tudo o que eu acreditei quando um dia eu não tinha amigos é que bastava conhecer um pouco de cinema, literatura, um pouco de amor a aventura e sedução pelo perigo, clichê do jovem rebelde desvirtuado, do alto das minhas companias, nas quais sempre eram personagens delineados por borges, kerouacs, estrelas que falavam sozinha... sempre vi a perfeita comunhao entre amigos e liberdade. Os anos passam, o adolescente peter pan continua em voce e se sente o tal por isso. amamos nossos pais e amamos que eles flertem pagando essa desventura. o caso é que comigo casei com a liberdade, por tudo e por todos que amo. sempre acreditei que o mais importante é crer no seu ego como máquina de mudança - injustiças, segregações, merdas e afins - e quando o tempo passa vc percebe que tá na mais comum das panelinhas, pior, nas panelinhas do discurso libertário, do discurso panfleto de ordem que todos possam aproveitar a putaria e ainda fazer algo pela revolução. nunca fui de hastear a bandeira da revolução, sempre hasteei outra coisa: e nao era só e somente só pintos e sim hasteei e hasteio prazer convicto de liberdade. por mais simples e besta que possa parecer quando escrevo estou livre das tais panelinhas preconceituosas e estou convicta que meus erros são mais overdoses do que ideologias. por que tanto egoísmo então? porque quando escrevo escrevo partindo do meu ponto de vista e este todos os dias tento faze-lo de forma que provoque a tal sedução. o que sinto é uma grande epidemia de euforia, epidemia de depressão, nós os jovens não temos mais em que crer, em que acreditar, acreditamos nas drogas como forma de rebeldia, foda-se as drogas, a rebeldia tá nas pessoas! nos atos. é uma pena que eu me sinta tão desiludida. é meio desperançoso pensar que é melhor viver na euforia, nossa, veja como tudo é eufórico hoje em dia. as propagandas, os romances, as tristezas, a gozada, a queda é grande meu chapa. e quando se ve que seu emprego não é essas coisas, a namorada é mais uma bonequinha, a casa então, MAS mesmo assim continua ai fazendo o seu proprio marketing. e a minha euforia é a euforia de se fazer convicto o ato de liberdade. MAS há o medo e outras mil conclusões antropológicas. O rapaz que no amigo secreto cuspiu a cara da criança de rua que só queria abrir a embalagem não sabe o quanto ele influenciou nisto aqui, mas vejamos bem: o que nós sabemos sobre nós mesmos? o que nós fazemos pra nos conhecer? e pra saber que continuamos nesta mesma panelinha chamada interesse. o mundo explode. o samba continua no ar. percebo que hoje tenho amigos não por gostos pessoais, mas por amor, por liberdade, termos que nao precisamos conceituar e peço, que simplesmente, o vivamos.
texto que adveio após sair numa noite em Fortaleza. O grande forte dos velhos conceitos.
de pubescente a lolita
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Bauru, doze de novembro de 2009.
Agora sinto duas saudades, a saudade irremediável e a que consola, a saudade que eu sei que é longe, longíqua (aproximadamente 3.000 km) e a saudade que eu sei que irá sorrir até cinzas daqui a dois dias. São duas saudades, como duas cidades que se amam e se odeiam. E vou juntá-las e vou faze-las rir como quem é um bom comediante. Explique o bom.
Ando fazendo o que os bons solitários fazem (bons??? conceitue...): pensando em sexo o tempo todo, perdendo o onibus por causa disso, bebendo, não muito nem pouco, cidade sozinha e estranha. Conversando pra não deixar de ser humana, mas ao mesmo tempo presa no pensamento, reflexão da memória, da saudade e, principalmente, da necessidade.
Fico pensando em outras pessoas sim. Mas mas...
Penso muito no Rio e em Fortaleza, mas que me perdoem as praias, São Paulo é e continua sendo aquilo tudo!
