terça-feira, 1 de janeiro de 2019

passagem do ano

off diario passagem do ano ou do ano passado
pra começo de conversa : se venho aqui escrever é porque tenho saudade, intensiva e coerente porém carnavalesca que tem fome toma dianteira de sujeita
por dois momentos que marcaram ontem me fazem vir aqui escrever este off diario : o primeiro de passar o ano novo na minha atual casa : Toulouse, sul da França e o segundo por ser "mulher" brasileira.
Ambos porque eu estava sozinha, e não vou mentir que eu fui pro "Caribe" de Toulouse - quem conhece Fortaleza vai entender kkk - tinha bebos chatos e legais, foi tenso um pouco, pq um bebo chegou me dando esporro porque eu tava lendo no ultimo dia do ano haha mas fooi tenso ri de nervoso e ainda tinha esquecido minha identidade se fosse pra sumir seria ali, sem falar de ir sempre no banheiro c a cerveja pra nao botarem o classico boa noite cinderela, que eu ja cai... enfim
poderia ser uma historia de violência ou de mais um dia de luta... o que não deixa de esquecer os traumas e as violencias do passado, são tantos que se eu contar...
o caso é que eu também me permito viver, ô Brasil, a vida não é so dever, é direito também, quer tanto ser cidadão de bem mas não sabe nem que existe uma constituição que assugura nossos "direitos humanos", direito à dignidade, moradia, saude e educação...
escutem a musica Menina Jesus de Tom Zé, é foda.
pois bem, ontem meus companheiros de casa foram fazer seus rumos e me vi na tarefa de ir ao bar sozinha, pensando sempre na possibilidade da virada num bar com quem não se conhece ninguém...
sozinha
peguei um livro da Sophie Calle, artista que mistura ficção e realidade, o da "obediência", no qual ela segue algumas rotinas ou estudos de habitos da personagem Maria
Maria Sophie são mulheres que vivem suas vidas
e ai rapidamente lembro de alguns amigos franceses que vêm me fazendo comentarios do tipo : Raisa, mas tu conhece muita gente ! Ta toda toda politica (em francês é militante)...
eu as vezes tenho vontade de dar na cara, uns tapas, bem rainha e dizer : porque porra tem lugar que vc nao consegue viver ! caralho !!!!!! e aqui nessa Europa que aparentemente tem TEM isso esse modo de vida tranquilo...
é obvio que vou fazerr politica, e sinto aos amigos anarquistas mas la tenho que defender a civilização bebê chamada Brasil, que apanha tanto, não se trata de defender a democracia, mas o Brasil...
Do exilio não se tem muita conversa, é saudade e luta...
Encontrei amigos depois fomos ao Amanita Muscaria, dançamos um rock arabe com trompete cubano, com a dona que fala português e ajuda para caralho a organizar a mobilização aqui... fodarastica mulher
Sai beba ja com o unico rumo de voltar pra casa a pé, algo como 5 km fazendo menos 3 graus, rolou uma Ypioca
Voltei com um dos meus companheiros de casa, um xovem espanhol que se chama Bertrand e tem 24 anos, mas não rola nada não, regra principal da casa não coma os parentes hehe
Pois bueno minha gente, faço votos de um ano forte de Ogum preparando para guerra.
Beijos
Bem blogueira anarcacomunista pomba gira



domingo, 16 de dezembro de 2018

off diario



vou dizer que nutria esse medo até ontem, o medo de perder os amigos à causa da distancia, do tempo e do espaço,

acontece que esses dias recebi uma amiga, que hoje posso dizer grande amiga, das épocas de praça Portugal e que vem da minha cidade natal, muito feliz de saber que amizade é um neg-ocio da vida e que nutre que alimenta, resistência...

não somente aos amigos de adolescencia - caralho quase 15 anos de amizade ! mas também à novas amigas que vou fazendo nesse percurso exilio vida no estranho estrangeiro

sinto ja saudade, mas tb nao sou egoista, tem que deixar teus amigos voarem, Yasmin voa pra Marseille, sou ciumenta mas sei que ela vai se divertir

