de repente tudo é insano e vivo. tudo é sentido e leviano, antes um tango na minha cama do quê uma dança sem ... sem aconchego. entre vinhos e livros o que há de mais doloroso no meu pensamento estará aqui. entre ele e livros o que há de mais feliz surgirá enfim. Se é sonho se é devir se é o caramba vai se saber. vai se saber por que aqui é o lugar onde tudo acontece sem ... sem enrolaçao.
sábado, 23 de setembro de 2017
off diario - parir uma mémoria sobre a descolonizaçao estética da mulher brasileira, ainda selvagem...
na teimosia eu digo
sou eu que vou criar
nao é teu ego colonial
nem tua postura de superioridade ocidental
quem é esse eu?
senao a fêmea que come e come quando quer comer
eu tenho fome
o parto ja vai e ja vem
é so um texto a cabeça diz
e corpo goza e sente dor:
a violência e o prazer
nao sou teu objeto
existo
j'existe
[ta saindo a dissertaçao de mestrado a Vênus Caôzeira, ta parindo...]
terça-feira, 19 de setembro de 2017
sem titulo de um novo livro à vir
introduçao
isto é um diario. mas que quer ser um guia. em tempos que categorias morrem como um sopro de leitura de frase ou de “recepçao de imagem” ou ainda de um simples gesto, de uma simples impressao, da simplicidade.
por que pensava que sendo simples seria “aceita”, as aspas se explicam.
é certo que toda escrita tem uma ambiçao, e eu (logo eu) que pensava existir na escrita sem ter que ambicionar mostrar isso ao mundo.
logo eu ingênua, naïf, corriqueira na inocência, marca indelével de um sobrenome, sim, me chamo Raisa Inocencio.
Prazer em conhecer, futuro leitor. Te quero, te ambiciono.
Respirar essa constataçao, é um objetivo.
Com essa condiçao de potencia de divagar, de re-citar algumas sensaçoes paralelas, tipo o Mutantes “nao va se perder por ai” e talvez o nosso final de semana nao tenha mais fim.
Respirar a constataçao que existem mundos em disputa, achar uma casa, um emprego, confiar em amigos que possam estar contigo quando estiver na merda, inevitavelmente uma condiçao status quo em algum momento dado que todos temos cu. Principalmente os fudidos “que tem medo tem cu”.
Ter cu é admitir que conectamos com este corpo fragil e faible - me perdoe de antemao porque penso em outras linguas, inclusiva a muda que fica calada quando vê que o esforço energético sera inutil.
Considerando que se falamos sobre “erros” e “acertos” também falamos sobre utilidade e “folga”.
à quoi sert la vie? à que serve a vida? é essa vida “boa” de aplicativo que agiliza a vida e otimiza em tempo para produçao constante de conteudo em perfis públicos que nem Orwell daria valor? é esse prazer de esquecer da morte e ignorar os problemas (políticos)?
Pois, escutei que misturo demais realidade e ficçao, que tem que pensar mais no concreto, sair desse mundo de lua, que so poeta gosta.
Pois, saio, e a realidade me emociona ainda e acordo, mas nao concordo com esse estilo facebook de ser, tudo tao falso…
Este guia, é para quem quer sair dessa condiçao de aplicativo ambulante.
Que ainda se atêm às sensaçoes do invisivel.
[diga que voce pensou: coisa de doida misturar quotidiano e pitaco existencial, mas é lendo que a gente sai do perigo de ser capturado pela mercantilizaçao da vida, quero dizer é sendo, j’existe.
ou melhor nos pejorativos “doidinha” mas pode deixar que com a burocracia e a academia eu faço meus atestados de legitimaçao social.]
Ambiçao companheirs para sair desse estado ! Desse Estado!
A introduçao nao é panfleto, é so dois ou três truques que eu pensei em conversar no bar para nao parecer auto terapia de grupo.
Ainda que se analisar e analisar-se com o outro é potente para o cuidado de si do cu.
cuidado de si do cu.
Quem nega ter esquece do ser-animal e das duas uma: morto-vivo com medo da morte ou histérico hiperativo da super-vida, sim, por supuesto com muitas sutilidades e complexidades mas pire ai senao é assim...
