segunda-feira, 13 de março de 2017

off-diario coimbra

morando na república pra-kys-tão <3 enquanto um mundo pautado pelas aparências fizer do seu grito um mercado enquanto um mundo pautado pelas aparências fizer do seu grito um enunciado de você não bebê você não eu ficarei (o eu, logo eu) de boa a fazer uma cena marginal a situação do mundo pautado pelas aparências a imagem é a que você quer passar quero: a micropolítica do desejo (e aqui um beijo e um enunciado de um novo projeto sobre a vida nas repúblicas enquanto territórios autonomos temporários, enquanto micropolítica dos afetos, enquanto) não, nunca a necropolítica. Em baixo Viva o Grelo duro por que todo dia é um dia de luta

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

diario 29/12



Das vezes que o outro me disse o que achava o q eu era, foram tantas as respostas como a vadia / louca/ quenga / puta / drogada e agora oportunista que cansei de acreditar e cansei de mandar um foda-se bem longo.

Foi difícil encontrar um caminho pra escutar a crítica e saber que também erramos, foi difícil perceber que por detrás de toda tentativa de te destruir existia caminhos em meio termo.

Hoje fui chamada de oportunista e olho pro meu passado e parece isso mesmo, uma sucessão de ajudas de amigos para que eu pudesse trilhar um caminho que só gente rica faz.

Para alguns pode parecer que eu quero ser branca, para outros mais uma vai com as outras.

No mais eu quero continuar sonhando com a minha voz existindo, ainda que só pra mim, escrevo, neste blog pra fugir do julgamento, da fogueira, da trama que tanto enredam as mulheres em serem sempre culpabilizadas por destinos mais frageis e menos ricos.

O dinheiro não tem cor. 

Mantenha a minha paixão, ainda que eu não saiba como será essa realidade.

Mais uma crise de ansiedade porque de julgamento em julgamento continuo aqui, me importando com a opinião dos outros....

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

off-diario

off-diario

poema para os iludidos

sem neura, eu também vivo de carnavais, só que agora só é de sexta a domingo e ainda naquelas de pensar na tecnocracia, burocracia e o meu brasil nos escândalos da bárbarie de uma nova civilização em nascimento: sim essa aí q não se nomeia por fronteira, mas a gente pode dizer "misturada", a que tanto o capitalismo golpeia para tentar derrotar, mas o que todo mundo já vive, por um verdadeiro Estado de Bem-estar social a violencia nunca será arma de lucro. Oxente, me deixe sonhar.

o pior de tudo é ver que agora eu só posso ser soldado e que se dizer-mostrar artista parece ostentação / sempre nos julgando.

e ser soldado em tempos de guerra midiática é ser artista criador de discursos, coitado dos filósofos, fico triste mesmo.

continuemos...

https://www.youtube.com/watch?v=FFAdU9TC3uI

terça-feira, 27 de setembro de 2016

off-salva-o-ego

off-salva-o-ego

(salva-o-diario)

27/09

sobre a universidade: o seu início com uma leitura de Marx e a sensação de que não escapei da doutrinação marxista francesa hahahaha - finalmente vou lê-lo (junto com marcuse).

sobre a malandragem: aqui a vida é um pouco entediante (doce, gentil) com um jeito malandro que passa o pano na sua cara e você nem sente... (minha gradução em malandragem pela Lapa carioca ajuda muito a perceber o que é falso do verdadeiro... incluso das questões prático-políticas do racismo, do preconceito, do desrespeito ao modo de vida cultural "considerado" "selvagem", como o meu hehehe (intuitivo e sereno, olha pro céu meu amor, ainda que maduro seja falso ingênuo, só pra rir e zombar com ironia do racismo d'outro).



e na sala de aula aquela formalidade toda, que não sei se é a doxa (opinião ou modo de ver o mundo) ou se é Brasil que leva o feeling do bar/da casa/ da praia à sala de aula (ao menos da filosofia a narrativa vai sempre de um diálogo amigo, quero dizer: do desejo/amizade/amor para o conhecimento/sabedoria/percepção...

sinto saudade da loucura do rio, mas por ora não sinto banzo. toulouse é doce e gentil.


