Journal intime guérison du racisme ordinaire / Off diário desabafo cura do racismo ordinário
O que vocês fazem quando vivem uma injustiça? Quando é um misto de racismo, inveja, insegurança, um ataque gratuito... A pessoa chega, fala super rápido, achando que eu não vou entender, queria eu não entender francês, queria eu deixar passar mais esse racismo ordinário, pq se eu fosse branca europeia ela não chegaria e me diria : que você fique longe o maior tempo possível...
Daí eu fui escutar Brujas da Princess Nokia e achei esse Mantra, vale a pena! Eu respiro e penso comigo mesma : vc N vai cair na pecha dessa racista... Ela é só uma aparência e passa como tudo passa... O que importa é : amor, próprio e com o outro.
É Lula livre porra!!! Livres RAFAEL Braga e Renam da Penha!!!!
Qu'est que vous faites quand vous passez par une situation d'injustice ? Lorsque c'est un mélange de racisme, jalousie, insécurité et bref un attaque gratuit... Elle arrive et me dit super vite, comme que je vais jouer avec toi, pour que tu ne me comprenne pas, j'aimerais ne pas te comprendre... Si j'étais blanche européenne, elle n'arriverais pas à me traiter avec des mots qui blesse et un regard qui rendre l' invisibilité... En tout cas, je me suis allée écouter de Princess Nokia Brujas et voici cette émission radio qui m'a guérit encore.. Ce que le racisme ordinaire veut ce qu'on arrête de vivre. On résiste ! Merci Kilomba et Fanon.
Coucou je ne suis pas seule j'ai l'amour en moi et vers l'autre, ce qui importe.
Ton racisme ordinaire reviens sur toi et ta vie misérable...
Lula libre !!!
Un Mantra de self respect et amour :
de repente tudo é insano e vivo. tudo é sentido e leviano, antes um tango na minha cama do quê uma dança sem ... sem aconchego. entre vinhos e livros o que há de mais doloroso no meu pensamento estará aqui. entre ele e livros o que há de mais feliz surgirá enfim. Se é sonho se é devir se é o caramba vai se saber. vai se saber por que aqui é o lugar onde tudo acontece sem ... sem enrolaçao.
sexta-feira, 8 de novembro de 2019
quarta-feira, 18 de setembro de 2019
off diario desabafo amores politicos dias de luta
Amores políticos
Esses últimos dias sem tempo para nada, concentrada em fazer o que nós,
para aqueles que se incluem nesse coletivo de luta e vida amorosa,
querido
Luis Bunuel.
Nós nos damos essa tarefa de fazer, lutar, lutar pelo futuro,
porque se antes éramos esse país
desse futuro e permitia viver tranquilo agora é o tempo de lutar,
lutar intelectualmente,
pela saúde mental de todo um povo, ver a
cultura brasileira assim desaparecer
em necropolítica
e genocidio
(e não me venha dizer que não que são vários atentados diários
e mesmo à racionalidade dá vida em comum que é pautada em ser justa para todos)
sem ao menos tentar uma descolonização, criar algo novo, uma nova civilização,
sem hierarquia de classes, sem inferiorização de o que quer que seja pela diferença .
alguém me diz com um sorriso que sabe dos inocêncios aqueles que acreditam
que o Bem viver é possivel para todos, para todos.
para aqueles que se incluem nesse coletivo de luta e vida amorosa,
querido
Luis Bunuel.
Nós nos damos essa tarefa de fazer, lutar, lutar pelo futuro,
porque se antes éramos esse país
desse futuro e permitia viver tranquilo agora é o tempo de lutar,
lutar intelectualmente,
pela saúde mental de todo um povo, ver a
cultura brasileira assim desaparecer
em necropolítica
e genocidio
(e não me venha dizer que não que são vários atentados diários
e mesmo à racionalidade dá vida em comum que é pautada em ser justa para todos)
sem ao menos tentar uma descolonização, criar algo novo, uma nova civilização,
sem hierarquia de classes, sem inferiorização de o que quer que seja pela diferença .
alguém me diz com um sorriso que sabe dos inocêncios aqueles que acreditam
que o Bem viver é possivel para todos, para todos.
