sonhos...
EU NÃO CONSIGO. Podem dizer que eu sou uma vadia, sem vergonha, louca, absurda, loser, em português fracassado, mas eu não consigo não fazer o que eu não quero não consigo acreditar nesse levianismo – que pra mim é mais uma forma de moralismo – eu acredito na liberdade de viver, de se apaixonar por quem quiser e por quanto tempo quiser.
Eu não tenho freios, eu tenho amigos e acredito que se pode amar de corpo e alma e uns goles a mais de vinho.
Tive até uma inocência de acreditar que o mundo poderia ser tão livre quanto o meu ser ao ponto de sentir o fogo de viver desde pequeno. Mas não é assim. As pessoas são cruéis, interesseiras, malvadas, desleais e não são amigos.
E por fim eu me apaixonei, pela segunda vez esse ano eu cometi o mesmo erro, inventei de dormir com ele, o seu abraço, o seu carinho, as suas palavras de homem feito. Antes, num show de rock qualquer, ele colocava a mão nas minhas costas indicando para onde íamos. Como sou tola! Como pude acreditar em palavras tão belas e sutilezas. Dormir com ele foi ao mesmo tempo um nascimento e um suicídio.
Por fim o tédio me atingiu. Quem sabe eu seja mesmo uma vadia e ainda não tenha me tocado. Ou quem sabe eu seja uma heroína, uma messias da libertinagem. Ou uma poetisa fracassada, a qual ninguem quer.
Mora na filosofia
pra quê rimar amor e dor.
Se seu corpo ficasse marcado por lábios ou maos carinhosas,
eu saberia, ...
nao vou me preocupar em ver, seu caso nao é de ver pra crer...
tá na cara!
Tentarei, juro como tentarei não chamar atenção com as minhas gargalhadas de alegria e com os meus protestos gritantes aos amigos.
Tratarei a vida com mais seriedade, materializar os meus sonhos...
EU NÃO CONSIGO. Podem dizer que eu sou uma vadia, sem vergonha, louca, absurda, loser, em português fracassado, mas eu não consigo não fazer o que eu não quero não consigo acreditar nesse levianismo – que pra mim é mais uma forma de moralismo – eu acredito na liberdade de viver, de se apaixonar por quem quiser e por quanto tempo quiser.
Eu não tenho freios, eu tenho amigos e acredito que se pode amar de corpo e alma e uns goles a mais de vinho.
Tive até uma inocência de acreditar que o mundo poderia ser tão livre quanto o meu ser ao ponto de sentir o fogo de viver desde pequeno. Mas não é assim. As pessoas são cruéis, interesseiras, malvadas, desleais e não são amigos.
E por fim eu me apaixonei, pela segunda vez esse ano eu cometi o mesmo erro, inventei de dormir com ele, o seu abraço, o seu carinho, as suas palavras de homem feito. Antes, num show de rock qualquer, ele colocava a mão nas minhas costas indicando para onde íamos. Como sou tola! Como pude acreditar em palavras tão belas e sutilezas. Dormir com ele foi ao mesmo tempo um nascimento e um suicídio.
Por fim o tédio me atingiu. Quem sabe eu seja mesmo uma vadia e ainda não tenha me tocado. Ou quem sabe eu seja uma heroína, uma messias da libertinagem. Ou uma poetisa fracassada, a qual ninguem quer.
Mora na filosofia
pra quê rimar amor e dor.
Se seu corpo ficasse marcado por lábios ou maos carinhosas,
eu saberia, ...
nao vou me preocupar em ver, seu caso nao é de ver pra crer...
tá na cara!
quarta-feira, 26 de julho de 2006
Comentário sobre Henry e June

Este comentário é para os que ainda sonham em ser vadios, ou os que são e pedem sempre socorro aos pais, ou aos amigos, não importa. Vadio, por vadio, sem se importar com a morte, política, o carro novo que saiu televisão e etc. Palavras feias que pelo seu significado já dá certa ânsia de ver que tantas pessoas esquecem de viver e se preocupam com o dinheiro e o dinheiro é que move essa ânsia, a televisão e o carro novos a bebida o cigarro e muito mais. Contudo defendo o vadio como Henry Miller, aquele que no filme Henry e June diz: “Quem consegue entender, quem consegue ler, escrever está livre.”
