terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

duo extremis


Nos últimos dias andei pensando na dualidade do ser.

Ora quero a saúde, ora quero a morte. Ora quero ajudar a humanidade, porque penso que ela ainda possa ter salvação - tanto ambiental, quanto política, social e filosófica -, mas ai entro em crise de fuga, porque eu vejo o egoísmo dos outros... Se minha própria mãe as vezes é egoísta comigo imagina o mundo todo? Imagino que a vida necessária é aquela solitária, sustentável e sozinha. Não estou dizendo de uma renegação do mundo. Nem das pessoas. É escolher uma vida solitária, com contato com o mundo mas nao necessariamente dependente emocionalmente dele.

Depois que escrevi isso a primeira coisa que eu pensei foi: e o amor?
Meu chapa e o sexo?
Pois bem... O que eu aprendi nesse carnaval é que eu nao quero entrar na roda, nao quero nem saber qual é o código de acesso ou quanto é o ingresso.
Mentira, por voce voce seria aceita e amada por todos... Crise. Porque eu ainda quero sentir o amor, mas quanto mais eu sinto o sexo, mas eu desacredito do amor.... besteira. crise de novo. Entende a dualidade do pensamento?
Eu entendi por que as pessoas chamam de promiscuo aquele que transa fácil. Porque é muito fácil transar com alguém que voce nao queira. Se voce consegue fazer o outro gozar sem ele perceber que voce nao tá nem vendo... meu chapa vc é o cara.
Sim.. o amor. como ele se chama.
depois vem a família. como eu queria que família agente pudesse escolher. Não sei o que eu faça com a minha mãe; ela é a única pessoa que sabe e consegue me deixar deprê, pensando na morte da bezerra.
a dúvida segue até o extremo: ativismo político ou isolamento ideológico e espacial? buscar o amor e ficar sem sexo ou ficar sem o amor e t-e-r sexo? e do bom ainda. usar drogas e fuder o pulmão ou fazer tai chi chuan sem vinho e nem maconha? as duas opções sempre sao boas... vá se fuder se vc nao acha que beber nao seja bom...mas fode.e eu nao sou de meio-termos...
eu gosto dos dois modos de vida. o ca re ta politicamente co rre t o e o jun kie sem noçao q ue só quer saber de ler e transar.
eu ein. vo tentar ser metodica na minha vida.
quando era pra sentir-se triste ela se sentia feliz, só nao sabia o que fazer com a felicidade.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

é díficil acreditar que temos a capacidade de agir da forma que desejamos agir. justamente porque nos é dificil aceitar essa possibilidade.
Adorno dizia que vivemos numa sociedade hermeticamente fechada, que qualquer tentativa de mudança se torna um meio pra torna-la mais fechada. Há de se discordar, senao ainda viveríamos sob custódia de padres e repressão.

Contudo tenho medo, (má-fé diria outro), desamparo, angústia.
não quero me tornar mais uma que assiste tv dia de domingo.
pra isso tem que se ter a ação.;

"a existência precede a essência". posso muito bem daqui há 10 anos ter filhos, casar-me e achar que o que eu penso hoje é besteira juvenil utópica. pra tanto tenho que tornar o exercício do pensar diário e concreto. não basta sonhar e cair no quietismo. tem-se que rebelar a todo e qualquer tipo de proibição. já que o homem é livre,cumpade, entao temos o poder. saca?
tô transcrevendo algumas palavras de um cara.
achei massa que ele disse que já que somos livres, somos responsáveis por toda a humanidade. pra tanto penso somos responsáveis diretos à natureza. papo naturalista ambiental.
ainda tenho desamparo e terei por muito tempo ainda.
tenho desamparo com a morte, com o que escrevo, com o que eu quero agir, enfim, como se pode planejar a ação se está perdido num monte de merda e desorientação?
otimismo amarrado. "ah... as coisas andam melhorando, nao vê o q fulano fez, que o partido tal aprovou, bla bla bla".

5 de março. aulas começam.
um conhecido diria que nada vai mudar,. ah vai. tem q mudar.
yeah!

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

fui demitida.

as velas do mucuripe.

de canhamo és.
querida.

hey ho.

uhu;;;;;;;;;;;;;;

as velas do mucuripe.

chapadas de curtição.