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
off diario paris
tretas da vida real
que a vida é e pode ser num continuum maravilhosa a gente teima em viver
que escuta aquela historia do copo o pessimista que vê o meio vazio e o otimista que vê o meio cheio
de ter saudade e encontro forte com uma amiga cumade querida
e de fazer ela passar pelo baculejo tipico da policia nacional francesa e eu toda nervosa me permitindo a se tremer e a gaguejar em frances - eu tinha um fino que eles jogaram fora, tive que falar nao, nao sei de nada, nao sou traficante, nao nao vendo droga à minha amiga e traduzindo pra ela, e toda "errada", raisa bandida - pulei a catraca com maconha haha, agora to rindo mas na hora so pensava no telefonema que eu ia dar pra minha mae e dizer perdoa mas eu vacilei
e nao é so com a mae, é tudo
ai hoje perco o onibus pra ver meu namorado, como se nao bastasse ser pobre e ainda se perde passagem, é como a cançao pau de arara da zelia barbosa "cansada que eu tava da fome que eu tinha"
e sim os privilegios : me perdoa meu amor de tanto te pedir as coisas, te acalma que uma hora acaba e eu vou te pagar tudo, a gente tenta e partilha essa mesma vida, tu que tanto me ajuda a sair desse clichê da mulher caça-gringo, te amo, gostoso
esse privilegio como a de lygia clark que teve um marido que a apoiou inclusive na sua viagem pra frança e que fez um percurso intenso - e sim ela tb teve perrengue de grana, veja
e no final sim vou tentar melhorar esses perrengues, mas - pausa m'éditativa - senao for assim tb nem quero e vc que é rica boa sorte com as facilidades que nois ta na luta
e sim este diario é pra quem ta no limbo entre mundos, o do perrengue o copo meio vazio e o do privilegio do amor do copo meio cheio
sábado, 5 de agosto de 2017
off diario tarnac
trepar na europa é dificil
vou generalizar mermo
se tu mostra o corpo ou tu é criança ou tu é histérica
e ai piora que chega os macho e conversa e eu espontaneamente falo que tem um companheiro
(relaçao a distancia é foda porque é um fantasma que vc goza de vez em quando... ah o amor... e nem da tempo de dizer que é aberto enfim...)
e logo que eu falo os macho some, dai eu penso oxe nao sirvo nem pra conversar?
paquero paquero e as mana nao entende
e eu sinto fome
fome antropofagica
eu sou dessas que chega mermo ei vamo ali no mato
mas com o tempo o ego politico aprende a conversar e no fundo do quarto ou do banho o clitoris animal finalmente goza
e dorme
e sonha
e tem fome!
:)
quinta-feira, 27 de julho de 2017
Off diario paris
do que precisamos para sentir-pensar uma atitude habito critico?
É suficiente julgar o outro pela aparencia?
É suficiente se aproximar e descobrir as vidas humanas demasiado humanas, seus erros e vacilos, seus projetos e seus envios?
Tento entrar um pouco do que seria a cabeça da Hanna Arendt quando descobriu que seu amor e seu tutor academico era nazista...
Do jogo das mascaras eu ainda tento aquela que é de boa e no conflito na guerra e na disputa mercantilista de publico se satisfaz bebendo conversas com quem acredita e sente ser seus amigos...
No jogo do ney ou da nova geração politizada o que me recorre é a historia e o devir de cada singularidade - palavras dificeis isto é um poema idìlico , me encontro com um brother do Senegal que tambem ta ilegal mas que ele deu uma boa risada quando me viu preocupada, como quem te diz te acalma novinha que tu ta de boa, teus privilégios tao ai...
Corre que virou textão e sem interpretaçao vira um desabafo fio corrente de silencio em meio a tretas de facetruck reais e sérias ...