não me pauto a pensar questões que no facebook sempre tem os que "são todos especialistas", só divago mesmo... o ego não se expressa em terras ocidentais, ele fica calado esperando fazer um comentário construtivo. não viaja, nem delira. me entedio... por isso que o consumo capitalista fica todo encrustado nos desejos de narciso, é pra o seu bem manter a beleza da aparência, porque no final ficamos todos calados no silencio organico da "sociedade", o grito pertuba...



por isso a leveza das crianças... e o choro hehehe, mas ainda reservo do meu vasto tempo solitário um espaço para essa contemplação do delírio... (esse escrito totalmente perdido e publicado em blog hahahahah)

terça-feira, 20 de setembro de 2016

toulouse

off diario

exer
exor

cicio

cismo

cisma minha

de querer desabafar como desterritorio
das calunias
das intrigas
das birras
das injustiças

vou colocar no Lattes que em 2013 trabalhei seis meses como escrava pro Museu de Imagem e Som e a terceirizada Acesso - que de acesso não me deu porra nenhuma, só a raiva e a indignação trabalhista.

Kafka!

Oh, Kafka, acuda-me desta feita que é sentir o processo 0010738-62.2015.5.01.0036 (AUDIÊNCIA NA 73ª VARA DO TRABALHO - GOMES FREIRE, 471) Audiência dia 21/09 às 10:20 da manhã horário de Brasília.

Ah que raiva! seis meses de trabalho escravo, nas épocas de manifestação e ainda o estágio

Na escola estadual Souza Aguiar, época foda, em todos os sentidos.

Mas (pausa pra uma meditação chinesa-esquizoanalítica) eu desapego.

Desapego o dinheiro.
Desapego o amor à humanidade - (dos anos de pesquisa de mercado e do mundo da arte no Rio de Janeiro, desapego mesmo)

Quem me chame de oportunista, saiba (eu) desapego até da tua atenção, do teu mal - olhado, que não vê o que quero.

Que não vê que a saída só rola se for pra todos.

Me concentro nas crianças francesas (uma de origem portuguesa onde brincamos de bruxa e outra bem danadinha estilo Artaud com tres anos e meio que gosta de princesa e boneca pelada), trabalho sim como babá e moro na casa de uma família estilo mãe da Jéssica, exceto que é só terça e sexta das 07:30 as 08:30 ou seja duas horas por semana.

Seis meses de trabalho por volta de 36.000 reais com os encargos férias, recisão de contrato, 13º tudo o que eles querem tirar agora eu nem tive. Minha única assinatura na carteira de trabalho é de um trabalho que atrasou malditos seis meses!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! PORAAAAAAAAA

sim, to com raiva. Muita raiva do Museu Image e Som que permitiu isso e agora nao passa de uma OS falida.

A foto é pra ilustrar que o tempo passa e a cama fica, gostosa, tranquila, vai passar... vai passar... vai dar certo... eu vou conseguir parar de pensar que um dia eu fui escravizada por seis meses...
 
Desapega
Desapega

Come uma larica
E sonha, sonha Raísa....

segunda-feira, 16 de maio de 2016

batepapo íntimo 16/05

batepapo íntimo
[no meio da guerra uma sombra de poesia]
CARALHO COMO É DIFÍCIL ESCREVER UM EMAIL BUROCRÁTICO
fico querendo botar um hehe
querendo dizer zoeira tava de brinks
ou chamar pra beber um vinho depois do expediente
ai no meio do parto escrevo e aperto enter
espaço para se assumir o que se é
guerra estética - por mais liberdade de escrita, já sou verdadeira em assumir meus erros, não sou normal. mas sei como ser, ética.
não sigo o deus dinheiro.
sigo o humano em fé.
follow me meu ego
alimento existencial 16 de maio
ad inifitum

quarta-feira, 9 de março de 2016

batepapo íntimo

batepapo [íntimo]
ou como a Zika me permite fazer banho de fumaça no meu quarto.
a dica para se proteger da Zika é queimar de pouco em pouco folhas secas de eucalipto,
mas se no fundo (ou secretamente escondido graça à perseguição religiosa aos índios e negros ou aos diferentes) você quiser praticar um tecnoxamanismo acenda com mais fogo e encha o território de fumaça, acende o lugar e invoque a proteção.
meu companheiro de quarto que faz psicologia ficou com medo achou q tava pegando fogo (ele é coxinha bacana) mas quando falei Zika achou tudo normal e voltou a programação de antes.
ps: sim deixar de ser barraqueira e moro num quarto, agora aluna residente da casa da Mãe Minerva (UFRJ)
e a oração foi politicamente incorreta escolhida ao acaso Rimbaud une saison en enfer
"si dieu m'accordait le calme céleste, aérien, la prière, - comme les anciens saints. - les saints! des forts! les anachorètes, des artistes comme il n'en faut plus!
farce continuelle! mon innocence me ferait pleurer. la vie est la farce à mener par tous".