é simples como um aconchego que aplaca a solidão,

não sou filosofa sem expressar em poesia esses sensires guias de sensidão, amor

ps: quero agradecer a todo mundo marcado nesse post com esse pequeno poeminha diario viajante nomade de coração, foi rapidinho, intenso, de muito carinho e tamo aqui pro que vcs precisarem / quiserem, as bussolas que nos encontre novamente / axé

o tempo passa e urge senhora, comer e comer tranquilo

um beijo

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Off diario 20 novembro



"Quem diria"

Para Paulo Freire o processo de conscientização se inicia com 1) saber que se é "eu" e o "nao eu" e 2) a consciencia da finitude, da morte, que nos faz sair e se relacionar com o mundo.

Ter consciencia critica é nao foder com o outro pelo simples prazer de dominio e concorrencia, logica do vencedor e do perdedor.

Pois bem.

Precisei "realmente" chegar a consciencia de morte - dezembro : morte de amor, de perspectiva e quase real - e agora me vejo quase um ano depois...

Hoje vou participar de um debate na Escola de Engenharia sobre o novo filme do Spike Lee, comentar o filme e a questao racial / politica americana (toda).

Amanha programa de radio sobre a luta contra violencia da mulher na Radio mon Pais

Sexta dou aula - e ta sendo cada aula um evento, to dando a loka e to dando Foucault e Paulo Freire pra chegar até a Vénus hehe

Sabado participo de um debate na livraria Terra Nova sobre feminismo.


não quero me gabar não, so fiquei de cara que num instante da vida, no espaço de um ano, de quase morta fudida perdida asia argento no filme transylvania e bum! reviravolta, revolução, bolsonaro (vai ter luta! )

to fazendo o que quero, sem recorrer à puxasaquismo ou a falsiane, sendo quem sou, é massa! quem me conhece que me come, hehe, mas é muito loko finalmente chegar aonde sempre sonhei : dar aula e sobreviver na filosofia, ou melhor, viver da filosofia...

mas se eu não falar, quem fala por mim ? se eu não escrever esta carta à quem quer que esteja como saberei se não tem outras iguais as mim?

enfim, a construção do si mesmo é uma defesa, não um jogo narcissico ou egocêntrico, é essa a postura, o gesto, a pratica

se eu existo, é porque nois existimos




domingo, 21 de outubro de 2018

off diario Toulouse










TPM politica

Me irrita muito quem reclama de tédio, de ter uma vida normal,

Quem ja dormiu sob o signo do tiro, quem ja teve perplexidade ansiosa, de tanto não conseguir mexer o pé, se considerar incapaz

Quem sabe que tem que rezar pra não virar estatistica, fechar o corpo com o santo e agradecer o axé

Quem tem alegria de vida, pq sabe o que é o teto sob a dor da morte e do medo.

Quem celebra o carnaval porque o trabalho explora.

Porque ainda assim o trabalho é com prazer e infinita gloria.

Eu não reclamo de ter salario não, ao contrario ! Quero mais é ter direito, acesso e poder de escolha !

De tédio so se for de netflix, vida normal com luta e defesa sempre da democracia, estes projetos de fascismo que insistem em nos querer:desejar matar.

poeminha-celebração porque finalmente instalei-me em um quarto, fazia quatro meses que eu tava vivendo de mochilão, e dois anos sem "endereço fixo", agora virei gente com nome no contrato do aluguel (mentira ainda vou começar a burocracia, mas quarto ja tenho e na mesma casa que ocupo em Toulouse, meu santuario), agradecer neste calinho minhas familias adotadas em Tarnac e em Coimbra, j'ai sens la manque, saudade Pra-kys-tao, saudade MGT

pode parecer besteira, comemorar ter um teto, mas é por isso que dou valor a ter um chão, o cuidado de si começa pela casa e vai até a rua, faço destas fotos um registro de cuidado e bagunça hehehe

axé minha gente que essa semana de longe e de perto este Brasil saia finalmente dessa guerra cheia de odio e de medo