"Julgam-se livres e nunca alguém será livre enquanto houver flagelos". Albert Camus A peste.
ah sim sim, acho que ainda sei como é, essa tal coisa de se é livre é responsavel pelo mundo...
realmente senti um aperto de saudade na rua Augusta.
Agora sinto duas saudades, a saudade irremediável e a que consola, a saudade que eu sei que é longe, longíqua (aproximadamente 3.000 km) e a saudade que eu sei que irá sorrir até cinzas daqui a dois dias. São duas saudades, como duas cidades que se amam e se odeiam. E vou juntá-las e vou faze-las rir como quem é um bom comediante. Explique o bom.
Ando fazendo o que os bons solitários fazem (bons??? conceitue...): pensando em sexo o tempo todo, perdendo o onibus por causa disso, bebendo, não muito nem pouco, cidade sozinha e estranha. Conversando pra não deixar de ser humana, mas ao mesmo tempo presa no pensamento, reflexão da memória, da saudade e, principalmente, da necessidade.
Fico pensando em outras pessoas sim. Mas mas...
Penso muito no Rio e em Fortaleza, mas que me perdoem as praias, São Paulo é e continua sendo aquilo tudo!
"Julgam-se livres e nunca alguém será livre enquanto houver flagelos". Albert Camus A peste.
ah sim sim, acho que ainda sei como é, essa tal coisa de se é livre é responsavel pelo mundo...
realmente senti um aperto de saudade na rua Augusta.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
O cão que nos abandona.
raíusa. diz:
porra
chama ela pra um cinema
ou algo tipo "romantico"
Mr. Grieves diz:
haeuhaiheuiha]
to liso
raíusa. diz:
se bem que a minha ultima saida romantica com o leo foi a parada gay de niteroi
eeauahuahauhauhauahuaha
Mr. Grieves diz:
raísa,. minha idéia de romantismo tá em assistir um filme no meu quarto
raíusa. diz:
entao
Mr. Grieves diz:
ehuaheuihiuaheuihiauheuihiauhea
raíusa. diz:
quer melhor do que isso
Mr. Grieves diz:
pois é
tenho que limpar meu quarto
ehuaheuihaiuhea
raíusa. diz:
hahahaha
acho que no fundo nos tornamos romanticos e preocupados
por causa do medo de ficar sozinho
e por isso que a gente aceita um monte de merda vindo de outras pessoas.
Mr. Grieves diz:
ééé
há de se sentir bem sozinho e sozinho
msn é arte.
porra
chama ela pra um cinema
ou algo tipo "romantico"
Mr. Grieves diz:
haeuhaiheuiha]
to liso
raíusa. diz:
se bem que a minha ultima saida romantica com o leo foi a parada gay de niteroi
eeauahuahauhauhauahuaha
Mr. Grieves diz:
raísa,. minha idéia de romantismo tá em assistir um filme no meu quarto
raíusa. diz:
entao
Mr. Grieves diz:
ehuaheuihiuaheuihiauheuihiauhea
raíusa. diz:
quer melhor do que isso
Mr. Grieves diz:
pois é
tenho que limpar meu quarto
ehuaheuihaiuhea
raíusa. diz:
hahahaha
acho que no fundo nos tornamos romanticos e preocupados
por causa do medo de ficar sozinho
e por isso que a gente aceita um monte de merda vindo de outras pessoas.
Mr. Grieves diz:
ééé
há de se sentir bem sozinho e sozinho
msn é arte.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
velvet-me
É tranquilo pensar que apesar de ser sem-teto, eu tenho compreensão.
Apesar dos amores desperdiçados, temos amigos e camareiros.
Somos um só delírio.
velvet-me.
Sou artista, circense e feliz.
E sou vc
minha felicidade
Leo.
Apesar dos amores desperdiçados, temos amigos e camareiros.
Somos um só delírio.
velvet-me.
Sou artista, circense e feliz.