E sobre o querer :
Quem nao me quer porque fui embranquecida eu entendo
Quem nao me quer porque nao sou branca nem rica eu dou o fora
Quem me quer to aqui sempre pra um beijinho
saudades terra territorio pau brasil saudades de peito aberto e sem chance de voltar (ainda)
terça-feira, 11 de julho de 2017
poema à Kafka e a sofrencia da sequela de nao validar o visto
off diario tarnac
querida tarnac, queria tanto jogar meu passaporte no lago e viver no teu mundo
queria tanto te amar e ter filhos contigo
sem me lembrar que tu pertence à tua frança, maldita frança
vc me perdoe o pacifismo agressivo, mas é cada humilhaçao e eu me autoboicoto
e meu autoboicoto
esqueci de validar meu visto de imigrante
EU SIMPLESMENTE SEQUELEI E NAO VALIDEI MEU VISTO
eu me sinto uma idiota
e que sofrera as consequencias
sans argent e maldita
sem dinheiro e feliz em tarnac
na verdade eu inconscientemente nao fui atras de validar meu visto
me fudi
desabafo
destranco meu futuro
quem saberà?
porque os fudidos ainda complicam mais
que merda esse estado
me convocaram tres vezes
e tres vezes nao soube que tinha sido convocada
to fudida
preciso de um advogado kafkaniano
preciso de um marido frances
ou nao preciso de nada
um beijo
segunda-feira, 22 de maio de 2017
22/05
off-diario
[saindo de paris a cidade modelo de gentrificação indo para o mundo sem rumo e sem dinheiro - mais uma vez - atrás de bicos e livros, escritos e amigos, vou pra tarnac, vou pro mundo.
a diferença entre ser do povão que num sabe o que é a vida sem ajuda e os que são autocentrados em uma autonomia de elite, de família ou de bons empregos concorrentes competitivos e extremamente solitários
escuto muito na europa que todo mundo é filósofo, quando em terras sudakas isso é piada, somos professores de rua mas não somos filósofos hehe
continuo refletindo sobre os critérios de quais bolhas participar: daquelas que precisam da ajuda mútua, da luta, da resistência, contra o racismo, classismo, machismo e todos os ismos e também daquelas que não precisam de nada : talvez de um puxa saquismo (quando o filme é racista mas vc fica calado, a liberdade de expressão), e ainda tem as misturas pessoas não perfeitas que por um toque ou sensibilidade a gente gosta, - ainda que quanto mais vivo mais me distancio do precisar falar com todo mundo, quem quer audiência?
quando comecei a usar internet e criei o pão eu falava das putarias (dos eus) da vida quotidiana mas não imaginava que ia se tornar esse "facebook", essa exibição "eterna" de si mesmo o tempo todo demonstrando felicidade ou tristeza, demonstrando uma egofagia, é triste, porque fico num beco sem saída, eu que já escrevo... continuemos.
e aí vem a política do terror (ou a necropolítica) que não deixa brecha nem escapatória pra micropolítica dos afectos, dos desejos, tudo vira ego e dinheiro.
faço uma oração ingenua, ainda catequisada, de que quando nos encontrarmos eu serei a mesma sem noção que pede ajuda e sorri de graça, não te preocupes não nos rebaixaremos, a luta continua! ]
segunda-feira, 24 de abril de 2017
off diario bebado em coimbra
houve a queima do facho
facho quer dizer fascista
somos símbolos e ritos
palavras e gestos
performance e poema
a quem interessa
a profundidade do gesto
sem interrogação não se chega
sem dúvida não se caminha
transformemos sem verdades absolutas
25 de abril a queima do facho-em-nós
avante dioniso
avante exú
a caminhada continua
a luta
a bússola ética nos guia
!
segunda-feira, 13 de março de 2017
off-diario coimbra
morando na república pra-kys-tão <3
enquanto um mundo pautado pelas aparências fizer do seu grito um mercado
enquanto um mundo pautado pelas aparências fizer do seu grito um enunciado de você não bebê
você não
eu ficarei (o eu, logo eu)
de boa
a fazer uma cena marginal a situação do mundo pautado pelas aparências
a imagem é a que você quer passar
quero: a micropolítica do desejo
(e aqui um beijo e um enunciado de um novo projeto sobre a vida nas repúblicas enquanto territórios autonomos temporários, enquanto micropolítica dos afetos, enquanto)
não, nunca a necropolítica.
Em baixo Viva o Grelo duro
por que todo dia é um dia de luta
quarta-feira, 28 de dezembro de 2016
diario 29/12
Das vezes que o outro me disse o que achava o q eu era, foram tantas as respostas como a vadia / louca/ quenga / puta / drogada e agora oportunista que cansei de acreditar e cansei de mandar um foda-se bem longo.