:)




ps: viva a roussaeu

quarta-feira, 24 de janeiro de 2007

canoa canoa canoa quebrada.
um tango ao luar em canoa quebrada
uma dose de fernet e amo astor piazzolla.
queridos conterraneos...
viva argentina!!!!



canoa que é de mim sem vc.
mi vida.
mi vida.
buenas noches canoa quebrada.


te amo.
gotan project.
o perfume.
jorge luis borges.
te amo.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2006

O suor que se estende até o olhar queimado de desespero. Trêmula percebe que é apenas um sonho. Não se pode jogar assim palavras ao vento, como quem sonha em amar um re_bento.

Abraço atrasado onde nada se perde, ressaca.

Quem dera aconteça logo, digo logo mesmo, este abraço.

Onde tudo é amor.

Onde tudo é liberdade.

Que sonho bom e terrível. Sonhar com um amor que lambe seu suor, sonhar com um amor vivo carinho sem frescura.Que terrível esse sonho.

je suis seulement une femme que veus une homme. L'homme. Qui terrible rêvê.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

primeira

Transformar algo feio, considerado feio naquele sentido de asco, nojo, doença.(qualquer algo) em uma arte - seja pintura, escultura ou cinema - é uma tentativa de embelezar o mundo. Quando na verdade não passa de máscara e maquilagem, pois é da cultura burguesa esconder para debaixo do tapete as mazelas capitalistas. Acaba virando moda e dando dinheiro ao artista.
Pode parecer inocente e ingenuo, mas os punks acordaram para a alienação consumista. os anarquistas nao estão mortos e ainda há muito por lutar. Se estamos vivendo numa sociedade à la Admiravel Mundo Novo - nao chegamos a esse ponto ainda -... mas estamos chegando nesse ponto. E viva Adorno!!!! hewhehehehe

Uma viagem que eu tive e nao sei se é bem viagem... Segundo historiadores foram os chineses a descobrir o Novo Mundo e nao os portugueses entao por que nao falamos mandarim? Por que eles pensaram que era besteira conquistar terras "improdutivas" e distantes...
E a Igreja Católica tem seu maior rebanho no Brasil e na África.
"E a Nasa vai abrir uma base permanente na Lua, já pensando em Marte" Jornal Nacional.
hehehehehehehe.

Continuemos comprando... comprando... eu por mim compraria virgens tailandesas... que trabalham 12 horas por dia. (só pra mim).
ps: o punk não morreu.
Eu e meu irmao limpando o quintal numa tentativa quase frustrante de não sermos pequeno-burgueses. Tirando mato, trabalhando com a terra, sujando as mãos de terra.
- Eu não sou burgues raísa.
- Claro que é. olha onde estuda, a casa que mora, a sua altura e beleza... (nada a ver, mas era pra assustar ele com a propria beleza, ele é lindo. convenhamos..)
- EU NAO SOU BURGUES!.
-AFF claro que é.
e assim a tarde toda limpando o quintal e discutindo coisas da natureza... óbvio que mamae nao gostou... "já ia pagar um peão pra fazer o serviço";;; foda-se.
Ivo chegou... ai meu deus... que vida bandida.
cerveja de um real. ;)

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

- mãe vem me buscar.
- aproveita, paga a conta... xD

terça-feira, 14 de novembro de 2006



hehehehe

agradeçam a Suzy. grande companheira. ;)

