sábado, 29 de fevereiro de 2020

off diario

 Desde mais ou menos agosto de 2017 veio “seriamente” a inspiração em fazer uma ação direta de retomar a pesquisa amoral num sentido mais pedagógico de diálogo e de encontro, convergindo junto com a minha pesquisa em filosofia. Foi preciso dois anos e meio para que eu criasse “coragem”.

Porque num mundo em que reconhecimento se consegue no grito e na fama, buscar um lugar de sujeito ou de fala é um processo primeiro de si, de coragem de se mostrar e depois de encontrar nossas redes e afetos.

Só que agora o babado tá quente e eu tô em pesquisa de campo, naquelas de que se questionar se eu não me reconhecer enquanto tal quem vai ? Explico, quando se encontra numa pesquisa de campo em que se precisa de espaços e mesmo público que se interesse em entender a dinâmica de pensamento que você tá propondo, para trabalhar em grupos e apresentar que seja cursos e seminários, é preciso ir atrás nesse mesmo mundo em que reconhecimento só se dá por dinheiro ou fama. Quando sabemos que muitas vezes o machismo, o racismo e o classismo te colocam nos dois mundos invisibilizados.

Eu tô meio cansada de tentar mandar inbox pedindo espaço e reconhecimento, de jogar um jogo necessário do saber falar coletivamente individualmente, de conseguir coisa para caralho e o babado é forte e lindo e intenso e minha nossa senhora do axé que eu agradeço todo santo dia as santas que me guiam.

Porém tem um babado específico : a pesquisa de campo é uma proposta que eu me fiz para voltar a fazer uma pesquisa amoral (performance que fiz de 2010 à 2015, algo assim) inspirada do trabalho de pesquisa de mercado, para que eu possa conversar com as pessoas sobre a minha tese em filosofia, e o que é uma tese em filosofia ?

À meu ver, e vamo ver né porque nois é silenciada mas nois grita, é apresentar um problema e à partir desse problema ver quais são as questões que circundam o problema, para começar devagar e gostoso.

O meu é a cultura do estupro, é esse o meu problema principal, sendo sensível e inteligente como falar sobre isso de maneira que a gente não tombe,

segura que lá vem nome bonito : a gente discute a representação sexual feminina e como à partir de um processo de descolonização do pensamento representar o sexual feminino numa pedagogia autônoma erótica e emancipadora (para si e para o outro)

sendo teimosa, dizer que no meio de uma necropolítica, ou política da morte, existe esse front de cuidado dos afetos, que devemos manter a cabeça erguida em front à essas tentativas diárias de genocídio e epistemicídio

nossa arma é a arte (como estética, sensibilidade e princípio cosmogônico)
é a cultura

bell hooks e paulo freire já cantaram a letra

Para resumir a ação consiste em vir conversar comigo sobre a minha tese e se quiser se confessar no melhor estilo filosófico do termo, também ensino à fazer spray de pimenta caseiro e se autodefender, é isso, gostaria de começar esses ensaios de diálogo e transcrever depois num capítulo da tese, em vez de ficar tentando espaços na vida acadêmica quando na maioria das vezes ainda oc
isso, gostaria de começar esses ensaios de diálogo e transcrever depois num capítulo da tese, em vez de ficar tentando espaços na vida acadêmica quando na maioria das vezes ainda ocorre aquele velho julgamento pela imagem ou aparência, da quenga ou da doida. Vai ser na praia, com todas as brincadeiras de uma Pomba-Gira Afrodite, filha de Iemanjá, em Salvador na praia da paciência e em Fortaleza na praia dos crush (melhores nomes de praia).

PS : pros que só querem me reduzir à uma buceta, perdoe e se insistir no inbox vai ter block não te demores onde não tenha amor.


Evoé axé o amor ta aqui agora e sempre

Marquei as pessoas que eu amo e gostaria muito uma opinião sobre o texto e essas idéias de tentar renovar uma pedagogia pros adultos tendo em vista uma coisa de contar história, num front afetivo de nossa memoria e o que fazer nesses tempos em que vivemos.