Dormi com um amigo de muito tempo de uma comuna anarca comunista (essas etiquetas…)
e foi tão bom sentir pelo menos do lado (não é peguete galera ! hehe existe amizade
entre “homens” e “mulheres” hehe) e de manhã ele meditando, depois de toda nossa
conversa sobre sociedade do consumo, ele pegando táxi (que eu ri), ele trampa fazendo
partes de uma casa em madeira e, por isso, ele olha portas e janelas com outro olhar,
e faz sua sobrevivência de Hong Kong a Miami…
Breve, essa conversa é mais longa do que se imagina
mas sabemos que existe todo um modo de vida aí de boa com a natureza e ecologia social
(dois termos casando os místicos com os clássicos) e que mesmo nao atacando
somos atacados, que mesmo sendo o que somos paresia somos atacados,
primeira ameaça virtual detectada, descobri o que é Incel,
a ameaça veio de São Paulo e ja (tentar ao menos) acionei um amiga dele...
e foi tão bom sentir pelo menos do lado (não é peguete galera ! hehe existe amizade
entre “homens” e “mulheres” hehe) e de manhã ele meditando, depois de toda nossa
conversa sobre sociedade do consumo, ele pegando táxi (que eu ri), ele trampa fazendo
partes de uma casa em madeira e, por isso, ele olha portas e janelas com outro olhar,
e faz sua sobrevivência de Hong Kong a Miami…
Breve, essa conversa é mais longa do que se imagina
mas sabemos que existe todo um modo de vida aí de boa com a natureza e ecologia social
(dois termos casando os místicos com os clássicos) e que mesmo nao atacando
somos atacados, que mesmo sendo o que somos paresia somos atacados,
primeira ameaça virtual detectada, descobri o que é Incel,
a ameaça veio de São Paulo e ja (tentar ao menos) acionei um amiga dele...
Breve,
Quero agradecer aos meus camaradas de casa (Elô, Chloé e Abdo) que me dão estrutura
de start up anarca-autonomista, que eu sou essa romântica e que amo um CAT
(casamento autônomo temporário), que é bom casar e pensar esse domicilio de vida,
para poder sair por aí pela rua falando de política.
de start up anarca-autonomista, que eu sou essa romântica e que amo um CAT
(casamento autônomo temporário), que é bom casar e pensar esse domicilio de vida,
para poder sair por aí pela rua falando de política.
terça-feira, 27 de agosto de 2019
off diario in vino veritas
essa foto é uma imagem daquelas de cansaço de dizer to sem celular de ferias
mas amanha volto pro zap total pra organizaraquela resistenccia
contra a mafia do narciso
criar sujeito de potencia
ainda amo e essa é a luta
amor
saudade
oxente
ainda amo com a pexeira na mão
Kelly Saura Juliana Japiassú
contra a mafia do narciso
criar sujeito de potencia
ainda amo e essa é a luta
amor
saudade
oxente
ainda amo com a pexeira na mão
Kelly Saura Juliana Japiassú
M.,
Quand dans ta "réalité" dite matériel ou concret dans une certaine mesure il faut être "fonctionnel" ou rationnel, il faut manger, dormir, faire de sport, lire, écrire, parler et je ne sais pas combien d'activités on fait et dès fois plusieurs au même temps, tu es vite comme moi, tu le sais ce que je veux dire...
Quand il faut être comme ça, où il y se retrouve le moment de totale "feel" (Madonna like a virgin hehe) ou passionnant, ou encore, sensible, cosmogoniques, mes mères Yemanja et Oxum, hihi, en fait c'est ça que je cherche maintenir comme quand j'étais un enfant terrible qui fuyait à la plage pour parler avec des êtres invisibles mais puissant, la puissance
j'aime bien la puissance, mais ce n'est pas hiérarchique, ma naïveté en fait c'est une masque pour donner l'opportunité de choix et de décision aux "autres", mais bon tout ça pour raconter mon récit de voyage à Sardaigne.
Avec Kelly, mon amie artiste, entrepreneuse, productrice, archi chouette, j'ai vécu la sensation d'y aller au monde de pirate de la sardaigne, tout au contraire dans la réalité actuelle, les super riches avec ses voitures de merde ferrari et porsche
et, pour lancer cette confession je t'avoue, au côté de ses mésaventures anthropologiques de riches (il y avait même le bateau de l'homme plus riche du monde ! ) il y avait aussi une copine à Kelly, la pauvre je ne vais même pas donner son prénom, parce que c'est pas le cas de l'exposer...