naquelas antigas juvenis

eu costumava andar nas manifestaçoes, coisa juvenil-que-quer-mostrar-consciencia politica...
ia sozinha e sempre encontrava uns punks, anarquistas e comunistas legais. desde sempre sozinha. um dia desses me despersei do grupo e conheci um rapaz chamado Mario...
Mario tinha perdido a mae com 11 ou 13 anos - a historia tm uns anos, talvez eu tenha me esquecido de detalhes meio importantes, tipo a mae ou o pai que morreu, de onde ele viera mesmo, coisas que nao lembro... claro que com o decorrer lembrarei da parte que mais importa... - ele tinha um jeito galante de falar de sartre, uma posiçao meio estranha de olhar nos meus olhos, uma vontade de ser o que eu sempre quis ser: filosofa. nao sei o que ele fazia da vida.
Sei que ele morava na residencia universitaria, mas não nos apressemos... fomos pra a praça dos leoes, lá conversamos mais, concluimos que o movimento estudantil daqui é uma merda mesmo e que se foda o pessoal acampar na praça do ferreira pra fazer farra e bebedeira... o fato é que ele tinha uma visao anti-social e atual do que é sociedade de consumo, liberdade e sexo... nao me apaixonei por ele, nem passou pelo fato dele me beijar, mas ele me beijou. um beijo metodico e longo. um beijo carregado de citações... um beijo sartriano com o velho barbudo no meu cangote. tanto é que logo apos rimos e nos agarramos fortemente, tanto é que começamos ouvir comentarios de pessoas ao longe, de jovens perdidos fazendo sem-vergonhice na praça,... me lembro que saí rindo e tinha uma gravida fumando olhando pra nós, ela parecia feliz porem com inveja...
fomos entao pra a tao famosa praça do passeio publico
me senti na decada de sessenta. militares treinando de um lado, putas trabalhando em plena tarde, homens pseudo-esportistas tarados fazendo copper na praça e nós ficamos de frente para o mar, o mar como testemunho da minha loucura juvenil... como ri, ao ver aquela cena ludica de viver sob uma imagem gigante de beleza com um menino estranho - adoro homens estranhos- e toda aquela paisagem carregada de pesares humanos, seja na puta que se vende por sexo, seja no militar que vende o corpo e a alma pra um estado que nem existe pra todos, prefiro ser puta a ser militar, ao menos puta goza, militar sangra, militar um dia teve a grande oportunidade de torturar, ao menos isso... mas hoje em dia o que se há de fazer?~
senti um prazer, onirico, capaz de mostrar aos comuns e estagnados o que é beijar numa zona, o que é discutir milan kundera entre sussurros... brigar com cara feia quando ele nao concorda, e gargalhar bem alto quando ele sorri timido que nunca tinha feito aquilo. eu tb baby.
decidimos transar
afinal nao eh todo dia que se encontra um amante que curte filosofia assim tao solitario sem influencia de terceiros, nem de modismos, a solidao o ensinou a encarar a vida e ele só encarou atraves dos livros... lembro-me que andando de onibus ele me abraçava com um carinho de quem nunca teve aquilo, um carinho virgem, solitario, contou-me a historia de sua vida triste, perdera a mae, morara na casa de terceiros até que passara em algum vestibular - creio que foi entre filosofia, historia ou ciencias sociais... -
chegando no ape, ironicamente ele diz ao porteiro que eu sou uma prima, entramos no quarto, um lugar simples, com comodas corroidas pelo tempo, ele coloca The Doors, toma um banho timidamente, sem querer mostrar o corpo, enquanto isso olho os livros do nietzsche, entre outros, alguns com tendencia marxista. E quando ele sai do banheiro fecho os olhos com uma vergonha de quem aguardou o tempo pra sentir o corpo dele, fomos delicados nesse sentido,
eu me deitei na cama, ele tirou minha roupa tocando o meu corpo docemente como uma pluma, deitou em cima de mim e ficou empinando em mim um bom tempo, como quem quer reconhecer o territorio, chegou no meu pescoço me mordendo mais forte, tao forte que ardia em mim e na minha buceta, gemia e light my fire o corpo todo. la woman la woman, quanto mais eu gemia mais ele se sentia corajoso pra desbravar o que eu tinha pra ele, you are lost little girl enfiava e tirava pra me chupar, que homem! umvirgem? nao saberei... enfiava e dizia: vc geme alto, mas como é belo, entre sussurros... como é belo... ele beliscava o meu mamilo com uma sutileza como quem quer pegar numa joia... como quem quer viver!
eramos virgens vindos de uma zona sem nenhuma experiencia sexual! mas eu gemia... gemia de prazer carregado construido exagerado, porque ele enfiava como quem está descobrindo o novo, o que nenhuma tese filosofica discute, o prazer da dor, o prazer de enfiar, de receber, o fato é que ele tinha um certo carinho em me masturbar, o carinho de quem se conhece atraves do olhar...
gemia alto, gemia olhando pela janela as estrelas do benfica. gemia olhando o rosto de um menino perdido entre livros, gemia olhando pra mim, sem querer saber da origem dele.. querendo saber qual sabor era a camisinha,
tinha um cheiro estranho a camisinha... um cheiro de fruta. provavelmente.
terminamos e ainda respirei um pouco. devo ter fumado um cigarro com ele.
trocamos telefone e sai feliz e saltitante no onibus

mas no onibus mesmo decidi nao ligar pra ele, naquela epoca eu nem me importava comigo quanto mais com os meus amantes...
depois de um tempo vi ele no biruta, fugi dele, como ainda fujo, nao sei, ele tava andando com pessoas totalmente diferente dele, do que eu fiz dele, imagino que ele desistiu e resolveu se tornar um mero mortal, ou nao. senti falta dele agora anos depois. nao sei... nao sei mesmo dos meus sentimentos levianos...
aos amantes de hoje em dia... nao se preocupem eu mudei e continuo mudando...
só nao quis perder o mario de memoria porisso escrevi sobre ele.
sao todos intensos os beijos que dou, sao todos apaixonantes.
o q leva eu querer mais?
sou safada sou perigosa sou macumbeira.
e ainda assim te espero menino mau (que nao é mario, é minha paixao mais recente, que talvez daqui ha uns dois anos eu escreva sobre ele.. hahahaha)
;)

segunda-feira, 30 de outubro de 2006


Quem dera o mundo fosse um sonho.