Foi difícil encontrar um caminho pra escutar a crítica e saber que também erramos, foi difícil perceber que por detrás de toda tentativa de te destruir existia caminhos em meio termo.
Hoje fui chamada de oportunista e olho pro meu passado e parece isso mesmo, uma sucessão de ajudas de amigos para que eu pudesse trilhar um caminho que só gente rica faz.
Para alguns pode parecer que eu quero ser branca, para outros mais uma vai com as outras.
No mais eu quero continuar sonhando com a minha voz existindo, ainda que só pra mim, escrevo, neste blog pra fugir do julgamento, da fogueira, da trama que tanto enredam as mulheres em serem sempre culpabilizadas por destinos mais frageis e menos ricos.
O dinheiro não tem cor.
Mantenha a minha paixão, ainda que eu não saiba como será essa realidade.
Mais uma crise de ansiedade porque de julgamento em julgamento continuo aqui, me importando com a opinião dos outros....
segunda-feira, 21 de novembro de 2016
off-diario
off-diario
poema para os iludidos
sem neura, eu também vivo de carnavais, só que agora só é de sexta a domingo e ainda naquelas de pensar na tecnocracia, burocracia e o meu brasil nos escândalos da bárbarie de uma nova civilização em nascimento: sim essa aí q não se nomeia por fronteira, mas a gente pode dizer "misturada", a que tanto o capitalismo golpeia para tentar derrotar, mas o que todo mundo já vive, por um verdadeiro Estado de Bem-estar social a violencia nunca será arma de lucro. Oxente, me deixe sonhar.
o pior de tudo é ver que agora eu só posso ser soldado e que se dizer-mostrar artista parece ostentação / sempre nos julgando.
e ser soldado em tempos de guerra midiática é ser artista criador de discursos, coitado dos filósofos, fico triste mesmo.
continuemos...
https://www.youtube.com/watch?v=FFAdU9TC3uI
terça-feira, 27 de setembro de 2016
off-salva-o-ego
off-salva-o-ego
(salva-o-diario)
27/09
sobre a universidade: o seu início com uma leitura de Marx e a sensação de que não escapei da doutrinação marxista francesa hahahaha - finalmente vou lê-lo (junto com marcuse).
sobre a malandragem: aqui a vida é um pouco entediante (doce, gentil) com um jeito malandro que passa o pano na sua cara e você nem sente... (minha gradução em malandragem pela Lapa carioca ajuda muito a perceber o que é falso do verdadeiro... incluso das questões prático-políticas do racismo, do preconceito, do desrespeito ao modo de vida cultural "considerado" "selvagem", como o meu hehehe (intuitivo e sereno, olha pro céu meu amor, ainda que maduro seja falso ingênuo, só pra rir e zombar com ironia do racismo d'outro).
e na sala de aula aquela formalidade toda, que não sei se é a doxa (opinião ou modo de ver o mundo) ou se é Brasil que leva o feeling do bar/da casa/ da praia à sala de aula (ao menos da filosofia a narrativa vai sempre de um diálogo amigo, quero dizer: do desejo/amizade/amor para o conhecimento/sabedoria/percepção...
sinto saudade da loucura do rio, mas por ora não sinto banzo. toulouse é doce e gentil.
não me pauto a pensar questões que no facebook sempre tem os que "são todos especialistas", só divago mesmo... o ego não se expressa em terras ocidentais, ele fica calado esperando fazer um comentário construtivo. não viaja, nem delira. me entedio... por isso que o consumo capitalista fica todo encrustado nos desejos de narciso, é pra o seu bem manter a beleza da aparência, porque no final ficamos todos calados no silencio organico da "sociedade", o grito pertuba...
por isso a leveza das crianças... e o choro hehehe, mas ainda reservo do meu vasto tempo solitário um espaço para essa contemplação do delírio... (esse escrito totalmente perdido e publicado em blog hahahahah)
terça-feira, 20 de setembro de 2016
toulouse
off diario
exer
exor
cicio
cismo
cisma minha
de querer desabafar como desterritorio
das calunias
das intrigas
das birras
das injustiças
vou colocar no Lattes que em 2013 trabalhei seis meses como escrava pro Museu de Imagem e Som e a terceirizada Acesso - que de acesso não me deu porra nenhuma, só a raiva e a indignação trabalhista.