ENFIM UHU nervosah


https://web.facebook.com/events/655672515250184/

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Off diario Salvador - Bahia


No inicio foi um pouco complicado porque as pessoas me tiravam de "branca" num sentido negativo.
Sendo que na França as pessoas (racistas diga-se de passagem) me tiram para a "estrangeira brasileira latina" e em alguns muitos casos "aquela que so serve pra dar a buceta"
Mas Salvador é cidade de Axé e eu sou com muito orgulho filha de Iemanja que me protege mesmo com cansaço e asma e alergia e medo de morrer e/ou fracassar na vida. Ela me protege e como explicar que eu fui parar no Alto da Sereia ?!!!
Pra quem viu eu tava sem quarto e assim vim parar no canto que é dela.
Meu amor so tenho a te agradecer.
Tenho trabalhado muito, no que gosto, deixando de lado o terrorismo necropolitico que vê o Brasil como o fim do mundo, num velho racismo de achar que esse lugar mestiço e negro e indigena nao é lindo.
Tentam nos derrubar mas somos resistência!
Essa foto foi tirada num campo perto de Toulouse num dos eventos dos mais inspiradores o qual eu fiz um banho numa jovem, um banho de proteção e amor.
Por isso, que é para ela e para elas (todas elas, sabe-se bem)
Axé e muito axé que mesmo que nosso destino ja sabemos tem esse fim nao me arrependo em nada, ao contrario, é de encontro que estamos falando !!!
Foto de @maurice bam
Atelier Bidoullage philosophique - Montalivet 2019

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

off diario tese


Off diario


Durante muito tempo tive medo de escrever filosofia, de me assumir filosofia, de dizer que venho desta terra que nao da dinheiro, mas que faz (bem) viver, de acabar trabalhando com politica e pedagogia por emancipação social... Sem querer ser importante nem nada.

Nao tem caô, cada um faz o que pode nesse mundo cão, mas escrever é se emancipar, ja nao quero ser homem branco filosofo, nessa corrida da vida sei bem os (meus) limites e privilegios, so queria mesmo mostrar um pedaço, até bem pequeno, mas que da gosto poder sim fazer uma tese, hahaha a loka nem sei se vou conseguir na real, todo dia um dia.

Brasil, tô chegando, perdoa a bobeira (to cheia de dedos, mas é nervoso)

Este é um canal que quem quer pode compartilhar as informações, inclusive uma (quase) inutil tese em filosofia, hehe porque q eu me exponho ? haha nao sei mesmo, deve ser coisa do ego

Breve, um beijo

Tradução do trecho off diario da introdução da tese (ainda nao sei se vou colocar, mas ta ai) :

Por isso sempre haverá um compromisso pedagógico de desejo, para que possamos ser autônomos e coletivos, ecológicos e sociais, transmutando amor à política e justiça ao amor, para que não nos impeça nem de viver nem de nos descolonizarmos, e aqui eu sou universal: é necessário descolonizar a todes e todas, deixar de julgar as pessoas pelas suas origens ou por critérios que excluem através de hierarquias de valor e significado, não é assim tão complicado: basta estar lá, não é preciso saber falar bem ou se expressar, viver basta.

A tese é dividida em três partes 1) genealogia da representação em três fases : de hetaire afrodita, matriarcado, patriarcado (segundo Bachofen); 2) exemplo greco-romano Afrodite / Vénus (porque sim e mais com Vincianne Delforge e Pausanias, mas tem Platao tb e uma lista enorme de gente que fala das obras de arte); 3) pensar o futuro: descolonização do desejo, pedagogia erótica-estética e Iemanjá, minha mãe


Se flopar flopou, axéééééé




quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

off diario ano novo


Off diario ano novo

Que o ano novo é um evento pra gente regrada poder se liberar um pouco no meio dessa sociedade punitiva e criminal

Que o ano novo é uma crença como papai noel

Que essa festa remete muito mais à uma catarse para que possamos acreditar que as amizades verdadeiras sao essas cheias de aparência

Não importa, mas desde o ano passado me disse e me digo não passo mais o ano novo sem pensar nele como um fenômeno que nos modifica