Elle a 43 ans, père suicidé quand elle était petite, la plus jeune qui avait toujours une protection de classe moyenne (ça veut dire beaucoup au Brésil), les premiers jours je laissé qu'elle décide pour tout... parce qu'elle n'a pas "d'argent" et des habitudes on dirait plutôt difficiles, danseuse professionnelle, elle fait beaucoup beaucoup beaucoup de sport, ne mange pas souvent et ne fait pas la fête, une situation idéale pour s'entraîner avec la vie, j'ai cru que c'était ça, mais finalement au bout de trois jours, franchement, je me suis dit pour quoi cette détachement si radicale ? pour quoi tu dois accepter ce mode de vie - au moins au premier degré si compliqué si souffrante?
le déclencheur c'était le moment que j'ai décidé (j'ai appris l'initiative finalement) de prendre du stop, putain plus de 2 heures de marche pour passer 1h et demie dans la plage (archi belle sauvage, on se baigné nudes et tout), j'ai décidé que le retour on pourrait prendre du stop.
Ok le premier mec, il nous a laissé bien dans la route.
Le deuxième avait une route différent mais avant de partir il a proposé faire du "sexe orale" en échange du stop.
pour moi c'est plus une fois une routine (peut-être ça vient de cette habitude le fait que j'arrive à imaginer et présentifier d'autres réalités, comme le poéte Fernando Pessoa? Ou encore quelqu'un de philosophe ? oh j'ai vraiment senti les pirates de la sardaigne, dans sommes au milieu d'un chien de monde (mundo cão) ou comme le film https://en.wikipedia.org/wiki/Dog_Day_Afternoon
elle a complétement mal a pris, genre des personnes qui sont "super sensibles" qui n'ont pas cette ambivalence entre sensibilité et sociabilité, silence et action, force de "soutenir" un affect sans tomber enfin je ne sais pas expliqué, (on peut développer cette question hors de notre rencontre) elle est effectivement de quelqu'un de très seule et têtue (comme moi).
Touché, l'identification directe. Bref, au bout du troisième jour c'était moi qui a pété un câble, et même en français ! hihihi j'ai cris "c'est suffit!"
c'était la dernière soirée mais quand même j'ai montré que je ne suis pas si soumise à ces formes de vie, à mon avis et qu'à mon avis, dépressive, autosaboteur, négative (dans le sens même péjorative) et surtout triste, à la Spinoza.
je ne sais pas quoi dire, c'est juste que pour moi c'était plus une fois des moments difficiles (j'ai perdu mon visa et cassé le portable, je ne la culpabilise pas, mais je me sens un peu influençable avec les gens que sont de mon côté, et j'essaie justement maintenir une certaine distance protectrice...)
bref, si c'est de la folie esquizo analytique hehe, je n'avoue pas pour la possibilité de vérité, mais de sensibilité, cette moeuf m'as touché pour l'état de souffrance que l'être humaine peut avoir...
finalement à force du temps on s'habitue à vivre dans les pires conditions, c'est notre caractère "unique" l'adaptation.
et même dès fois tu croise des gens super et il faut simplement percevoir qu'on ne peut pas créer des relations avec "tout" le monde, que le corps est limité à un espace de chair et des affects-forces... je me prépare par cinq jours d'événements sur le Brésil et il faut que je sois forte, pour ne pas tomber dans la tristesse de la fin du monde, que c'est le cas réel, M., mon pays est en train d'être détruite, et je peux pleurer en n'importe quelle moment je peux devenir finalement une comedienne
et tu me manques, ta intelligence, ta sensibilité, tes intuitions, je ne sais pas si c'est parce que mes projets ne sont jamais faites toutes seules, qu'il y a le besoin et n'a pas de soucis, qui nous sommes faites pour être ensemble, peut-être communale tribale que ce soit des souvenirs perdues de l'époque rupestre maritime, et dans la réalité du boulot tu me lis si tu veux, je vais t'envoyer un article court sur Grada Kilomba (il faut que tu la lise, absolument et c'est court et dans les verveines des bell hooks et angela davis et fanon, elle est une déesse, quand tu la vois tu vois une déesse oh putain, elle guéri avec le regard et son récit, l'amour qui est politique, mais sans hiérarchie, et c'est pour ça justement)
mes recherches sur la Vénus dans ce chaos totale vont très bien je hâte de pouvoir discuter avec toi, or je suis revenue sur l'origine du monde, je veux dire, l'origine de la conscience de soi et de l'autre, quand une femme a vue sa image sur le reflet du soleil dans la cave et qui n'a pas pue oublié dans les rêves et dans la routine, qui elle existait, tant fort qu'elle a fait une sculpture (la Vénus de Willendorf) mais en tout cas ce que je veux dire c'est que partout la conscience peut arriver comme un flash ou insight ou épiphanie et qu'il y un monde de gens qui ne pense pas, qui ne pratique pas la pensée qui vit comme des rôbos ou frankstein et c'est pas grave, il faut se détacher du délire de sauver le monde, il faut résister surtout, enfin je ne sais pas c'est une confession des pistes... comment parler de la relation quotidienne quand il y tant de degrés ?