domingo, 6 de março de 2016

batepapo intimo e social

batepapo íntimo e social
uma das resoluções oficialmente "adulta" (as notícias boas de realização logo falarei e o inbox tai ai galera, até pq será de força e continuidade... resistir é preciso - ) foi a criação do hábito de ouvir e conversar sobre a fofoca - juro até 2015 eu me recusei solenemente e foi tomada por louca até que passei a me socializar melhor e me sentir mais "normal" sendo uma fake fofoqueira: fulano fala de mim? ele acha que eu sou uma merda em francês? sério? e ai eu fazia uma expressão como a estatística manda.
não só a questão profissional do desempenho e da funcionalidade, mas da profundidade ética quando tratamos dos outros com a fofoca,
já no banquete de xenofonte sócrates se autointitula alcoviteiro (alcoooooova)...
bom, fake fofoca sou fake fofoca penso: agora "adulta" penso melhor em deixar pra lá e não me importar (o velho foda-se, mas desta vez sem ser agressivo, autoboicoteiro ou mesmo indelicado) quem sabe uma treinada de existir-no-mundo sem ser domesticado, ainda que o treinar não é domar, ser domado é outra parada e não me atrevo a descrever com o consciente coletivo...
bueno, pero mucho me gusta ahora hablar la loucura - como resposta sintomática à fofoca, ou como saída insuportável ou como resposta irônica á aristocracia e violenta ao povo, a grosseria, o foda-se adulto é mostrar o outro que ele tem ego e que esse ego é vendido todo santo dia com valores e mercados espontâneos, e que ele pode mudar sempre, deixar de lado os medos e os desejos que "domam" o corpo-ego...
ah continuar...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Dia 3 e 2

hoje já não quero mais postar no facebook, o terceiro dia é um silêncio segredo porque vou falar de pessoas e lugares: que aqui ninguém fala o óbvio: cadê o dinheiro roubado da reforma do alojamento feminino? que muita gente deve receber suborno isso com ctz, porque calar uma estrutura inteira de um caso de corrupção latente... só rio, cidade do pecado.

o cansaço é um dedo mindinho do pé comparado ao corpo todo que é a saudade do pierre, choro fácil de pensar nos três dias de choro que foi a sua despedida, o resto me dá uma energia que me presto a pensar nestas burocracias, ainda perco energia com isso. 1) seduzir a chefe da secretaria da filosofia do ifcs pra provar pra ela q eu nao pude ir a colação de grau pq estava no ceará e que preciso disso extraordinariamente antes de abril pq minha data limite é março, Afrodite vai me ajudar nessa 2) arrancar a assinatura do diretor, tarefa para Atena - <3 p="">

o conforto, a civilidade, organização (ainda q precária e mal ritmada culturalmente, não sabemos controlar o corpo porque tememos perder nossa espontaneidade, aí que entra a ética na dança e a dança na ética Stromae) existem e são regrados datados, limitados, é oposto da liberdade burguesa e caótica que não oferece um caminho, mas um caos esquizofrenico de tecnicas e mais tecnicas, e de patologias pra preencher o tempo, patologias da psiquê que levam a patologias do corpo: a mão que treme, o sorriso que se esvai, o nervoso que corta a mão, o autoboicote, tudo tendência lançado no mercado invisível da indústria farmacêutica muito bem controlado. a zika é outra.

que existem malucos e sóbrios todos sabemos mas aqui é um teste contínuo de sua sanidade e por isso parece um hospital psiquiátrico, vc nao pode admitir um erro que sua falha já será diagnosticada como uma patologia: eu falo dormindo isso me transforma em quê? 
eu já mais velha rio e me conforto em conversar com o corpo, ele que tanto gosta de carinho, cafuné, abraço, miau miau

de resto sonho, como uma esquizoide que le suely rolnik e me pego o que faço, ja que penso?