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Off diario Paris e a renascença do amor

                                                   (Junto com o Tecnoxamanismo, fazendo um leve topless, Pirineus)


Logo de cara, por favor, me perdoe se parecer pretensioso, é pq por tanto tempo escrever foi minha saida de r-existência, se agora consigo existir de boa, sem essas ânsias ou tretas tipicamente coloniais é porque foi todo um processo... A vida que é um processo. E como não deixaria de ser, desde 2006, escrevo sobre sexo e amor, minhas adoradas deusas, pode-se filosofia do desejo, mas aqui é bem especificamente romantico, daqueles que acreditou numa historia...

E sofre para amar. Fiquei durante muito tempo puta comigo mesma porque sabia que tava corroborando com um condicionamento secular da "mulher" : esperar o macho dizer te amo quero fazer uma vida contigo, ter filhos e construir uma casa, no final eu sou tão simples que foi isso que me fez sofrer tanto.

O bagulho era mais complexo, ele era um filme  e eu quero passeata.

Pois bem, de tantas idas e vindas na minha cabeça precisei "enterrar" ele, chamar num bar, falar tudo o que eu pensava, ficar bêbada, tentar trepar com ele ( os meus sexos de despedida são otimos, ele é que ta perdendo, francês maldito).

Nao vou expor ninguém,  esse "grande amor" que nos idos de 2014 era so um caso de copa de mundo, que me trouxe pra França e que toda magia de ter sonhado com ele três dias antes de conhecê-lo, também morreu, como tudo que tem seu tempo na vida, aceitar a morte de um grande amor, como um incêncio de um museu, que queima a terra para plantar, sem não ter uma intensidade dolorosa, de luto e, por vezes, de guerra.

[- e que nas brincadeiras bêbadas falo sério que realmente foi na França que me civilizei e enche o saco, mas gostaria mesmo de expor a técnica francesa para o Brasil e a loucura do carnaval brasileiro para a França - aqui temos tempo e espaço para ser o que queremos ser, no Brasil o genocidio é também subjetivo e existencial. ]

Se agora com essa consciência amorosa e de vida, de autonomia e gostosura, posso recomeçar a escrever, penso que também quero começar a falar sobre o que é ser brasileira no exterior, a gente é rainha meu bem, rainha ! Seja porque o mito da beleza e candura, da docilidade e sorriso facil, seja porque somos matriarcais fodas mesmo, amazonas porra. Falo sou brasileira e aparece uma convenção da ONU me propondo em casamento, haha. (tome como uma imagem de legitimidade existencial, se quiserem, empoderamento ou oração de sensualidade, ainda que eu seja sempre a raisinha espontânea e que so quer ter fome e comer bem, para todos)

Ainda que a consciência de classe esteja sempre aqui, quando eu fui pobre, foi foda, não a toa acredito muito mais em vida de comuna, do que tentar a sorte em Paris, apesar de que não posso cuspir no prato que como, o melhor de Paris ta no Tinder hehehehe

Enfim, também não conseguiria matar um grande amor se não fosse outros amores, não é? O meu problema é que para matar de verdade foi preciso matar ele em mim, aceitar que existem outros amores aceitamos, mas eu expulsei ele do cabaré do meu coração, e foi importante que eu dissesse isso a ele, bêbada e apaixonada, e que dissesse quais foram os amantes que me salvaram dele: o meu petit bebe francosenegales que pratico um pouco vai de pederastia e um agricultor moreno gostoso de toulouse, que numa telepatia louca me ligou e conversou e me deu carinho por telefone, aii essas enfermarias amorosas são tudo, esses homens salvaram o meu peito da solidão e da tristeza,

vai feliz, segue tua vida e para de pensar em mim.

oração de abertura dos santos para todos os amores,

axé minha rainha Yemanja

evoé minha deusa Vénus Pandémia

 - a loka dramatica, mas é isso, sentimentos que afloram e sinto falta de escrever de sexo e amor e putaria e politica de maneira que escrever esse texto é um primeiro de uma renascença que visa a vida e a liberdade e o amor e a esperança... e outra durante muito tempo encheu pra mim o saco escrever sobre relações hetero, porém é isso o que temos para hoje.