domingo, 29 de outubro de 2006

mamãe e papai(dialogos modernos entre eu e minha mãe)

- mãe vamu prum tango sexta?
- onde é?
- hildefonso albano.
- sei não... o seu leite quer ir pro cover do raul seixas.
- há mãe vamu pro tango!

sábado, 28 de outubro de 2006

para você... e para todos.

É natural que sinta-se solitária minha pequena personagem. Nao sabes que eu sou a suprema narradora de sua história.
O seu destino está selado.
- Ame-a ou deixe-a!

A cigana entra no restaurante, sua saia dança por entre copos e desejos. Alguns curiosos perguntam quanto custa uma consulta. É uma cigana de 28 anos, fugida da guerra e da vida. Num lugar onde todas as possibilidades sao verdadeiras, sao intensas. Seu cabelo é longo, desgrenhado, um pouco gorda, olhos sérios. É bela. Mas nao é convencional. Plástica.
Vende flores aos burgueses, sua fome é esquecida, até que um casal a olha curioso.

- voce lê mao?
- sim.
Ela lê e percebe que o homem poderia ter sido o grande amor da sua vida, mas nao poderia falar a verdade, imagina a confusao.
O amor que ela viu na mao dele a desesperou, a confundiu.
- Um amor na sua vida há de aparecer. Fique atento às possibilidades, incriveis sao as chances que perdemos... Ainda vai demorar um pouco. Tempo para viajar, sair... Porque esse amor que lhe vem poderá ser desastroso ou eterno...

O casal ficou surpreendido. Ela o fitava e ele percebia essa troca de olhares. Foda-se. ela o desejava e pronto. e foi coisa de um instante, começou ali, nós somos testemunhas. A mulher ficou confusa mais do que todos, no fundo desejava que o homem pagasse logo a cigana e que ela fosse embora com seus mau agouros...
Mas ela nao foi.

Outro dia a cigana anda na rua, sonhando com o sonho que tivera na noite anterior, sua mãe e o astor piazolla dançando na geladeira... Ri sozinha. Como que num furacão encontra o homem que lera a mão.

quem é voce? de tão maldita que não tem pena de travar derrotas e desgraças na vida de quem te ama?
a cigana queria dizer tudo tudo, mas nao disse. Preferiu o silêncio. As palavras confundiam, como confundem agora sua propria narradora.
e esse amor há de aparecer.

domingo, 22 de outubro de 2006

"Geralmente finjo que ele nao existe. Que ele é um desconhecido, beijo os mais vadios da cidade para que ele nao exista dentro de mim. Ao passo que me sinto feliz em nao ve-lo, em nao senti-lo."

Ouço um fado da Amália Rodrigues... Lembro-me de uma minisérie da Globo, inspirado num livro do Eça de Queiroz, nao fez muito sucesso, mas o que me lembro é uma mulher entrando num camarote de uma espécie de arena pra touradas.... Linda, desliza no homem que aguarda. Tudo em silêncio, dito através de olhares. No olhar... por isso que nao costumo olhar nos olhos.... é intrigante tentar saber o que a pessoa quer. Através do olhar.
Ela tinha uma certa fraqueza por homens... (risos).
Na verdade eu ia falar sobre a arte dos motéis.
Pense bem. Para quem tem a liberdade de trazer seus praticantes de sexo pra casa - pelo menos no meu caso :) - nao vê muita necessidade de ir para um motel... (tirando o fetiche de ver espelhos e consolos...). Mas pelo o que se vê motéis nao sao tao ruins... Tem toda a aura de sair com o cabelo molhado.
Porra... que merda de dor de cabeça.
- Vou comer.
- Mas chuchuzinho, voce nao quer mingau... talvez seja nutritivo, ambrosia... quem sabe? Voce nao quer um livro para voce cagar e ficar lendo, talvez o ser e o nada? Voce nao quer uma mulher nua na cama? Voce nao quer se despedir de todos numa festa qualquer mal - diiiiiii - ta mente diabolica? Voce nao me quer?