O que ocorre é a tal angústia em enfrentar toda a grandeza do Henry devido ao seu estilo vagabundo e libertador. Mas me dá um medo, até porque ele é um filho da puta em todos os momentos e mesmo assim ainda me vejo completamente nele, na sua intensidade de dizer: “eu te amo” para uma puta. Porque eu também faço isso...
O caso é que pensar em sexo às vezes me parece como pensar em roubar, uma hora você é pego e suas descrições são ditas pelo microfone e você finge que vai comprar cigarro, mas na verdade você foge, em busca de uma nova aventura, um novo roubo. E mesmo assim sente-se perseguido, como que a qualquer momento você encontrará aqueles olhos, aquela pessoa a qual você roubou o que há mais importante na vida dela. O contato íntimo, o amor, a buceta, ou apenas um livro de R$ 14,90.
E é no Henry Miller que eu vejo um ladrão de eximia capacidade, tanto na fuga quanto na hora de roubar e mesmo assim o canalha custa em se espelhar em mim, semelhanças indiscretas e que sou forçada a colocar aqui como uma confissão a um padre. Castigo? Com certeza todos os vadios e ladrões têm.
E a Annais Nin consegue romantizar toda essa vida de aventuras, ela poetiza como uma doce francesa com aquele sotaque infantil e curiosamente infantil em busca de novas aventuras, com ela não parece um roubo, parece que tudo aquilo era seu desde o sempre, naturalmente seu e que amanha não é mais. Com ela mais parece um romance água com açúcar, entretanto uma água com açúcar para os acostumados ao velho safado que é o Bukowski.
Para tanto aos tímidos, ou moralistas, ou os que preferem praticar a ler literatura erótica.
Annais Nin é uma ótima introdução a este mundo tão escandalizado.
E o que é promiscuidade? Amor próprio? Transar por transar? E isso existe?
Todas as transas são transas com historietas, nem sempre boas, mas com personagens, com vida! E diminuir uma pessoa porque ela gosta de transar é diminuir um dos principais atos dos animais. Até as plantas trepam. Se gozam eu não sei.
Se o sexo está divulgado, escandalizado, vulgarizado é porque ainda não estamos num mundo tão livre assim...
É hora de fugir, antes que a fogueira nos atinja.
quarta-feira, 19 de julho de 2006
Como ir para o inferno sem ficar preocupado.
Manual de Sexo da UNIVERSAL.
Posição de quatro - É uma das posições mais humilhantes para a mulher, pois
ela fica prostrada como um animal enquanto seu parceiro ajoelhado a penetra.
Animais são seres que não possuem espírito, então o homem que faz o
cachorrinho com sua parceira, fica com sua alma amaldiçoada e fétida.
Sexo Oral - O prazer de levar um órgão sexual a boca é condenado pelas leis
divinas. A boca foi feita para falar e ingerir alimentos e a língua para
apreciar os sabores. A mulher engolindo o sêmen não vai ter filhos. E o
homem somente sentirá dores musculares na língua ao sugar a vagina de sua
parceira.
Sexo Anal (Sodomia) - O ânus é sujo, fétido e possui em suas paredes milhões
de bactérias. É o esgoto propriamente dito. No esgoto só existe ratos,
baratas e mendigos. A pessoa que sodomisa ou é sodomisada ela se iguala a um
rato pestilento. Seu espírito permanece imundo e amaldiçoado. Mas o pior é
quando o ato é homossexual, pois o passaporte dessa infeliz criatura já está
carimbado nos confins do inferno.
Posição Recomendada - O homem e a mulher devem lavar suas partes com 1 litro de água corrente misturado com uma colher de vinagre e outra de sal grosso.Após isso, a mulher deve abrir as pernas e esperar o membro enrijecido do seu parceiro para iniciar a penetração. O homem após penetrar a mulher, não
deve encostar seu peito nos seios dela, deve manter uma distância pois a
fêmea deve estar fêmea deve estar rezando aos santos para que seu óvulo esteja sadio ao encontrar o espermatozóide. Depois do ato sexual, os dois devem rezar, pedindo perdão pelo prazer proibido do orgasmo. Como penitência, o açoite com vara de bambu é aceite como forma de purificação.
Posição de quatro - É uma das posições mais humilhantes para a mulher, pois
ela fica prostrada como um animal enquanto seu parceiro ajoelhado a penetra.
Animais são seres que não possuem espírito, então o homem que faz o
cachorrinho com sua parceira, fica com sua alma amaldiçoada e fétida.