Kafka!
Oh, Kafka, acuda-me desta feita que é sentir o processo 0010738-62.2015.5.01.0036 (AUDIÊNCIA NA 73ª VARA DO TRABALHO - GOMES FREIRE, 471) Audiência dia 21/09 às 10:20 da manhã horário de Brasília.
Ah que raiva! seis meses de trabalho escravo, nas épocas de manifestação e ainda o estágio
Na escola estadual Souza Aguiar, época foda, em todos os sentidos.
Mas (pausa pra uma meditação chinesa-esquizoanalítica) eu desapego.
Desapego o dinheiro.
Desapego o amor à humanidade - (dos anos de pesquisa de mercado e do mundo da arte no Rio de Janeiro, desapego mesmo)
Quem me chame de oportunista, saiba (eu) desapego até da tua atenção, do teu mal - olhado, que não vê o que quero.
Que não vê que a saída só rola se for pra todos.
Me concentro nas crianças francesas (uma de origem portuguesa onde brincamos de bruxa e outra bem danadinha estilo Artaud com tres anos e meio que gosta de princesa e boneca pelada), trabalho sim como babá e moro na casa de uma família estilo mãe da Jéssica, exceto que é só terça e sexta das 07:30 as 08:30 ou seja duas horas por semana.
Seis meses de trabalho por volta de 36.000 reais com os encargos férias, recisão de contrato, 13º tudo o que eles querem tirar agora eu nem tive. Minha única assinatura na carteira de trabalho é de um trabalho que atrasou malditos seis meses!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! PORAAAAAAAAA
sim, to com raiva. Muita raiva do Museu Image e Som que permitiu isso e agora nao passa de uma OS falida.
A foto é pra ilustrar que o tempo passa e a cama fica, gostosa, tranquila, vai passar... vai passar... vai dar certo... eu vou conseguir parar de pensar que um dia eu fui escravizada por seis meses...
Desapega
Desapega
Come uma larica
segunda-feira, 16 de maio de 2016
batepapo íntimo 16/05
batepapo íntimo
[no meio da guerra uma sombra de poesia]
CARALHO COMO É DIFÍCIL ESCREVER UM EMAIL BUROCRÁTICO
fico querendo botar um hehe
querendo dizer zoeira tava de brinks
ou chamar pra beber um vinho depois do expediente
ai no meio do parto escrevo e aperto enter
espaço para se assumir o que se é
guerra estética - por mais liberdade de escrita, já sou verdadeira em assumir meus erros, não sou normal. mas sei como ser, ética.
não sigo o deus dinheiro.
sigo o humano em fé.
follow me meu ego
alimento existencial 16 de maio
ad inifitum
quarta-feira, 9 de março de 2016
batepapo íntimo
batepapo [íntimo]
ou como a Zika me permite fazer banho de fumaça no meu quarto.
a dica para se proteger da Zika é queimar de pouco em pouco folhas secas de eucalipto,
mas se no fundo (ou secretamente escondido graça à perseguição religiosa aos índios e negros ou aos diferentes) você quiser praticar um tecnoxamanismo acenda com mais fogo e encha o território de fumaça, acende o lugar e invoque a proteção.
meu companheiro de quarto que faz psicologia ficou com medo achou q tava pegando fogo (ele é coxinha bacana) mas quando falei Zika achou tudo normal e voltou a programação de antes.
ps: sim deixar de ser barraqueira e moro num quarto, agora aluna residente da casa da Mãe Minerva (UFRJ)
e a oração foi politicamente incorreta escolhida ao acaso Rimbaud une saison en enfer
"si dieu m'accordait le calme céleste, aérien, la prière, - comme les anciens saints. - les saints! des forts! les anachorètes, des artistes comme il n'en faut plus!
farce continuelle! mon innocence me ferait pleurer. la vie est la farce à mener par tous".