Seja pela euforia provocada, imagina no mundo ocidental todo, pelo menos, enfim

O que quero dizer é que desejar votos, derrubar o Bolsonaro, fazer da vida um babado mais feliz e comum à todes, que fazer disso uma comuna ideia de amor e alegria, que junta desde minha mãe em Parajuru aos amigos do mundo todo que ontem me veram mandar mensagem sob efeito paresiaco e irreverente da festa do ano novo (mais babados inbox)

DAQUI HA 28 DIAS CHEGO NO BRASIL

Por isso que esse ano novo ao meu ver foi simples e direto, com amigas, babado e confusão numa casa de campo, tranquila gastando pouco mas com champanhe, porque q todo mundo quer ser visto e por isso tb quero, mas do jeito que sou com gin tonica e comunismo

Ir pro Brasil vai ser bem especial, cheio de firula e talvez erro e caos, mas o medo ja nao tenho, sou brava e consciente

Breve minha gente finalmente FELIZ ANO NOVO!!!

na imagem a legenda : "a dignidade é voce saber se portar a si mesmo no mundo"

um parentêses : quero sim ser reconhecida como escritora, mundana porque publica no facetruck e em blog do google, mas escritora, profana porque é pra todes, mas que respeita os axés e que ta aqui em conexao com esse outro indizivel que sabemos ser mestre e rei das forças que limitados somos, à um pequeno cerebro arrogante de achar que domina... bom... enfim... que seja especulação ou literatura é pra rir também da leveza da vida e da ressaca,


sábado, 14 de dezembro de 2019

Off diario



Estou passando por um divorcio, vou sair da casa que moro ha três anos, doi realmente como uma separação e liberta realmente como se tivesse “solteira”...
Digo isso porque durante muito tempo acreditei precisar do “outro” pra ser feliz, que não poderia ser feliz por mim mesma, sendo o que sou, porque se fosse assim seria narcissismo.
O fato é que se tu não faz o teu, meu chapa, não tem quem faça. E quando – dentro desse mundo cão capitalista escroto hiper competitivo e dificil – você consegue, o melhor é acreditar que o “chegar la” é desde o instante que tu se empodera e vive tua vida do jeito que tu quer, mesmo que doa, mesmo que seja duro dizer não, não vou aceitar nem perseguição, nem humilhação, não sou tua escrava sentimental...
Se divorciar portanto não é tão simples, nem facil, mas quando é necessario abre essa brecha pra pensar – tomando o cuidado pra não ser uma simples egotrip ou fazer juizo de valor, cada um vive do jeito que quer e viva a liberdade – mas pensar sobre si mesmo e o que você/eu somos.
Tô em busca de casa nova e uma coisa é certa : a vida ta ai pra ser vivida.

Brasil, tô chegando... nervosa de saudade, vo tentar ficar calma até la...

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

08 novembre

Journal intime guérison du racisme ordinaire / Off diário desabafo cura do racismo ordinário

O que vocês fazem quando vivem uma injustiça? Quando é um misto de racismo, inveja, insegurança, um ataque gratuito... A pessoa chega, fala super rápido, achando que eu não vou entender, queria eu não entender francês, queria eu deixar passar mais esse racismo ordinário, pq se eu fosse branca europeia ela não chegaria e me diria : que você fique longe o maior tempo possível...

Daí eu fui escutar Brujas da Princess Nokia e achei esse Mantra, vale a pena! Eu respiro e penso comigo mesma : vc N vai cair na pecha dessa racista... Ela é só uma aparência e passa como tudo passa... O que importa é : amor, próprio e com o outro.

É Lula livre porra!!! Livres RAFAEL Braga e Renam da Penha!!!!

Qu'est que vous faites quand vous passez par une situation d'injustice ? Lorsque c'est un mélange de racisme, jalousie, insécurité et bref un attaque gratuit... Elle arrive et me dit super vite, comme que je vais jouer avec toi, pour que tu ne me comprenne pas, j'aimerais ne pas te comprendre... Si j'étais blanche européenne, elle n'arriverais pas à me traiter avec des mots qui blesse et un regard qui rendre l' invisibilité... En tout cas, je me suis allée écouter de Princess Nokia Brujas et voici cette émission radio qui m'a guérit encore.. Ce que le racisme ordinaire veut ce qu'on arrête de vivre. On résiste ! Merci Kilomba et Fanon.