Sexo Oral - O prazer de levar um órgão sexual a boca é condenado pelas leis
divinas. A boca foi feita para falar e ingerir alimentos e a língua para
apreciar os sabores. A mulher engolindo o sêmen não vai ter filhos. E o
homem somente sentirá dores musculares na língua ao sugar a vagina de sua
parceira.
Sexo Anal (Sodomia) - O ânus é sujo, fétido e possui em suas paredes milhões
de bactérias. É o esgoto propriamente dito. No esgoto só existe ratos,
baratas e mendigos. A pessoa que sodomisa ou é sodomisada ela se iguala a um
rato pestilento. Seu espírito permanece imundo e amaldiçoado. Mas o pior é
quando o ato é homossexual, pois o passaporte dessa infeliz criatura já está
carimbado nos confins do inferno.
Posição Recomendada - O homem e a mulher devem lavar suas partes com 1 litro de água corrente misturado com uma colher de vinagre e outra de sal grosso.Após isso, a mulher deve abrir as pernas e esperar o membro enrijecido do seu parceiro para iniciar a penetração. O homem após penetrar a mulher, não
deve encostar seu peito nos seios dela, deve manter uma distância pois a
fêmea deve estar fêmea deve estar rezando aos santos para que seu óvulo esteja sadio ao encontrar o espermatozóide. Depois do ato sexual, os dois devem rezar, pedindo perdão pelo prazer proibido do orgasmo. Como penitência, o açoite com vara de bambu é aceite como forma de purificação.
quarta-feira, 12 de julho de 2006
Cronicas de Esbornia. Parte V
Duas sextas feiras, normais até, uma deixada em branco no diário e outra escrita até a última linha, uma treze de fevereiro outra 13 de agosto. Em uma sexta vivo o esplendor de minha solidão, em outra comemoro companhia de bons amigos e bons amantes... Em uma sexta me deito na cama e penso: ‘como seria bom se alguém me acompanhasse hoje numa busca por um prazer inesquecível, que estivéssemos sentados na sala, eu, ele e amigos comemorando o fato de existirmos’.Em outra eu realmente vivo isso.
Treze de fevereiro:
Acordo e vou para o colégio. Estou ansiosa, aliás, muito ansiosa. E a minha ansiedade não esta no colégio, com quem não posso compartilhar esses sentimentos que são tão íntimos e egoístas. Professores novos, aulas novas e o velho sentimento de já estar de saco cheio de tudo isso, uma morgância muito depressiva. Mas hoje estou feliz, ansiosa, porque falta poucos dias para o carnaval chegar... E o desejo de ver um garoto que vai também, de passar quatro dias dormindo na mesma casa que ele. E é com pensamentos sobre o menino e o carnaval, o que me espera, foi o que me ocupou nessa sexta. É porque depois da escola eu dormi, sonhando coisas que nada tinham a ver com o esperado, esperava sonhar algo que predisse o que vai acontecer nesse carnaval, enfim é o acontecimento que mais me deixou animada nesses últimos meses, à noite minha mãe sai para mais uma festa e eu fico só, só com os meus pensamentos, deitada na cama, imaginando como seria minha noite.
Alguém bate no portão, eu me assusto e vejo que é uma garota, ela fala: - acorda raísa, o mundo está aí para você viver, enorme, perigoso e aberto para você. Vamos curtir um pouco desse tempo que é tão curto, vamos ouvir música!!! -, e eu a deixo entrar em casa com um monte de gente, eles fazem silêncio, mas me deixou muito feliz com tal surpresa e com a conversa sobre tudo, filosofia, questões como o amor, a vida e os nossos problemas que são tão pequeninos. Passamos a noite bebendo, alguns ocupavam os quartos e depois voltavam mais satisfeitos e quando já se passava das quatro horas, todos se vão, a menina quando se despede fala: - paciência, é isso que te aconselho, mas espere, não se precipite quando já não contar com ninguém para se abrir, com o tempo aparecerá amigos e diversão, o mundo já se abriu, não se entristeça...