domingo, 6 de março de 2016
batepapo intimo e social
batepapo íntimo e social
uma das resoluções oficialmente "adulta" (as notícias boas de realização logo falarei e o inbox tai ai galera, até pq será de força e continuidade... resistir é preciso - ) foi a criação do hábito de ouvir e conversar sobre a fofoca - juro até 2015 eu me recusei solenemente e foi tomada por louca até que passei a me socializar melhor e me sentir mais "normal" sendo uma fake fofoqueira: fulano fala de mim? ele acha que eu sou uma merda em francês? sério? e ai eu fazia uma expressão como a estatística manda.
não só a questão profissional do desempenho e da funcionalidade, mas da profundidade ética quando tratamos dos outros com a fofoca,
já no banquete de xenofonte sócrates se autointitula alcoviteiro (alcoooooova)...
bom, fake fofoca sou fake fofoca penso: agora "adulta" penso melhor em deixar pra lá e não me importar (o velho foda-se, mas desta vez sem ser agressivo, autoboicoteiro ou mesmo indelicado) quem sabe uma treinada de existir-no-mundo sem ser domesticado, ainda que o treinar não é domar, ser domado é outra parada e não me atrevo a descrever com o consciente coletivo...
bueno, pero mucho me gusta ahora hablar la loucura - como resposta sintomática à fofoca, ou como saída insuportável ou como resposta irônica á aristocracia e violenta ao povo, a grosseria, o foda-se adulto é mostrar o outro que ele tem ego e que esse ego é vendido todo santo dia com valores e mercados espontâneos, e que ele pode mudar sempre, deixar de lado os medos e os desejos que "domam" o corpo-ego...
ah continuar...
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Dia 3 e 2
hoje já não quero mais postar no facebook, o terceiro dia é um silêncio segredo porque vou falar de pessoas e lugares: que aqui ninguém fala o óbvio: cadê o dinheiro roubado da reforma do alojamento feminino? que muita gente deve receber suborno isso com ctz, porque calar uma estrutura inteira de um caso de corrupção latente... só rio, cidade do pecado.
o cansaço é um dedo mindinho do pé comparado ao corpo todo que é a saudade do pierre, choro fácil de pensar nos três dias de choro que foi a sua despedida, o resto me dá uma energia que me presto a pensar nestas burocracias, ainda perco energia com isso. 1) seduzir a chefe da secretaria da filosofia do ifcs pra provar pra ela q eu nao pude ir a colação de grau pq estava no ceará e que preciso disso extraordinariamente antes de abril pq minha data limite é março, Afrodite vai me ajudar nessa 2) arrancar a assinatura do diretor, tarefa para Atena - <3 p="">3>
o conforto, a civilidade, organização (ainda q precária e mal ritmada culturalmente, não sabemos controlar o corpo porque tememos perder nossa espontaneidade, aí que entra a ética na dança e a dança na ética Stromae) existem e são regrados datados, limitados, é oposto da liberdade burguesa e caótica que não oferece um caminho, mas um caos esquizofrenico de tecnicas e mais tecnicas, e de patologias pra preencher o tempo, patologias da psiquê que levam a patologias do corpo: a mão que treme, o sorriso que se esvai, o nervoso que corta a mão, o autoboicote, tudo tendência lançado no mercado invisível da indústria farmacêutica muito bem controlado. a zika é outra.
que existem malucos e sóbrios todos sabemos mas aqui é um teste contínuo de sua sanidade e por isso parece um hospital psiquiátrico, vc nao pode admitir um erro que sua falha já será diagnosticada como uma patologia: eu falo dormindo isso me transforma em quê?
eu já mais velha rio e me conforto em conversar com o corpo, ele que tanto gosta de carinho, cafuné, abraço, miau miau
de resto sonho, como uma esquizoide que le suely rolnik e me pego o que faço, ja que penso?
Berlim Oriental que nao expulsa seus pensadores tão distante do Rio Capitalista das olympiadas.
batepapo íntimo diario do alojamento
hoje é o segundo dia que to de "barraqueira" como falam as pessoas q montam camping. (risos)
m'aconselharam a nao falar q to aqui ou ficar mais queta em termos burocraticos, afinal é meu ultimo semestre.
mas ISSO É um Diário
não resisto a vontade de registrar a potencia q é estar a borda do pai Estado, o predio q me lembra notre dame des fleurs do jean genet ou um hospital psiquiátrico, mas é uma universidade com uma potência de experimentação e teste prática política, é uma ocupação, é engajado. a hora de comer é marcada e vai biblioteca aula casa sem o barzinho da lapa (ainda q eu possa pegar um onibus de graca e ir pro ifcs e depois lapa mas to de boa o clima ta muito protofascista tecnocrata sem dinheiro é foda).