Coucou je ne suis pas seule j'ai l'amour en moi et vers l'autre, ce qui importe.

Ton racisme ordinaire reviens sur toi et ta vie misérable...

Lula libre !!!

Un Mantra de self respect et amour :

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

off diario desabafo amores politicos dias de luta

Amores políticos 


Esses últimos dias sem tempo para nada, concentrada em fazer o que nós, 
para aqueles que se incluem nesse coletivo de luta e vida amorosa, 
querido 
Luis Bunuel.
 Nós nos damos essa tarefa de fazer, lutar, lutar pelo futuro, 
porque se antes éramos esse país 
desse futuro e permitia viver tranquilo agora é o tempo de lutar, 
lutar intelectualmente, 

pela saúde mental de todo um povo, ver a 
cultura brasileira assim desaparecer 
em necropolítica 

e genocidio 

(e não me venha dizer que não que são vários atentados diários 

e mesmo à racionalidade dá vida em comum que é pautada em ser justa para todos) 

 sem ao menos tentar uma descolonização, criar algo novo, uma nova civilização,

 sem hierarquia de classes, sem inferiorização de o que quer que seja pela diferença
alguém me diz com um sorriso que sabe dos inocêncios aqueles que acreditam 
que o Bem viver é possivel para todos, para todos.


Dormi com um amigo de muito tempo de uma comuna anarca comunista (essas etiquetas…) 
e foi tão bom sentir pelo menos do lado (não é peguete galera ! hehe existe amizade 
entre “homens” e “mulheres” hehe) e de manhã ele meditando, depois de toda nossa 
conversa sobre sociedade do consumo, ele pegando táxi (que eu ri), ele trampa fazendo 
partes de uma casa em madeira e, por isso, ele olha portas e janelas com outro olhar, 
e faz sua sobrevivência de Hong Kong a Miami… 

Breve, essa conversa é mais longa do que se imagina 
mas sabemos que existe todo um modo de vida aí de boa com a natureza e ecologia social
 (dois termos casando os místicos com os clássicos) e que mesmo nao atacando 
somos atacados, que mesmo sendo o que somos paresia somos atacados, 
primeira ameaça virtual detectada, descobri o que é Incel, 
a ameaça veio de São Paulo e ja (tentar ao menos) acionei um amiga dele...

Breve,


Quero agradecer aos meus camaradas de casa (Elô, Chloé e Abdo) que me dão estrutura 
de start up anarca-autonomista, que eu sou essa romântica e que amo um CAT 
(casamento autônomo temporário), que é bom casar e pensar esse domicilio de vida,
 para poder sair por aí pela rua falando de política.


Amores






terça-feira, 27 de agosto de 2019

off diario in vino veritas

essa foto é uma imagem daquelas de cansaço de dizer to sem celular de ferias
mas amanha volto pro zap total pra organizaraquela resistenccia
contra a mafia do narciso
criar sujeito de potencia
ainda amo e essa é a luta
amor
saudade
oxente
ainda amo com a pexeira na mão
Kelly Saura Juliana Japiassú

M.,



Quand dans ta "réalité" dite matériel ou concret dans une certaine mesure il faut être "fonctionnel" ou rationnel, il faut manger, dormir, faire de sport, lire, écrire, parler et je ne sais pas combien d'activités on fait et dès fois plusieurs au même temps, tu es vite comme moi, tu le sais ce que je  veux dire...

Quand il faut être comme ça, où il y se retrouve le moment de totale "feel" (Madonna like a virgin hehe) ou passionnant, ou encore, sensible, cosmogoniques, mes mères Yemanja et Oxum, hihi, en fait c'est ça que je cherche maintenir comme quand j'étais un enfant terrible qui fuyait à la plage pour parler avec des êtres invisibles mais puissant, la puissance

j'aime bien la puissance, mais ce n'est pas hiérarchique, ma naïveté en fait c'est une masque pour donner l'opportunité de choix et de décision aux "autres", mais bon tout ça pour raconter mon récit de voyage à Sardaigne.