je vais finir cette lettre avec une franchise totale, unique et comme moi parrhésiaque
https://fr.wikipedia.org/wiki/Parrh%C3%A9sie
je t'aime, et à chaque fois qu'on va se voir sera comme la dernière fois, parce qu'on ne sait jamais
de mon côté quand je vais rencontrer un nouveau amour et je ne sais pas si j'arrive à organiser ma vie de façon non monogame avec un désir de corps d'accoucher et un envie de vie réel avec l'amour, quelqu'un ou une qui est là.
hehe et on peut rigoler aussi, de mes bêtises philosophiques, j'espère avec l'axé, tutti respectueux et sexy, un sinnlichkeit, une confession secrète
quarta-feira, 26 de junho de 2019
Paris charivari
Français après le portugais
Miau miau : Sempre escrevo
pra organizar as ideias mas também pra ajudar a quem quer/precisa.
Sou um ser
que
Achava que
precisava do mundo pra ser/existir/estar
Que precisava
de amor, de amigos, de trabalho, de estrutura, de social, de vida
E me dava
por completo numa gratidão sem fim nem comercio
Achava que era
uma necessidade vital, maconha, amigos, amor
Pois bem
eis que nesta cidade Paris que de romântica não tem nada a gente leva umas
porradas bem capitalistas
É uma
cuidadora que te ensina na porrada, Paris, é uma cidade selva
Por isso a
cada indiferença branca – parece que para um branco existir ele precisa anular
um outro e me perdoe as amigas que as amo de verdade mas é cada uma que so
vendo – Paris tem cada gente boçal metida a besta que te olha no menosprezo e
agora como tamo na luta tenho que me jogar na cara dessas pessoas e conviver
com a politica dos afetos que faz de proposito : não sou ninguém, nem objeto
nem sujeito do teu interesse, o que importa é a luta !
Eu respondo
no silencio sorriso
Quem ama /
amo
Mas essa
cidade que bate : fui literalmente perseguida na rua, fui literalmente tantas
coisas que ô cidade intensa da porra, agora so quero desabafar e dizer : tudo é
por você, não é maconha, festa, amigos, quando vc percebe que é vc o dono de
si,
Isso mesmo
o você é também saber fazer o rolê, mas isso mesmo o você é também saber pedir
ajuda, é também saber se conectar
Oià minha
mãe me dê forças pras porradas capitalistas, que privatiza o eu, que vende a
gente (também, minhas amigas negras) como a carne mais barata do mercado, so to aqui pra
estar na luta, fronteira de ganância e vaidade
E liberdade,
a minha alforria ninguém tira !
Um novo
amor, interior... perdoa as besteira q eu falo ninguém é perfeito
Continua à
ser feito....
Français après le portugais
Miau miau : Sempre escrevo pra organizar as ideias mas também pra ajudar a
quem quer/precisa.