Berlim Oriental que nao expulsa seus pensadores tão distante do Rio Capitalista das olympiadas.


batepapo íntimo diario do alojamento
hoje é o segundo dia que to de "barraqueira" como falam as pessoas q montam camping. (risos)
m'aconselharam a nao falar q to aqui ou ficar mais queta em termos burocraticos, afinal é meu ultimo semestre.
mas ISSO É um Diário
não resisto a vontade de registrar a potencia q é estar a borda do pai Estado, o predio q me lembra notre dame des fleurs do jean genet ou um hospital psiquiátrico, mas é uma universidade com uma potência de experimentação e teste prática política, é uma ocupação, é engajado. a hora de comer é marcada e vai biblioteca aula casa sem o barzinho da lapa (ainda q eu possa pegar um onibus de graca e ir pro ifcs e depois lapa mas to de boa o clima ta muito protofascista tecnocrata sem dinheiro é foda).
Voltando ao alojamento :
quem me mostrou como funciona foram os estudantes de dança, afeto politico total, são realmente uma graça e me mostraram o prédio alem de me indicar todo o rolê político burocrático pra conseguir um quarto afinal ninguém quer ficar pra sempre numa barraca. na minha memória vem os dias de Agdz no Marrocos e o modo de vida q vc dorme no chão c tapetes e come c a mao esquerda e lava a bunda c a direita (ou ao menos eu fiz assim). me sinto cigana.
E no bandejao os COXINHAS GOSTOSOS da engenharia a maioria negros ou mestiços me matam eu fico derretendo nesse clima de chuva ate consegui arrancar um sorriso. E jamais eu teria tido oportunidade de enxergar a vida por esse angulo soldado da ufrj q lindos todos fardadinhos servindo à nação.
Enfim Dioniso voltei a ter dezoito anos c tua energia q aguenta a vida cigana e com orgulho de ser /viver outra cultura q nao essa burguesa do medo e do silenciamento e , por isso , baixo o santo em Apolo pra ter inteligencia e sobriedade no caminho diplomaaaaaaaaaaaaa a raisa velha é tranquila ieiiiiiiiu
ps: um menino muito legal q tb ta acampando me apelidou de che guevara ♡♡♡♡♡♡ hahahahaha

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Batepapo público Fase Balzac


I - A pior coisa de envelhecer é perceber que o inconsciente domina as instâncias de amizade - relações cotidianas - e que esse inconsciente muitas vezes é pautado por sentimentos "baixos" como inveja, falsidade e egoísmo.



II - A grama do vizinho é mais verde? Sempre que alguém te pergunta : como é viver na sua cidade, vc tendencia a pensar que a cidade dos outros é melhor, quando na verdade o tédio atinge a todos.



III - Sobre como as decisões da vida capitalista acabam te isolando do "mundo social" e este "mundo social" é pleno de desejo e satisfação dos prazeres: o dinheiro que vc ganha sozinho vc gasta com os outros comendo, bebendo e indo aos lugares imaginários de prazer-em-paisagem.

Não é bem meu caso (graças a Dioniso e Apolo meus amigos reais amigos não são do mau olhado nem da mediocridade), não tenho dinheiro e nem quero status, o que me entristece é a falsidade da vida capitalista.
No fim todos querem viver uma vida plena (de alimento existencial) e o meu sonho ainda é ser ...

sábado, 26 de setembro de 2015

BPP 8 Meu ego meu lattes



BPP 8 Meu ego meu lattes


Meu ego estranho

Gosta de se olhar no Lattes

Ele goza e estranha e ri sozinho

Ele se masturba com cada linha

Cada trêmula experiência

Te sussurra e o ego se farta, goza, resplandece

Lembra de cada momento que o Lattes engole 

Em categorias seminarios coloquios rebeldes

Ele o Lattes seduz meu ego

Que se acalma num sábado a noite

A fazer fichas e olhar pra o Lattes que o exibe 

Sim, exibe o EGO contente e feliz

Está mais velho, transando com a Memória

Conheça: http://lattes.cnpq.br/9826399700512108 

sábado, 4 de julho de 2015

bpp XVIII Sobre relacionamentos cis em cidades conservadoras



(ainda a moral)

sem deixar de escutar os machinhos com sutaque baiano-carioca...

uma coisa boa na machocracia:

tenho conhecido muitas mulheres que - ou abandonadas ou escrotizadas ou whatever escroto de qqer machinho - se tomaram a consciencia e passaram a viver - nossa comunidade faz o nosso bar nosso esforço faz nosso lar nosso amor faz nosso vibra vibrar!