...
Continuando. Motéis sao tao classicos. Como bordéis. Como almoço dia de domingo com a família.
- A gata nao faz mestrado. A gata nao grita quando deixo a chave na porta. A gata nao chora bêbada.
"cidade perdida. joga as cascas pra lá. só eu e vc. cidade proibida. facil vem facil vai. só eu e vc."
"cidade perdida. só eu e vc.
pois é. tenho mais quartos que pensao de puta.
por falar nisso... como é bom ter a sensaçao vadia de ser uma.
- ah fala serio? vas tao escandalizados? nao diga... imagina se visse o conteudo na integra...

se eu tivesse vc, pagaria 20 reais pelo miche.
hahahahahahaha.
me passando no meu proprio escrever.
por que q toda mulher ao menos uma vez na sua vida do alto de todo o feminismo tem q se sentir submissa, mulher das cavernas arrastada pra dentro da caverna(motel 90). Rapaz...
Nao provoquemos quem ta queto. o Dragao chamado é insubstituivel. Dragao paia esse.
Motéis tem aquela energia impregnada de sexo, como quando vc entra numa calourada e encontra a sensaçao de estar livre. Como quando entro na casa da Bianca e me sinto protegida.
- Nao consegui ser dominadora ontem. Voce nao quer me ajudar, raisa? Voce é que é dominadora.
- logo hoje que me sinto uma francesinha ovuda.

não nos enrolemos, enrolemo-nos em lençois de amargura e gozo.
dormir sem sonhar.

terça-feira, 17 de outubro de 2006

invisivel

Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor, vem me buscar
O meu destino é caminhar assim
Desesperada e nua
Sabendo que no fim da noite serei tua
Deixa eu te proteger do mal, dos medos e da chuva
Acumulando de prazeres teu leito de viúva
Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor vem me buscar
Vamos ceder enfim à tentação
Das nossas bocas cruas
E mergulhar no poço escuro de nós duas
Vamos viver agonizando uma paixão vadia
Maravilhosa e transbordante, feito uma hemorragia
Bárbara, Bárbara
Nunca é tarde, nunca é demais
Onde estou, onde estás
Meu amor vem me buscar
Bárbara

me passei ouvindo essa musica, ainda bem que a Suzy tava lá...
motivos demais pra chorar...
é a saudade, é as coisas que nao acontecem, é as pessoas que nao aparecem, é a vida que nao me acorda, é a ansiedade de mudanças mudanças ... cadê voce, Barbara? sao os romances que nao vivo, sao romances que eu vejo e nao estao comigo, sao e nao estao. aqui.

Je voudrait ecrire seulement qu'est perfait. Je voudrait embrasse un homme. l'homme ne m'aime pas.
l'homme m'appelle de "retarde".
les fois à douleur si confude avec le plaisir et ce qui dans les reste est la vivent.
je ne comprom pas.
je... je... l'aime. où non.

domingo, 8 de outubro de 2006

08/17/2222

Ouvindo o velho led zeppelin, numa musica feliz, só agora me disponho a escrever sobre quando a Leonor me enviou a cozinha, ela atarefada dando instruçao... lá vou eu... fazer ovo pochè... Na verdade tinha eu entendido ovo cochè, nao importa. Eu imaginei que era pra fazer ovos cozidos e lá vai eu...
Como num esporte radical imaginei: tenho que fazer 3 ovos cozidos pra a minha patroa... uia! Foi uma guerra eu contra o fogao, eu contra os ovos, eu contra o mundo! Os tres primeiros ovos ficaram moles, cairam, os gatos miando, pedindo comida, e eu puta que pariu!!!! fudeu tudo... peguei mais tres ovos... acendi um cigarro da leonor e fiquei esperando... de repente dá certo... afinal nao é tao dificil assim cozer 3 ovos... me queimei todinha pra tirar a casca, mas feliz que eu ia colocar os ovos cozidos no molho...
colocados
chega ela depois de duas horas...
me dizendo que o ovo pochè nao era cozido...
quebrava-se o ovo no molho... uma onda tão estranha quanto o homem na lua...
dejà vu.
mas foi, de certa forma, gratificante o olhar que ela me passou, de agradecimento pelo esforço ou pela tentativa de ser algo que eu nao sou... uma cozinheira...
com os dedos queimados... ainda há algo no teclado... de sentimento.
sinto-me feliz e incompleta. o que há que há?
sinto-me uma escritora fracassada em fim de carreira.
risos.
cigarros.
taíba. urgentemente... senao tenho colapsoss....

domingo, 1 de outubro de 2006

O cafetão poderá ser vários... meu caro.
Cafetão corno, ou canalha, safado é ser de mais intensa interpretação.