Mas aquilo tudo não passava de um sonho, acordei como se tivesse ouvido um grito, um clamor para que eu acorde e, realmente, não me entristeça, perante a indiferença. Vi que ainda eram nove horas, fui num bar, comprei uma cerva e a bebi olhando para as estrelas no meu quintal, foi engraçado a partir daí eu sempre fazia isso quando a minha mãe saia, depois que bebi peguei um caderno e comecei a escrever tudo o que vinha a minha cabeça. Ás vezes só vinham poesias escuras, tristes e melancólicas, por sua vez quando eu escrevia histórias imaginando festas em casas de praia, ou acampando, vivendo tudo o que não podia viver ali. Poesias falando de amantes e amores que nunca eu tinha vivido... E, para mim, o dia 13 de fevereiro só foi isso, um sonho, que só aumentou a minha ansiedade pelo carnaval, era a minha esperança de ver parte desse mundo tão aberto que tava agora.
Treze de agosto:
Acordo, lembro-me, que hoje eu tenho prova de segunda chamada e logo de química, meu dia começou bem... Já vai fazer uma semana que mudei de turma e me encontro com pessoas novas e que são agradáveis. Foi difícil e rápida a decisão de mudar de turma, afinal eu tinha encontrado pessoas que queriam a minha presença e eu estou vivendo essa época muito bem, de muita produtividade. Rapidamente o dia termina e à tarde se aproxima, ninguém me liga, tento falar com amigos meus – que eu fiz ao longo desses quatro meses -, mas o celular está desligado, ou toca até desligar, todos estão ocupados de certa forma, vou fazer a prova imaginando que seria mais uma sexta feira treze que eu não faria nada. Mas por um impulso, quando já tinha terminado a prova ligo o meu celular, depois de uns segundos o louco liga, rejeito a ligação dele, me apresso em entregar a prova e quando to saindo da sala liga de novo.
Era um menino que não tinha ficado nem três vezes.
O canalha perguntou se eu ia sair, blá blá blá, no final das contas perguntou se eu ia ficar sozinha em casa. Disse que sim. Minha mãe iria sair para mais uma festa. Marcamos de nove horas ele passar lá em casa.
Fazia tempo em que eu não ficava tão ansiosa. Como no dia 13 de fevereiro. Ele chegou, bolou um baseado e quando acendeu, aparece um amigo meu na porta. Ele entra, fuma com a gente, tinha trazido um vinho – supostamente, sabendo que eu estaria em casa sozinha, para ficar comigo... – bebemos o vinho, fumamos outro baseado, nessa altura do campeonato já tinha colocado um som para rolar, Manu Chao, rock’in’roll, até que deu 10h e o meu amigo foi embora. O canalha continuou no mesmo canto do sofá, a espreita de uma oportunidade de me beijar.
Ficamos fumando um cigarro, um olhando para o outro, a cada olhar um desejo, uma vontade de começar logo o que tínhamos planejado. Até que ele se levantou – por um momento pensei que ele tivesse se cansado e que iria embora –, mas não. Ele me chamou e eu fui até os braços dele, na verdade pulei em cima dele e ele apertou minha bunda com as duas mãos e o vigor de quem há muito esperava por aquilo. Carregou-me até o meu sagrado quarto, na parede me despiu e me beijou, enlouquecidamente, ansioso, a parede apenas o ajudava a pressionar ele contra mim, seu pênis rijo contra a minha coxa, não deixava escapatória, estava acontecendo aquilo! Tirou-me a calcinha e me chupou ali mesmo na parede. Abraçou-me de novo e fomos até a cama, transamos e quanto mais transamos a cama balançava e fazia barulho. Sussurrou no meu ouvido: não quer ir dormir na minha casa. Nem hesitei.
No carro o chupei, na época, a bem dizer da verdade, nem sabia direito o que era um pênis, quanto mais chupar um pênis. Mas ele gemia, gemia e era delicado, não se deixava corromper pelo prazer. Chegamos à casa dele.
Transamos, transamos e transamos. Na sala, no quarto. O canalha não me deixava parar de gozar. De certa forma ele me iniciou na arte milenar de satisfazer o amante. O seu puxar de cabelo, senti o meu clitóris vermelho e duro pela primeira vez, de tanto que ele chupava com prazer e vigor e violência e carinho. Será possível. Foi o que eu senti. Seu beijo não era romântico, mas era apaixonado pelo meu cheiro de sexo pueril. Como se ele soubesse que ainda era uma terra a ser desbravada, uma terra de pernas abertas e que só esperava o cara certo. O tal canalha conseguiu amanhecer e ainda transávamos loucamente.