mulheres mães solteiras, mulheres amigas, companheiras de si mesma

mulheres que se levantaram e passaram - viveram.

me dá ânimo, me dá carinho, me dá, mulher: tudo o que quero é tua liberdade

e aí descobrimos que autonomia em um sábado a noite é outra coisa...

sexta-feira, 26 de junho de 2015

bpp XIII poema-desabafo


se hoje com smartphone e mil amigos no facebook
não se vê nem se lê quanto mais se escuta
do que adianta os likes ? do que adianta ?
se hoje com tecno pós livre excesso frenético
não se vê nem se lê quanto mais se escuta (o outro)
diante disso o que vale? a censura do ego ou a magia perdida do tempo-do-cinema-livros-artchi- o artista nunca é só somente só um egóico é também um confidente de algo, exterior a ele mesmo: a vaidade dele tá em fazer, não em ser...
Fala intuitiva
[aos leitores se especializam em livros, aos cinéfilos se especializam em filmes, aos artistas se especializam em arte, e à gente se especializa o quê?]
Pelo fim do entretenimento do tempo
Pelo começo de novos hábitos, incluso falar sobre o tempo/política (do outro).

sábado, 20 de junho de 2015

bpp XII


um poema em português:
inbox indireto invisível
sei que não é tua falta
mas a que tanto quero tua voz
se some (in off) já me sinto isolada
se tanto te quero assim com saudade
quero como quem não tem mais nada
a não ser dizer me espera, me ama, m'attendre
a não ser dizer a verdade: direta online e oficial
aquela boba, ingênua e inocêncio
[em caso de não resposta, ao menos me dê de volta o que te dei, todo aquele amor da noite anterior e a esperança de um carinho consolado, inbox indireto invisível coroado]
tua filha de dioniso que te ama tanto ainda te espera.
bjs
raísa

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Punheta adulta

Comecei a me masturbar só com a mão agora, aos 26 anos. Até então tinha um companheiro dildo primeiro o alemão rosinha e depois o brasileiro cyborgue...

Aos 16 comecei esse blog pra dizer ao mundo meus causos eróticos, mas jamais sozinha.

Porque todo começo é com o outro. É uma cantada, uma troca, um singelo, um cheiro, um encontro potência,

Começo de escrita também que sozinha que graça teria?

Depois comecei a descobrir as mulheres: oficinas de masturbação, Ju, Fabi, Paul e seu dildo.

Comece. E ai entre entretenhos inbox com sonhos fantasias encontros ou não, distância amorosa.

Comecei a distanciá-lo de mim e sentir prazer só.

Comecei a sentir prazer só. Eu que tanto luto por uma política coletiva dos afetos.

Comecei a sentir prazer só. Com platão que inventa personagens terceiros para criar seus proprios dialogos:


Joana que fala "depois do ópio meu corpo foi tomado por uma mão dionisíaca que empodera e seguiu até a bucetta e fez assim oh (ela me mostra), esfregando até sentir meu corpo invadir uma energia vermelha roxa lilás que me deu prazer, o ópio me libertou da carência de mundo, da carência dele, da carência. o ópio me mostrou que posso viver essa realidade - normal - sentindo um prazer instantaneo que nunca será como com ele, que só sonha, entre eu, ele e o ópio (nosso devaneio máximo), depois não parei de me masturbar".

Maria que diz: "continua, manda uma mensagem e diz pra ele que quando tinha dezesseis anos vc já escrevia sobre ele e a filosofia africana que te chupava até deixar teu botão verdadeiramente rosa"

Luciana comenta no inbox "acabei de gozar, me masturbei duas vezes, o dedo ia lancinante, e a energia que tu fala veio, invadiu, sai e fui logo te escrever, gozei meu amor, gozei"

Comecei.

sexta-feira, 20 de março de 2015

A arte do grito



                   Ao som de Fado, mais um desabafo:


Como em 2006 quando comecei este blog a sensação é a mesma: gritar, gritar para um buraco virtual o que penso, o que acho - em um mundo que a fala só é dada a base de grito (metafórico) pelos que não são ricos, nem famosos e muito menos esteriotipados em suas categorias sociais de moda (correnteza esta que leva as pessoas a falsear seus próprios gostos para mais uma vez se sentir aceito). 