Ficção filosofica de um palacio de memoria.


E para não deixar de ser politico, sempre e com ternura: #Haddad13 meu bemmmm daqui pro segundo turno nao vai ter mais fronteira entre vida arte e politica hehehehe

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Off diário despedida do meu petit moleque Brasil, alô alô Velha Europa



Quando eu tava em tarnac (coisa de gente comunista e anarquista) eu pensava: posso desistir de tudo e ficar aqui num lugar que me aceita com a diferença. Daí eu pensava, não posso sou pobre (foda-se, mas isso é foda), pensava de novo não é só por isso que não posso. 'Eu' tenho uma casa para voltar, e ela se chama Brasil. Aí chorava rindo da bobeira e isso foi antes de ser selecionada pra Capes.

A gente ta vivendo um momento de guerra simbólica pq o brasileiro mesmo detesta morte, ele vive e come a vida com a alegria, essa elite é muito cruel e burra, enfim...

Por isso, por e para esta casa quando se decide lutar, não é porque gostamos de futebol e vemos política como uma partida de ganhador (a elite que sempre se dá bem e é a verdadeira preguiçosa do rolê sinhá moça) e perdedor (o escravo operário o povo).

Tô quase indo embora de novo pra França, desta vez trabalhando pro governo pra pensar políticas públicas de defesa estética e psicossocial para a mulher (a Vênus Caôzeira soou muito, mas tá sério esse bagulho, textão)

Vejo minha avó ver uma novela mexicana, com 92 anos, lutar para cuidar da casa.

Ps: a estratégia por ser simbólica tb é quantitativa hoje meti A loka no grupo da familia e lancei sem dó: fascismo não se discute se combate.


quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Off diário especial Banhos




A performance Banhos (tal como foi na Maumau) : com uma bacia de alumínio com glitter, hortelã, ervas dos Pataxó para banho e defumação, perfume, 
conchas do mar, um pouco de cerveja e, 
principalmente, estímulo sonoro com a Kupalua e eu mesma. Pode parecer besta, 
mas eu rezo pela desmilitarização da PM e invoco a 
minha tag de pixação “Viva o grelo duro”.


à parte a isso rolou um bate papo com a Karolina Kalor, Carol Marim e Libra Lux, sob cuidado da Lia Leticia, entre outras “crias” delà, 
um prazer em conhecer Iagor, Caetano e Iana.


Foi foda para caralho, no final do banho jogo na buceta e dou uma leve masturbadinha


Talvez em um outro dia não fosse escrito assim, mas estas épocas pedem coragem e firmeza, é necessária coerência 
para sair da irracionalidade provocada por quem quer tomar o poder.


Este texto é uma tentativa de falar sobre política, com todas as nuances de sensações e pensamentos, 
o quanto foi importante realizar a performance e participar desse encontro, 
tentar lembrar que nós existimos e que somos capazes de viver, porque estamos 
nesse cenário cabuloso de Bolsonaristas…  



À todos os outros da resistência, um beijo  


Mon amour, Recife


Escolhi essa cidade para me tratar do amor, mandei um inbox para Lia Leticia, da Maumau, que 
acolhendo pudéssemos organizar um encontro de fala e performance.


à parte o real, concreto, delimitado em roteiro e cena de ações, que ocorreu tudo muito bem, 
existe uma gama ou uma constelação de sensações à serem ditas, 
na forma de um texto se lineariza essas sensações, espero não perdê-las, porque me são 
mais caras do que qualquer outra coisa,


de ante-mão : não é EGO Narciso; sai para lá com esse teu eurocentromachismo da consciência 
de si do homem branco e todo o resto ser o Outro.