Avec Kelly, mon amie artiste, entrepreneuse, productrice, archi chouette, j'ai vécu la sensation d'y aller au monde de pirate de la sardaigne, tout au contraire dans la réalité actuelle, les super riches avec ses voitures de merde ferrari et porsche

et, pour lancer cette confession je t'avoue, au côté de ses mésaventures anthropologiques de riches (il y avait même le bateau de l'homme plus riche du monde ! )  il y avait aussi une copine à Kelly, la pauvre je ne vais même pas donner son prénom, parce que c'est pas le cas de l'exposer...

Elle a 43 ans, père suicidé quand elle était petite, la plus jeune qui avait toujours une protection de classe moyenne (ça veut dire beaucoup au Brésil), les premiers jours je laissé qu'elle décide pour tout... parce qu'elle n'a pas "d'argent" et des habitudes on dirait plutôt difficiles, danseuse professionnelle, elle fait beaucoup beaucoup beaucoup de sport, ne mange pas souvent et ne fait pas la fête, une situation idéale pour s'entraîner avec la vie, j'ai cru que c'était ça, mais finalement au bout de trois jours, franchement, je me suis dit pour quoi cette détachement si radicale ? pour quoi tu dois accepter ce mode de vie - au moins au premier degré si compliqué si souffrante?

le déclencheur c'était le moment que j'ai décidé (j'ai appris l'initiative finalement) de prendre du stop, putain plus de 2 heures de marche pour passer 1h et demie dans la plage (archi belle sauvage, on se baigné nudes et tout), j'ai décidé que le retour on pourrait prendre du stop.

Ok le premier mec, il nous a laissé bien dans la route.

Le deuxième avait une route différent mais avant de partir il a proposé faire du "sexe orale" en échange du stop.

pour moi c'est plus une fois une routine (peut-être ça vient de cette habitude le fait que j'arrive à imaginer et présentifier d'autres réalités, comme le poéte Fernando Pessoa? Ou encore quelqu'un de philosophe ? oh j'ai vraiment senti les pirates de la sardaigne, dans sommes au milieu d'un chien de monde (mundo cão) ou comme le film https://en.wikipedia.org/wiki/Dog_Day_Afternoon

elle a complétement mal a pris, genre des personnes qui sont "super sensibles" qui n'ont pas cette ambivalence entre sensibilité et sociabilité, silence et action, force de "soutenir" un affect sans tomber enfin je ne sais pas expliqué, (on peut développer cette question hors de notre rencontre) elle est effectivement de quelqu'un de très seule et têtue (comme moi).

Touché, l'identification directe. Bref, au bout du troisième jour c'était moi qui a pété un câble, et même en français ! hihihi j'ai cris "c'est suffit!"

c'était la dernière soirée mais quand même j'ai montré que je ne suis pas si soumise à ces formes de vie, à mon avis et qu'à mon avis, dépressive, autosaboteur, négative (dans le sens même péjorative) et surtout triste, à la Spinoza.

je ne sais pas quoi dire, c'est juste que pour moi c'était plus une fois des moments difficiles (j'ai perdu mon visa et cassé le portable, je ne la culpabilise pas, mais je me sens un peu influençable avec les gens que sont de mon côté, et j'essaie justement maintenir une certaine distance protectrice...)

bref, si c'est de la folie esquizo analytique hehe, je n'avoue pas pour la possibilité de vérité, mais de sensibilité, cette moeuf m'as touché pour l'état de souffrance que l'être humaine peut avoir...

finalement à force du temps on s'habitue à vivre dans les pires conditions, c'est notre caractère "unique" l'adaptation.