Com a experiência de 2015, reconheço* as relações, os encontros, os círculos (grupos, ghettos) e me sinto só, solitária, mas não sozinha. Só porque não sou boa (em ficar calada ou em fingir falas soltas) em entrar na correnteza de aceitação e provas acrobáticas de participar ou não participar, de ser gostado ou simplesmente uma indiferença: por que você seria importante (ou por que sua voz clamada) ao ponto de ser requisitada para algo, todos queremos isso: ser requisitados para preencher este vazio existencial (do mistério da vida e da morte) só nos resta viver...

Digo sou boa em consultoria de vida (hoje já tem emprego pra isso e se chama Life Coaching, algo como, "gerenciador de carreira" ou "treinando a sua vida") - aos amigos e aos profissionais já dei bastante (tb naquele sentido erótico, hehe) referências e aconselhamentos (filosóficos por vezes) - meus gritos são sempre de auxílio, porem pauso.


A pausa é - eu na arrogância da adolescência sempre* achando ser requisitada para algo ou alguém, seja festa ou mesmo aquela conversa da dúvida e medo da vida - agora não mais adolescente, não grito mais - me quedo a calar e quando falo sinto uma sensação de divino, de "transcendência", programadores existenciais da vida que inventaram a fala (e o grito).


Pauso. E nessa pausa sinto o tremor da solidão, da carência da festa, do encontro, da orgia linguística, da sensação de estar sendo escutado.


Aí (neste canto chamado instante do agora, confessional) dou o meu grito na escrita, no indizível, eu grito, no indizível eu grito como um fado e vivo, como que trocando de pele e criando meu casulo, na escrita, na masturbação (que não deixa de ser na escrita uma ação de autodesejo, um grito pra si mesmo) e na ocupação do tempo consigo mesma.


Afinal essa vida há de ser ocupada - o reconheço com asterisco é uma abertura de olhar o mundo e saber que o tempo corre entre o real da obrigação dos fatos (tirania da necessidade e tragicidade do mundo), vivo querendo outro, outro mundo, sim, de novo com um amante amado, distante idealizado, sonho no dia em que casarei com ele a mesma cidade, o mesmo entorno, a mesma cama, óh meu amado camarada.


Afinal, vos que me lês, com o que tu ocupas teu tempo? Sonhos? (de consumo, de amor ou de vida?) Trabalhas? Dedicas teu tempo a quê? 

A vida há de ser ocupada e na fala damos os nossos gritos: o grito de resistência, escolho escolhendo, vivo vivendo, com a consciência de que quem me aceita me aceita por tudo, não só pela superfície, aparência imagem incoerência que dá gozos instantâneos e falseados pelo passar do tempo, o que perdura, não se interessa mais...



Eu ainda escolho o grito da sinceridade de pensar, fazer e escolher a vida que se quer: soy amante, amante do eros filosófico, prazer de pensar, prazer de conversar, é nisso que ocupo meu tempo, produzo realidades de troca e re-troca, reconheço... escolho - sabendo que a superficialidade faz de sua fofoca um processo de exclusão.


A arte de dar um grito é um canto, uma poesia, um lamento, um fado, queda de ser ilusão, "te confundo pra te esclarecer, te esclareço pra te confundir", Tom Zé é a arte do grito.


À exclusão, à hierarquia, aos problemas do quotidiano, um solene grito de fado, um grito de foda-se acarinhado com violas e uma dança doce.



(aberta a chamadas de festas e conversas pessoais, sou ótimo ouvido e ainda guardo segredo, com isso não grito)

domingo, 2 de novembro de 2014

caminhos totais de consagração: chez stella, chez fabi e confissão deboísta



escutando mia

ficar de boa - alegria - la joissance cest la ostentation de gauche.

porque lutar por uma vida de boa é ser resistência:

nós, os oprimidos - escravos, índios, colonizados, incautos inssossegados em doenças inventadas pela indústria farmacêutica, em políticas de egoísmo social - nos revolucionamos mostrando nossa alegria - a cara tapa do trauma violento do colonizador que perversamente ama-sente-prazer em maltratar o outro (bullying, ta ligado?).
imagino um negro sambando (sim!) imagino uma índia dançando nua (sim!) imagino alegria vertendo em sangue psicodélico em anos febris no ceará (sim!) imagino e apodero da consagração

(cosmica, acadêmica, xamânica, fervura de caldos sincréticos de fé)

essa sociedade, em resposta a ela - sua ditadura da estupidez - criamos este movimento deboísta, esquerda ostentação