Nós somos o Outro, Nós eu e vc.


Sendo assim, de antemão se eu falo com o primeiro pronome pessoal, é porque tenho consciência 
e coerência do que eu to falando, e da diferença que é, sem 
que um seja menos ou mais válida do que o outro, esperando que não haja em nenhum fucking 








momento deste texto alguma desconfiança de narcisismo 
ou falta da capacidade de discernimento 
entre o que é real e o que é abstrato.


Por exemplo.


Fui para Recife e estou em Recife, dois lugares diferentes, para me tratar de amor, este sentimento 
que é melhor esconder em tabu e convenciência do que enfrentá-lo ao “pé da letra”, 
saber quando é hora de dizer não, ainda que doendo à si mesma.


Por que o corpo deseja tanto algo que já machucou?


Os banhos na Maumau existem para que eu me trate das violências sofridas, é preciso que comecemos a 
assumir que o espaço público é também lugar de discussão dos afetos, 
que estamos aqui para poder plantar um modo de vida que não seja esse, onde seja normal uma mulher ser violentada.


é preciso assumir nossos traumas, assumir nossas capacidades e tomar as rédeas, se eles têm a audácia de 
defender Bolsonaro, nós também temos para criar novos mundos,
 novas possibilidades, deixem eles com a ilusão de um Globo democrático, deixem eles com a televisão!


Eles e nós em guerra.


Os banhos são terapêuticos, mas também são religiosos, a Macumba me salvou da Morte (por hora este anjinho 
que já tanto me machucou me machuca em vida e cada vez 
mais assumo que não me autosaboto, palavra escrita junta) reflita: porque o corpo insiste em se autosabotar, 
senão por uma constituição secular de um imaginário que à 
gente é criado para ser o criminoso, a política da morte ou necropolítica, 
o popular é o bandido, para que o escravo se autosabote para ser sempre escravo?


Asè minha mãe Yemanjá Afrodite pandêmia


Os banhos, tal uma repetição do cotidiano que tem que acontecer todo dia, também se torna com isso assunto político, 
tratar dessa cultura de violência e medo que 
joga com o caos e a irracionalidade para tomar o poder à força, desde a nossa maldita colonização.


Por isso e mais importante é falar da descolonização como um processo real e possível, questão de hábito


Ou como diria Teta : de criar costume.




Depois, já de folga, fui à praia com Teta, atravessamos de barco e andando de bike fomos até a praia da Véia 
(não lembro mais o nome exato) pertinho da praia do Pina… 
Fizemos topless e durante alguns momentos tivemos ali uma ação direta 
de criação de hábito, 
a mulher faz o que ela quiser com o corpo delà, óbvio que vieram uns macho bebo e escroto,
 por isso fiz a raivosa do Ceará, sem essa de diálogo, nesse caso  é preciso compreender que não se tem diálogo, 
se tem performance de reconquista do território
ainda que por um tempo delimitado, eles ainda são os donos da praia, 
ainda.


Nada aconteceu de grave, e não se esqueça eu sei o que é a violência e, por isso, sair e criar novos hábitos 
é como criar territórios de existência em que 
ao mesmo tempo realizo uma pequena mostra de justiça social e reparação histórica. 
E sim tomei um banho de mãe mar daqueles, 
feliz e contente de ta fazendo de um topless uma ação política direta, com a Teta.


Somos todos vítimas dessa guerra. Somos todos atores dessa guerra.   



No final antes de pegar o barquinho trombamos com um ator vestido como um cara do século XVII interpretando o Maurício de Nassau, rimos à beça.


Este texto é um carimbo de dias de carinho e generosidade, no meio desta distopia irresponsável da direita, 
uma resistência de Recife ao amor, e é por isso o título.


Mes amours, Recife. 

Hehe


Sai da seca gente, 

e sim além de fazer arte / política a gente também precisa s'amar.

todo fim de texto é uma pequena morte, hehe (piadinha interna francesa), eu digo inté e cheiro!