A cafetina poderá ciumenta,
ela faz arte.
Arteira.
Só nao pergunte qual é o ou a cafetao ou cafetina do meu coração.

Tem sempre aquele cafetão que desiste do próprio bordel e se vai.

sábado, 30 de setembro de 2006

Há mais quartos no coraçao do que pensão de puta.

Roubado de um Blog.

├┼↑▄¯­±o

- Não me deixa sozinha hoje!
- Eu tô sem a Bianca...

Desvairio de uma noite noise.

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

Somos Vadias

Com ela passavamos horas e horas, nos dias de quarta, quando roubávamos cervejas no Pao-de-Açucar e bebíamos na calçada, fumando derby e conversando sobre sexo. Afinal tinha acabado de perder a virgindade e era natural que eu quisesse conhecer tudo sobre a tal arte milenar... Ela me contava como tinha sido a noite passada com o namorado dela, ele é hari krisna sabia tudo de sexo tantrico... Era tão bom!!!!
E eu tava naqueles dias apaixonadíssima por um estudante de filosofia da UECE, com ele iniciou-se o sexo mesmo, e nao aquele papai e mamae em COMA que dizem que é sexo... A tarde inteira. E ela sabia que eu era a única - apesar de mais nova - eu era a única que nao tinha vergonha ou medo ou aquele sentimento que fazem as meninas nao quererem falar ou fazer sexo(eu nao sei que sentimento é esse).
A gargalhada dela.
O jeito dela falar.
A inconsequência.
Até que ela começou a namorar e eu conheci a casa Amarela, outras pessoas e nos distaciamos. Ela engravidou... Tao pequenino a criatura que eu comecei a tomar pílula(rs).
Quero ver ela.
Saudade de todos que gostam de viver;

Somos Damas.

Continuando...

"Serenamente, cruzo as maos e espero,
Pouco Importa o vento, a maré ou o mar,
Nao me insurjo contra o tempo,
porque o que é meu às minhas mãos virá"
John Burroughs - Espera.



Quando voltei em si estava sozinha. Tinha amiguinhas do colégio, mas elas só pensavam em forró e beijar pela primeira vez, em besteira patricinóides... Enquanto eu estava lendo On The Road - Jack Kerouac, Insustentavel Leveza do Ser - Milan Kundera e O lobo da Estepe - Herman Hesse elas liam Capricho e assistiam Malhaçao. Bléhhhhhh.

Foi aí que o acaso me encontrou. Conheci uma menina que seria a grande Dama da minha vida. A que me apresentaria boa parte do mundo o qual eu vivo atualmente. Foi com ela que fui pra minha primeira calourada. Foi com ela que eu conheci Led Zeppelin e paixões afins...

Conheci ela na primeira vez que eu fui ao Dragao do Mar, tinha eu 14 anos... ainda. Ela morava perto.
Estou eu no 1 ano. Minha diversao era quando a aula terminava e eu ia pra casa dela fumar um e ouvir rock'n'roll. Jogar video game e dançar. Ela tinha uma tatuagem e morava com a irma, tinha um irmao mais louco que ela.
Foi uma época boa quando íamos pra Monkey ficar bebendo vinho.
(risos)
Quando nós duas resolvemos entrar pra igreja dos últimos dias de Jesus Cristo(os mórmoooooooons,,,)...
O fafi já existia.
Quando ela me disse que ficou com Fulano e Fulano beijava mal e ele já tinha ido atrás de outra amiga dela. Acabei me apaixonando por Fulano... Mas isso é uma outra história...........

Foi com ela que eu senti pela primeira vez o espírito libertino de ouvir um verdadeiro rock (clichê), de beber até cair (clichê mais ainda), o sentimento que eu sentia quando eu estava numa calourada com ela era da mais pura diversão... como quando ficamos no pula pula do habib's da treze de maio. Como quando pegamos carona pela milesima até a porra da Praia de Iracema e ficamos no canto das tribos(é o novoooo).
No biruta e na casa dela mesmo.
Ela ia fazer filosofia... Até que engravidou.
Isto foi só a primeira parte.