(champanhe pra todos, meu macho minha vida, a zoeira never end, somos sérios, mas queremos além de tudo, além do universo, além do infinito queremos liberdade poética, queremos liberdade de estranheza, queremos liberdade de comportamento, de dança, de freak)

- PORQUE OSTENTAMOS A LIBERDADE, a técnica chata burocrata bla bla só pra provar que faz o be a bá, A POESIA, A FILOSOFIA, A INCRÍVEL INTENSIDADE DO GOZO ANIMAL HUMANO, A CAIXA ALTA, O CARNAVAL O SEXO A FOME O ANIMAL TÉCNICO. beibes, façamos o be a bá pra provar que liberdade (e filosofia) não é hipocrisia.

mostrar o serviço, elogiar quem fez, demonstrar em dados técnicos, apresentar trabalho de escola, realizar - realizar - fazer as paradas, agilizar as missões, possuir energia para vida isso é ostentar:

ontopoesia da vida: ostentar a possibilidade da mesma - segundo estes preceitos de libertar os oprimidos em silencio contemplativo e técnico (meditação e ginástica chinesa), não ferir a liberdade d’outro.

E sobre o animal técnico há sim um estabelecimento de prioridades, funções, tecnorgânicidades afetivas - uma terapia, um modus-operandi da vida, uma atenção, PORRA (tipo um tapa pra acordar), um engajamento uma consciência, uma força, frente a vergonha alheia da intolerância, do preconceito, da preguiça escravocrata (MUITO diferente da preguiça de macunaíma, vejam bem a diferença entre Aécio Neves e Macunaíma), a luta contra este tipo de vida mesquinho chamado filinho de papai, que não sabe nem o que é o real, a louça, a vida, o afeto d’outro, a comunicação, a opinião (em geral acompanhada de uma arrogância do poderio do eu eu sei eu posso eu faço - ilusão também é fácil), e claro adianta dá esporro, se estressar? perder o amigo?

não perco, não falo, me calo em silêncio contemplativo de análise do ser - ontopoesia da vida: encarar o teu contrário, o teu diferente, sem querer modificá-lo em um instante, respira, o silêncio permite a compreensão, escolha você ser o não-arrogante - meu silêncio é a reserva segura do meu sorriso quando eu o solto é porque estou decididamente sorrindo, vivendo - gozando o momento conscientemente (mesmo com todas as merdas) - movimento deboísta é também organizado socialmente:

aos mais velhos, mais sábios, menos hipócritas, mais espontâneos, honestos em suas singularidades-afetos, aos que sobressaem na multidão por aquela experiência que dá retorno ao outro em forma e conteúdo de potência - resistência, consagração - eu lhes dou o direito de serem pederastas (em grego pederastia é formação erótica do jovem): que se apossem da educação de nossos enfantos jogados na democracia tecnorgânica.

e, merci ao chez fabi, pelo empoderamento feminino da pederastia - assim nos libertamos da moral que nos prende como parideiras de soldados, nos libertamos do ter que ser amante e gostosa (tarada), nos libertamos da breguice estética machista: quando velhas ensinaremos aos jovens o tratamento doce, o sexo com experiência e carinho (afeto engajado, afeto engajad, afeto engajado com o outro que é estrangeiro de ti, diferente, vizinho, longe ou perto, qualquer pessoa que tu se relacionar).

eles precisam de referências - não hierárquicas - que assegurem o empoderamento da vida e não do fascismo e não da tecnoditadura da estupidez (sou cidadão sou consumidor).


nós, com amigos nos completamos em força, amigos engajados, amigos políticos animais libertários que nos preenchem de fé e consagração da vida.

eu sacerdotisa raísa inocêncio resadeira vênus caôzeira assino: a vida é um treino ético-político, mas ser deboísta é experimentá-la com o prazer dos olhos infinitos, (rolnik, minha deusa).

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

raísa zaratustra: continuação de um domingo eleitoral

a


onda vermelha é uma onda cujo símbolo é o sangue, sangue de todos nós: o vermelho que revela o semblante nervoso, tímido ou corado de paixão.