- Sou sua escrava! Ah... Você ainda me quer mesmo assim?
E ele não parava de repetir quero e quanto quero mais não me conformo.
Gozávamos, fumávamos, transávamos, goza... fuma... transa... Até que ficamos abraçados acariciando um ao outro, masturbando ele e ele beliscando meu sexo, como quem diz ainda não acabou, meu pau ainda resiste a tua buceta quente e gorda. E lá ia de novo ele, mordiscar meu sexo, soprar e soprar até que ficasse vermelho e duro, meu clitóris inchado pela primeira vez. Os primeiros raios de sol entraram e a ultima transa. Papai e mamãe, submissão controle, fragilidade fraqueza, destreza sensualidade, gemido gemendo, o sono sonhando.
Tomei café com ele, fumamos o ultimo cigarro juntos e ele foi me deixar em casa. Era 7h da manha. Quando chegou em casa o canalha apenas sussurrou bom dia minha doce flor. Como um dom Juan safado e que eu adoro. Dormi bem aquela manha. Não me importo de nem saber o que ele faz da vida, porque sei o que ele faz melhor. O canalha.
Treze de fevereiro:
Acordo e vou para o colégio. Estou ansiosa, aliás, muito ansiosa. E a minha ansiedade não esta no colégio, com quem não posso compartilhar esses sentimentos que são tão íntimos e egoístas. Professores novos, aulas novas e o velho sentimento de já estar de saco cheio de tudo isso, uma morgância muito depressiva. Mas hoje estou feliz, ansiosa, porque falta poucos dias para o carnaval chegar... E o desejo de ver um garoto que vai também, de passar quatro dias dormindo na mesma casa que ele. E é com pensamentos sobre o menino e o carnaval, o que me espera, foi o que me ocupou nessa sexta. É porque depois da escola eu dormi, sonhando coisas que nada tinham a ver com o esperado, esperava sonhar algo que predisse o que vai acontecer nesse carnaval, enfim é o acontecimento que mais me deixou animada nesses últimos meses, à noite minha mãe sai para mais uma festa e eu fico só, só com os meus pensamentos, deitada na cama, imaginando como seria minha noite.
Alguém bate no portão, eu me assusto e vejo que é uma garota, ela fala: - acorda raísa, o mundo está aí para você viver, enorme, perigoso e aberto para você. Vamos curtir um pouco desse tempo que é tão curto, vamos ouvir música!!! -, e eu a deixo entrar em casa com um monte de gente, eles fazem silêncio, mas me deixou muito feliz com tal surpresa e com a conversa sobre tudo, filosofia, questões como o amor, a vida e os nossos problemas que são tão pequeninos. Passamos a noite bebendo, alguns ocupavam os quartos e depois voltavam mais satisfeitos e quando já se passava das quatro horas, todos se vão, a menina quando se despede fala: - paciência, é isso que te aconselho, mas espere, não se precipite quando já não contar com ninguém para se abrir, com o tempo aparecerá amigos e diversão, o mundo já se abriu, não se entristeça...
Mas aquilo tudo não passava de um sonho, acordei como se tivesse ouvido um grito, um clamor para que eu acorde e, realmente, não me entristeça, perante a indiferença. Vi que ainda eram nove horas, fui num bar, comprei uma cerva e a bebi olhando para as estrelas no meu quintal, foi engraçado a partir daí eu sempre fazia isso quando a minha mãe saia, depois que bebi peguei um caderno e comecei a escrever tudo o que vinha a minha cabeça. Ás vezes só vinham poesias escuras, tristes e melancólicas, por sua vez quando eu escrevia histórias imaginando festas em casas de praia, ou acampando, vivendo tudo o que não podia viver ali. Poesias falando de amantes e amores que nunca eu tinha vivido... E, para mim, o dia 13 de fevereiro só foi isso, um sonho, que só aumentou a minha ansiedade pelo carnaval, era a minha esperança de ver parte desse mundo tão aberto que tava agora.