et même dès fois tu croise des gens super et il faut simplement percevoir qu'on ne peut pas créer des relations avec "tout" le monde, que le corps est limité à un espace de chair et des affects-forces... je me prépare par cinq jours d'événements sur le Brésil et il faut que je sois forte, pour ne pas tomber dans la tristesse de la fin du monde, que c'est le cas réel, M., mon pays est en train d'être détruite, et je peux pleurer en n'importe quelle moment je peux devenir finalement une comedienne

et tu me manques, ta intelligence, ta sensibilité, tes intuitions, je ne sais pas si c'est parce que mes projets ne sont jamais faites toutes seules, qu'il y a le besoin et n'a pas de soucis, qui nous sommes faites pour être ensemble, peut-être communale tribale que ce soit des souvenirs perdues de l'époque rupestre maritime, et dans la réalité du boulot tu me lis si tu veux, je vais t'envoyer un article court sur Grada Kilomba (il faut que tu la lise, absolument et c'est court et dans les verveines des bell hooks et angela davis et fanon, elle est une déesse, quand tu la vois tu vois une déesse oh putain, elle guéri avec le regard et son récit, l'amour qui est politique, mais sans hiérarchie, et c'est pour ça justement)

mes recherches sur la Vénus dans ce chaos totale vont très bien je hâte de pouvoir discuter avec toi, or je suis revenue sur l'origine du monde, je veux dire, l'origine de la conscience de soi et de l'autre, quand une femme a vue sa image sur le reflet du soleil dans la cave et qui n'a pas pue oublié dans les rêves et dans la routine, qui elle existait, tant fort qu'elle a fait une sculpture (la Vénus de Willendorf) mais en tout cas ce que je veux dire c'est que partout la conscience peut arriver comme un flash ou insight ou épiphanie et qu'il y un monde de gens qui ne pense pas, qui ne pratique pas la pensée qui vit comme des rôbos ou frankstein et c'est pas grave, il faut se détacher du délire de sauver le monde, il faut résister surtout, enfin je ne sais pas c'est une confession des pistes... comment parler de la relation quotidienne quand il y tant de degrés ?

je vais finir cette lettre avec une franchise totale, unique et comme moi parrhésiaque
https://fr.wikipedia.org/wiki/Parrh%C3%A9sie

je t'aime, et à chaque fois qu'on va se voir sera comme la dernière fois, parce qu'on ne sait jamais

de mon côté quand je vais rencontrer un nouveau amour et je ne sais pas si j'arrive à organiser ma vie de façon non monogame avec un désir de corps d'accoucher et un envie de vie réel avec l'amour, quelqu'un ou une qui est là.

hehe et on peut rigoler aussi, de mes bêtises philosophiques, j'espère avec l'axé, tutti respectueux et sexy, un sinnlichkeit, une confession secrète




quarta-feira, 26 de junho de 2019

Paris charivari

Français après le portugais

Miau miau : Sempre escrevo pra organizar as ideias mas também pra ajudar a quem quer/precisa.

Sou um ser que

Achava que precisava do mundo pra ser/existir/estar

Que precisava de amor, de amigos, de trabalho, de estrutura, de social, de vida

E me dava por completo numa gratidão sem fim nem comercio

Achava que era uma necessidade vital, maconha, amigos, amor
Pois bem eis que nesta cidade Paris que de romântica não tem nada a gente leva umas porradas bem capitalistas

É uma cuidadora que te ensina na porrada, Paris, é uma cidade selva
Por isso a cada indiferença branca – parece que para um branco existir ele precisa anular um outro e me perdoe as amigas que as amo de verdade mas é cada uma que so vendo – Paris tem cada gente boçal metida a besta que te olha no menosprezo e agora como tamo na luta tenho que me jogar na cara dessas pessoas e conviver com a politica dos afetos que faz de proposito : não sou ninguém, nem objeto nem sujeito do teu interesse, o que importa é a luta !
Eu respondo no silencio sorriso
Quem ama / amo

Mas essa cidade que bate : fui literalmente perseguida na rua, fui literalmente tantas coisas que ô cidade intensa da porra, agora so quero desabafar e dizer : tudo é por você, não é maconha, festa, amigos, quando vc percebe que é vc o dono de si,
Isso mesmo o você é também saber fazer o rolê, mas isso mesmo o você é também saber pedir ajuda, é também saber se conectar
Oià minha mãe me dê forças pras porradas capitalistas, que privatiza o eu, que vende a gente (também, minhas amigas negras) como a  carne mais barata do mercado, so to aqui pra estar na luta, fronteira de ganância e vaidade
E liberdade, a minha alforria ninguém tira !

Um novo amor, interior... perdoa as besteira q eu falo ninguém é perfeito
Continua à ser feito....