Voltando ao alojamento :
quem me mostrou como funciona foram os estudantes de dança, afeto politico total, são realmente uma graça e me mostraram o prédio alem de me indicar todo o rolê político burocrático pra conseguir um quarto afinal ninguém quer ficar pra sempre numa barraca. na minha memória vem os dias de Agdz no Marrocos e o modo de vida q vc dorme no chão c tapetes e come c a mao esquerda e lava a bunda c a direita (ou ao menos eu fiz assim). me sinto cigana.
E no bandejao os COXINHAS GOSTOSOS da engenharia a maioria negros ou mestiços me matam eu fico derretendo nesse clima de chuva ate consegui arrancar um sorriso. E jamais eu teria tido oportunidade de enxergar a vida por esse angulo soldado da ufrj q lindos todos fardadinhos servindo à nação.
Enfim Dioniso voltei a ter dezoito anos c tua energia q aguenta a vida cigana e com orgulho de ser /viver outra cultura q nao essa burguesa do medo e do silenciamento e , por isso , baixo o santo em Apolo pra ter inteligencia e sobriedade no caminho diplomaaaaaaaaaaaaa a raisa velha é tranquila ieiiiiiiiu
ps: um menino muito legal q tb ta acampando me apelidou de che guevara ♡♡♡♡♡♡ hahahahaha
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Batepapo público Fase Balzac
I - A pior coisa de envelhecer é perceber que o inconsciente domina as instâncias de amizade - relações cotidianas - e que esse inconsciente muitas vezes é pautado por sentimentos "baixos" como inveja, falsidade e egoísmo.
II - A grama do vizinho é mais verde? Sempre que alguém te pergunta : como é viver na sua cidade, vc tendencia a pensar que a cidade dos outros é melhor, quando na verdade o tédio atinge a todos.
III - Sobre como as decisões da vida capitalista acabam te isolando do "mundo social" e este "mundo social" é pleno de desejo e satisfação dos prazeres: o dinheiro que vc ganha sozinho vc gasta com os outros comendo, bebendo e indo aos lugares imaginários de prazer-em-paisagem.
Não é bem meu caso (graças a Dioniso e Apolo meus amigos reais amigos não são do mau olhado nem da mediocridade), não tenho dinheiro e nem quero status, o que me entristece é a falsidade da vida capitalista.
No fim todos querem viver uma vida plena (de alimento existencial) e o meu sonho ainda é ser ...
sábado, 26 de setembro de 2015
BPP 8 Meu ego meu lattes
BPP 8 Meu ego meu lattes
Meu ego estranho
Gosta de se olhar no Lattes
Ele goza e estranha e ri sozinho
Ele se masturba com cada linha
Cada trêmula experiência
Te sussurra e o ego se farta, goza, resplandece
Lembra de cada momento que o Lattes engole
Em categorias seminarios coloquios rebeldes
Ele o Lattes seduz meu ego
Que se acalma num sábado a noite
A fazer fichas e olhar pra o Lattes que o exibe
Sim, exibe o EGO contente e feliz
Está mais velho, transando com a Memória
Conheça: http://lattes.cnpq.br/9826399700512108
sábado, 4 de julho de 2015
bpp XVIII Sobre relacionamentos cis em cidades conservadoras
(ainda a moral)
sem deixar de escutar os machinhos com sutaque baiano-carioca...
uma coisa boa na machocracia:
tenho conhecido muitas mulheres que - ou abandonadas ou escrotizadas ou whatever escroto de qqer machinho - se tomaram a consciencia e passaram a viver - nossa comunidade faz o nosso bar nosso esforço faz nosso lar nosso amor faz nosso vibra vibrar!
mulheres mães solteiras, mulheres amigas, companheiras de si mesma
mulheres que se levantaram e passaram - viveram.
me dá ânimo, me dá carinho, me dá, mulher: tudo o que quero é tua liberdade
e aí descobrimos que autonomia em um sábado a noite é outra coisa...
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