DILMA, não esqueça dos índios, não esqueça que eles também são sangue, mesmo que não eleitoral, mesmo que não técnico, mesmo que não trabalhador, do jeito que nós burocratas organizamos para que esta birosca chamada brasil funcione, organicamente, espontaneamente, livremente, libertariamente, amorosamente, publicamente…

a onda vermelha é de sangue de luta por dignidade, por respeito em também ser olhado cara-a-cara, rosto a rosto com o chefe, a patroa, aqueles que sentem frio na barriga de comunismo - tolos, que não enxergam a verdade na dignidade, que ainda não aceitaram o fim da lei aurea, que ainda hierarquizam interesses senis e crueis com os outros (question de l’alterité). alteridade.

por isso volto e re-volto aos índios. por favor, dilma rousseff fique atenta com os índios. não se deixe levar pelo plano de civilização - se dê ao direito de permitir a não civilização, a não nação e pátria brasileira, se deixe permitir a nação indigena dentro da nossa. dentro de nós. assim o discurso popular não será somente o de Cuba, comunista, ou falida, o discurso será renovado pelo respeito assegurado a TODAS AS VÍTIMAS DO ESTADO: seja os da tirania militar (até hoje), seja pelos índios, seja por nós desgarrados nesta sociedade hipócrita e adoecida pelo consumo em massa americano...

agora meu sangue é tupí, tu pi po de tam  b é m

tupi pode também

tupi seremos todos nós.

(seremos sangue vermelho - sem acreditar nessa polarização maniqueísta de ideologia coxinha), seremos por todos e para todos uma livrocracia.

um parenteses: é falho a tentativa de desmerecer qualquer luta (real, portanto ontológica, ontologia da política)

ontologia da política: é isso que tanto tento entender ao me por pra escuta do outro.

se o discurso dele (reproduz afetos como ódio) ou cinismo, ou desmerece por crer que uma verdade jamais será dita quando se lida com fascínoras eleitos pelo povo, desmerece a propria realidade e seu tempo próprio de luta, passamos pór um século de tiranias, o séc. XX e suas guerras só provaram que o domínio cultural dado a uma elite destroi e corroi o proprio sentido de civilização humana, numa vaidade para a manutenção de um status quo (e um modo de vida hierárquico).

a internet libertou a civilização humana de uma elite ingrata com a propria filosofia, ingrata que beira a estupidez… a pior ditadura é a da estupidez.

a ditadura que esnoba teu discurso em prol de uma verdade acreditada pelo interlocutor - seja qualquer ele, no facebook, com viveiros de castro e giuseppe cocco - que política exige uma realidade (ontologia da política) extra-muros, extra-muros de tua própria subjetividade.

ontologia da política: como fazer uma realidade extra-muros de tua própria subjetividade defendo o que tu acredita? o que tu constrói? será esse o paradoxo da democracia: aceitar o que é diferente e engolir com paciência histórica as injustiças (autoboicote à própria humanidade), colonizador aceite que não somos mais colonizados! engolimos tanto tempo essa violencia que agora queremos porque queremos mais justiça social!

somos índios, recriando nosso território, nossa subjetividade, nossa polis, nosso cosmo, nosso campo mítico, somos índios e não aceitaremos mais um fascismo retrógrado e burro!

e burro não me tome como inimiga, farei questão em te ensinar uma pederastia (formação erótica dos jovens), porque os burros são crianças ainda na cerca da vida, ainda olhando os papais e mamães assegurarem a sub-existência, a sub-vida rodeada de hedonismo, brinquedos e bem-estar.

e eu adoro brincar, quero te ensinar uma brincadeira muito legal: a política não é um jogo de tua esquina, é um jogo amplo, de uma subjetividade que não cabe na televisão e nem na janela da tua kitnete (que é o tamanho da tua disposição a aprender coisas novas, sempre reduzindo a loucura ou coisa de gente que não trabalha, ou coisa de gente vagabunda e ai facilmente caímos no discurso maniqueísta do ódio).

segue tranquila que tua crença neste texto tá assegurada : somos índios em uma recente ontologia política a nascer vibrando em vermelho-sangue, em um novo afeto, não mais polarizado em ódio, medo terror ou pânico, mas numa estranha e tranquila técnica que permitirá mais e mais o rito índio e sua natureza protegida. O agronegócio terá que se conciliar e alimentar a china, mantendo os seus. o agronegócio só conciliará com as pautas quando houver uma reforma agrária. inclusive com os índios.

agradeço Dilma Rouseff por tua luta e crença e espero que teu governo nos aceite, nós os índios.