Français après le portugais

Miau miau : Sempre escrevo pra organizar as ideias mas também pra ajudar a quem quer/precisa.

Sou um ser que

Achava que precisava do mundo pra ser/existir/estar

Que precisava de amor, de amigos, de trabalho, de estrutura, de social, de vida

E me dava por completo numa gratidão sem fim nem comercio

Achava que era uma necessidade vital, maconha, amigos, amor
Pois bem eis que nesta cidade Paris que de romântica não tem nada a gente leva umas porradas bem capitalistas

É uma cuidadora que te ensina na porrada, Paris, é uma cidade selva
Por isso a cada indiferença branca – parece que para um branco existir ele precisa anular um outro e me perdoe as amigas que as amo de verdade mas é cada uma que so vendo – Paris tem cada gente boçal metida a besta que te olha no menosprezo e agora como tamo na luta tenho que me jogar na cara dessas pessoas e conviver com a politica dos afetos que faz de proposito : não sou ninguém, nem objeto nem sujeito do teu interesse, o que importa é a luta !
Eu respondo no silencio sorriso
Quem ama / amo

Mas essa cidade que bate : fui literalmente perseguida na rua, fui literalmente tantas coisas que ô cidade intensa da porra, agora so quero desabafar e dizer : tudo é por você, não é maconha, festa, amigos, quando vc percebe que é vc o dono de si,
Isso mesmo o você é também saber fazer o rolê, mas isso mesmo o você é também saber pedir ajuda, é também saber se conectar
Oià minha mãe me dê forças pras porradas capitalistas, que privatiza o eu, que vende a gente (também, minhas amigas negras) como a  carne mais barata do mercado, so to aqui pra estar na luta, fronteira de ganância e vaidade
E liberdade, a minha alforria ninguém tira !

Um novo amor, interior... perdoa as besteira q eu falo ninguém é perfeito
Continua à ser feito....

Français pirate

Miau miau : j'ai toujours écris pour organiser les idées mais aussi pour aider ceux qui ont le bseoin/l'envie

 Je suis un être qui  
 Pensais avoir le besoin de tout le monde pour être/exister/carencia necessité
Qui nécessite d’amour, des amies, du travail, d’structure, du social, de la vie 
 Et en revanche je me donnais complètement dans une gratitude sans fin ni commerce
J’ai pensais que c’était une nécessité vitale, pétard, amies amour 
Alors, voilà que à Paris – de romantique il n’y a rien – on se tape la gueule parmi les charivaris capitaliste
C’est une maîtresse qui te guide dans le charivari, Paris, c’est une ville jungle
C’est pour cela l’indifférence blanche – puisque pour un blanc exister il besoin annuler l’autre et pardonnez-moi mes amies qui je vous aime véritablement, mais c’est chaque situation qu’il faut voir pour croire – Paris a cette hiérarchie social important du monde qui met la gueule comme le plus important du monde et maintenant que je suis dans la lutte il faut convivre

Je dois jouer un jeu de politique des affects qui se fait exprès : je ne suis personne, ni objet ni sujet de ton intérêt, ce qui importe c’est la lutte !
Je réponds en silence sourire
Qui aime / aime
Mais cette ville charivari : je fus littéralement persécuté à la rue, je fût littéralement tellement des choses qui oh putain cité intense maintenant j’ai envie juste de parler ce qui se passe : tout c’est pour toi, ce n’est pas le pétard, la fête, les amies, quand tu finalement percevais que toi c’est le patron de soi même (étant donné l’inconscient infériorisant)
C’est cela, toi est aussi savoir faire les balades, mais celui-ci même le toi qui est aussi savoir demander aide, c’est aussi savoir se connecter
Oià ma mère, donne-moi les forces pour me défendre du capitalisme qui me tape, qui privatise le moi, qui vends le gens (aussi mes très chers amies noires) comme la viande la moins cher du marché, je suis là pour être à la lutte, frontière de cupidité et vanité

Et la liberté, l’émancipation personne nous le croque !
Un  amour intérieur… désolée les bêtises qu’on parle, personne n’est parfaite
À continuer être faite.