E sou vc
minha felicidade
Leo.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Diário de bordo
Hoje sorri e chorei o melhor dia do meu trabalho. Eu estou na ilha de Guriri, no espirito santo, de meu deus eu encontrei pessoas pobres e ricas e pobres e sem destino. Chorei ao ver que não mudaria nada, talvez um sorriso no rosto do menino que nao tem fonoaudiologa pra ajudar a ele falar melhor, talvez um sorriso na menina que chupando dedo dá de mamar. As pessoas me olham e dizem: "ela é louca". Não tenho medo das injustiças, só me derruba nao consegui fazer o que minha mae e minha avó dizem sempre: ajude ajude ajude.
Afinal o que é o amor? o que é ajudar a quem passa por fome de sobreviver e de ir atrás, será mesmo que eu tenho que virar as costas assim e chorar chorar a miseria humana.
Hoje tive um dos melhores dias de trabalho, mas como disse a musica do Mano Chao: politica mata, politica mente, politik kills...
ainda agora sinto uma imensa vontade de chorar pela pena de mim mesma por nao conseguir mover um dedo contra a merda da maldade.
políticos que roubam o dinheiro dos remedios, da merenda, do desenvolvimento humano, mereciam sim sofrer kamikase, corte de mão!
e o povo ainda VOTA NO SARNEY!
e a cada dia a Filosofia se distancia do povo...
sartre me ajuda, de onde vc tiver.
sei que de alguma forma sirvo pra fazer da Filosofia que eu aprendo na academia, um pouco pras pessoas que eu encontro e converso e tento ajudar ajudar, dando carinho e compreensão.
e tb sei que nao sou che guevara. e por isso choro.
choro lagrimas de amor e bondade pras pessoas que nao sabem e nasceram sem saber o que é isso.
choro lagrimas de esperança e fé nas pessoas que irão nascer vindo dos não-nascidos.
choro lagrimas de desprezo pra quem é egoista e que se foda se vc tem um armani.
merda.
é isso.
andei de carona num caminhao de vinho e vi que sou feliz no pouco que faço.´
sol, amor e roça.
Afinal o que é o amor? o que é ajudar a quem passa por fome de sobreviver e de ir atrás, será mesmo que eu tenho que virar as costas assim e chorar chorar a miseria humana.
Hoje tive um dos melhores dias de trabalho, mas como disse a musica do Mano Chao: politica mata, politica mente, politik kills...
ainda agora sinto uma imensa vontade de chorar pela pena de mim mesma por nao conseguir mover um dedo contra a merda da maldade.
políticos que roubam o dinheiro dos remedios, da merenda, do desenvolvimento humano, mereciam sim sofrer kamikase, corte de mão!
e o povo ainda VOTA NO SARNEY!
e a cada dia a Filosofia se distancia do povo...
sartre me ajuda, de onde vc tiver.
sei que de alguma forma sirvo pra fazer da Filosofia que eu aprendo na academia, um pouco pras pessoas que eu encontro e converso e tento ajudar ajudar, dando carinho e compreensão.
e tb sei que nao sou che guevara. e por isso choro.
choro lagrimas de amor e bondade pras pessoas que nao sabem e nasceram sem saber o que é isso.
choro lagrimas de esperança e fé nas pessoas que irão nascer vindo dos não-nascidos.
choro lagrimas de desprezo pra quem é egoista e que se foda se vc tem um armani.
merda.
é isso.
andei de carona num caminhao de vinho e vi que sou feliz no pouco que faço.´
sol, amor e roça.
sábado, 11 de julho de 2009
são seis e vinte da manha. do alto de minha intolerância pra minha propria egotripe. resolvo. pensar pensar nos outros.
o fato é a verdade bem dizida, na verdade é comida.
A cozer pelo peão.
e nem tudo é putaria.
E se de hora em hora a confusão, nos restabeelece, que nos faça crescer pq de ilusão
não se me faz, se me apetece.
cagada de não querer mais rimar e fazer algo urso...
mas as palavras vem assim, no ritmo de festa.
e no ritmo do arrependimento de que ouviu e de quem falou merda.
vou no aeroporto voar.
e ser voada.
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