Treze de agosto:
Acordo, lembro-me, que hoje eu tenho prova de segunda chamada e logo de química, meu dia começou bem... Já vai fazer uma semana que mudei de turma e me encontro com pessoas novas e que são agradáveis. Foi difícil e rápida a decisão de mudar de turma, afinal eu tinha encontrado pessoas que queriam a minha presença e eu estou vivendo essa época muito bem, de muita produtividade. Rapidamente o dia termina e à tarde se aproxima, ninguém me liga, tento falar com amigos meus – que eu fiz ao longo desses quatro meses -, mas o celular está desligado, ou toca até desligar, todos estão ocupados de certa forma, vou fazer a prova imaginando que seria mais uma sexta feira treze que eu não faria nada. Mas por um impulso, quando já tinha terminado a prova ligo o meu celular, depois de uns segundos o louco liga, rejeito a ligação dele, me apresso em entregar a prova e quando to saindo da sala liga de novo.
Era um menino que não tinha ficado nem três vezes.
O canalha perguntou se eu ia sair, blá blá blá, no final das contas perguntou se eu ia ficar sozinha em casa. Disse que sim. Minha mãe iria sair para mais uma festa. Marcamos de nove horas ele passar lá em casa.
Fazia tempo em que eu não ficava tão ansiosa. Como no dia 13 de fevereiro. Ele chegou, bolou um baseado e quando acendeu, aparece um amigo meu na porta. Ele entra, fuma com a gente, tinha trazido um vinho – supostamente, sabendo que eu estaria em casa sozinha, para ficar comigo... – bebemos o vinho, fumamos outro baseado, nessa altura do campeonato já tinha colocado um som para rolar, Manu Chao, rock’in’roll, até que deu 10h e o meu amigo foi embora. O canalha continuou no mesmo canto do sofá, a espreita de uma oportunidade de me beijar.
Ficamos fumando um cigarro, um olhando para o outro, a cada olhar um desejo, uma vontade de começar logo o que tínhamos planejado. Até que ele se levantou – por um momento pensei que ele tivesse se cansado e que iria embora –, mas não. Ele me chamou e eu fui até os braços dele, na verdade pulei em cima dele e ele apertou minha bunda com as duas mãos e o vigor de quem há muito esperava por aquilo. Carregou-me até o meu sagrado quarto, na parede me despiu e me beijou, enlouquecidamente, ansioso, a parede apenas o ajudava a pressionar ele contra mim, seu pênis rijo contra a minha coxa, não deixava escapatória, estava acontecendo aquilo! Tirou-me a calcinha e me chupou ali mesmo na parede. Abraçou-me de novo e fomos até a cama, transamos e quanto mais transamos a cama balançava e fazia barulho. Sussurrou no meu ouvido: não quer ir dormir na minha casa. Nem hesitei.
No carro o chupei, na época, a bem dizer da verdade, nem sabia direito o que era um pênis, quanto mais chupar um pênis. Mas ele gemia, gemia e era delicado, não se deixava corromper pelo prazer. Chegamos à casa dele.
Transamos, transamos e transamos. Na sala, no quarto. O canalha não me deixava parar de gozar. De certa forma ele me iniciou na arte milenar de satisfazer o amante. O seu puxar de cabelo, senti o meu clitóris vermelho e duro pela primeira vez, de tanto que ele chupava com prazer e vigor e violência e carinho. Será possível. Foi o que eu senti. Seu beijo não era romântico, mas era apaixonado pelo meu cheiro de sexo pueril. Como se ele soubesse que ainda era uma terra a ser desbravada, uma terra de pernas abertas e que só esperava o cara certo. O tal canalha conseguiu amanhecer e ainda transávamos loucamente.
- Sou sua escrava! Ah... Você ainda me quer mesmo assim?
E ele não parava de repetir quero e quanto quero mais não me conformo.
Gozávamos, fumávamos, transávamos, goza... fuma... transa... Até que ficamos abraçados acariciando um ao outro, masturbando ele e ele beliscando meu sexo, como quem diz ainda não acabou, meu pau ainda resiste a tua buceta quente e gorda. E lá ia de novo ele, mordiscar meu sexo, soprar e soprar até que ficasse vermelho e duro, meu clitóris inchado pela primeira vez. Os primeiros raios de sol entraram e a ultima transa. Papai e mamãe, submissão controle, fragilidade fraqueza, destreza sensualidade, gemido gemendo, o sono sonhando.
Tomei café com ele, fumamos o ultimo cigarro juntos e ele foi me deixar em casa. Era 7h da manha. Quando chegou em casa o canalha apenas sussurrou bom dia minha doce flor. Como um dom Juan safado e que eu adoro. Dormi bem aquela manha. Não me importo de nem saber o que ele faz da vida, porque sei o que ele faz melhor. O canalha.
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