Sou um ser que
Achava que precisava do mundo pra ser/existir/estar
Que precisava de amor, de amigos, de trabalho, de estrutura, de social, de
vida
E me dava por completo numa gratidão sem fim nem comercio
Achava que era uma necessidade vital, maconha, amigos, amor
Pois bem eis que nesta cidade Paris que de romântica não tem nada a gente
leva umas porradas bem capitalistas
É uma cuidadora que te ensina na porrada, Paris, é uma cidade selva
Por isso a cada indiferença branca – parece que para um branco existir ele
precisa anular um outro e me perdoe as amigas que as amo de verdade mas é cada
uma que so vendo – Paris tem cada gente boçal metida a besta que te olha no
menosprezo e agora como tamo na luta tenho que me jogar na cara dessas pessoas
e conviver com a politica dos afetos que faz de proposito : não sou ninguém,
nem objeto nem sujeito do teu interesse, o que importa é a luta !
Eu respondo no silencio sorriso
Quem ama / amo
Mas essa cidade que bate : fui literalmente perseguida na rua, fui
literalmente tantas coisas que ô cidade intensa da porra, agora so quero
desabafar e dizer : tudo é por você, não é maconha, festa, amigos, quando vc
percebe que é vc o dono de si,
Isso mesmo o você é também saber fazer o rolê, mas isso mesmo o você é
também saber pedir ajuda, é também saber se conectar
Oià minha mãe me dê forças pras porradas capitalistas, que privatiza o eu,
que vende a gente (também, minhas amigas negras) como a carne mais barata do mercado, so to aqui pra
estar na luta, fronteira de ganância e vaidade
E liberdade, a minha alforria ninguém tira !
Um novo amor, interior... perdoa as besteira q eu falo ninguém é perfeito
Continua à ser feito....
Français pirate
Miau miau :
j'ai toujours écris pour organiser les idées mais aussi pour aider ceux qui ont
le bseoin/l'envie
Je suis un être qui
Pensais
avoir le besoin de tout le monde pour être/exister/carencia necessité
Qui nécessite
d’amour, des amies, du travail, d’structure, du social, de la vie
Et en revanche
je me donnais complètement dans une gratitude sans fin ni commerce
J’ai pensais
que c’était une nécessité vitale, pétard, amies amour
Alors, voilà
que à Paris – de romantique il n’y a rien – on se tape la gueule parmi les
charivaris capitaliste
C’est une
maîtresse qui te guide dans le charivari, Paris, c’est une ville jungle
C’est pour
cela l’indifférence blanche – puisque pour un blanc exister il besoin annuler l’autre
et pardonnez-moi mes amies qui je vous aime véritablement, mais c’est chaque
situation qu’il faut voir pour croire – Paris a cette hiérarchie social
important du monde qui met la gueule comme le plus important du monde et
maintenant que je suis dans la lutte il faut convivre
Je dois
jouer un jeu de politique des affects qui se fait exprès : je ne suis
personne, ni objet ni sujet de ton intérêt, ce qui importe c’est la lutte !
Je réponds en
silence sourire
Qui aime /
aime
Mais cette
ville charivari : je fus littéralement persécuté à la rue, je fût littéralement
tellement des choses qui oh putain cité intense maintenant j’ai envie juste de
parler ce qui se passe : tout c’est pour toi, ce n’est pas le pétard, la
fête, les amies, quand tu finalement percevais que toi c’est le patron de soi
même (étant donné l’inconscient infériorisant)
C’est cela,
toi est aussi savoir faire les balades, mais celui-ci même le toi qui est aussi
savoir demander aide, c’est aussi savoir se connecter
Oià ma mère,
donne-moi les forces pour me défendre du capitalisme qui me tape, qui privatise
le moi, qui vends le gens (aussi mes très chers amies noires) comme la viande
la moins cher du marché, je suis là pour être à la lutte, frontière de cupidité
et vanité
Et la liberté,
l’émancipation personne nous le croque !
Un amour intérieur… désolée les bêtises qu’on
parle, personne n’est parfaite
À continuer être faite.
quarta-feira, 19 de junho de 2019
off diario Paris
Off diario Paris
Com a força do odio eu voltei pra casa
E, eu, que me recuso à voltar pro odio
Volto,
Volto pra esse sentimento
Mas ai, pera la, eu não tô sozinha !
/
tive um bar maravilhoso com uma amiga da filosofia e uma nova amiga
que faz arquitetura e canteiro de obras de gênero (de verdade, eu so sou conceito).
conversamos três horas sobre isso ai o que vc ta pensando : tudo, e nada, sobre micromachismos, mas é ne, bar é coisa de privilegiado, a gente pensa que nunca vai acontecer com a gente, porque temos consciencia da violência ou da opressão...
resolvi curtir Paris sozinha, como fazia enquanto graduada na Lapa,
fazia tempo que eu nao piruava
logo hoje
/
hoje visitei o Museu de Historia Natural de Paris, hoje antes de sair de casa chorei, chorei pela Vênus Hottentote, chorei pela mulher Sarah Bartman que ela foi, toda e qualquer violência que ela sofreu não foi banal!
Vénus ou Afrodite são sinônimos ou sinonimidades de uma alegoria ao mesmo tempo do desejo e da representação feminina. A primeira pergunta que se coloca : por quê um mito funcionaria tal qual um modelo pedagogico de comportamento moral, numa pratica discursiva, - O machista que oBJECTIFICA a mulher - moral relacionado à "padrão de beleza" ou ainda que força ou potência conceitual que se possui tal - conceito-nome - significado para que percorra séculos - diriamos milênios - nessa ambiguidade entre o que é padrão - filosofia da existência ou na técnica filosofica ontologia - e o proibido.
A Vénus Ideal e a Vênus Vulgar
/
Sarah, eu vou te vingar, me perdoa, não é por ser mulher, não é por ser, não é,
A cada gota de violência a cada gota de guerra
/
A Vénus é ambigua entre o modelo de domesticaçao feminina e colonial e o modelo do proibido sedutor do corpo e do exotico, e à essa ambiguidade se direciona a pesquisa da tese de doutorado à assumir um plano metodologico dividido em três "grandes" partes : pedagogia, historia e arte-sensibilidade-reparação.
A Pedagogia griô, Paulo Freire e a questão do desejo para jovens e adultos (meu caso tem esse recorte, Vénus é sexo, erotico, dos usos do prazer e de como educamos à nao machucar o amiguinho)...
Historia é o que se é, nao vamos negar a colonização, nessa altura do campeonato o que mais temos que fazer é assumir nossa historia e partir pra cura
Arte, Grada Kilomba e a descolonização, é sim, é isso, saber que um condicionamento social muda-se com coletivo, com comuna, com amor...
/
Ai gente, tô amando ne, a vontade de escrever é feita de amor, hoje rezando e pedindo a bença à Sarah, à toda homenagem que vou fazer ...
Dizia-se que ela bebia muito "eau-de-vie", cachaça
Pois quem diria beba às 2 e meia da manhã...
/
El Maricon
Hoje um cara me perseguiu enquanto eu passeava, era 22h, eu tava de boa, ofereci ele uma cerveja pra ver se ele parava de me seguir, me ofereceu maconha e cocaina, achou que eu era turista, mal sabia ele que eu sou graduada em Tarnac e pos-graduada em Lapa, ao mesmo tempo ser mulher é ser objeto, vc nunca sabe quando vai ser a proxima vez que vc vai ser estuprada, o cara ficou me seguindo dizendo que nao ia me deixar sozinha, comecei a falar mais alto - isso tudo em ingles bebado - I DONT NEED YOU, I WANT STAY ALONE - sendo que foi no meu falar alto natural da vida, sorrindo dizendo de boa, tipo sai fora brother me deixa em paz mas de boa, uma bicha que tava muito calma comendo suas batatas fritas, do lado, sussurou are you safe ( vc ta a salvo)? eu rapidamente mudei de lado e falei i dont know (eu nao sei), o tempo que a bê se ocupou com o boy e eu fui pegar a bike, eu comecei a ouvir gritos, tipo viado bicha maricon pédé fag, e sempre calm, calm, me abraçoou falou que nem precisava saber do meu nome, que ja era suficiente tudo aquilo que se tinha feito
BROTHER
Banal, que nao serve pra nada mas serve pra tudo
Filosofia, essa a que eu acredito, amizade-amor pela sabedoria
e é açao pra caralho ser de boa na vida !!!!!
Sai feliz e contente pela primeira vez (em muito tempo) fui defendida por um estranho que nao queria minha buceta nem nada... Como faço tantas vezes...
Converso com Clarinha, uma amiga do Chile, falamos em portunhol e ela me lembrou em espanho é maricon...
Me lembrou que estamos em uma cidade "grande" e que é isso, guerra cotidiana, cidade-panfleto
/
Caleidoscopio da paciencia e da confissão
(somos todas !)
/
Continua...
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