de repente tudo é insano e vivo. tudo é sentido e leviano, antes um tango na minha cama do quê uma dança sem ... sem aconchego. entre vinhos e livros o que há de mais doloroso no meu pensamento estará aqui. entre ele e livros o que há de mais feliz surgirá enfim. Se é sonho se é devir se é o caramba vai se saber. vai se saber por que aqui é o lugar onde tudo acontece sem ... sem enrolaçao.
quinta-feira, 16 de setembro de 2021
off diario - por que é tão dificil amar ?
segunda-feira, 10 de maio de 2021
Off diario - o que fazer em caso de controle policial
sexta-feira, 7 de maio de 2021
FORA BOLSONARO dicas de meditação existencial
off diario papo reto - faz tempo
sábado, 13 de março de 2021
Off diario - Aniversario em 32
quinta-feira, 5 de novembro de 2020
Confinamento e seus sonhos
sexta-feira, 30 de outubro de 2020
Off - Diario 1 dia de confinamento
sábado, 24 de outubro de 2020
Off-diario - Multiplos diarios - resumo da tese e da pesquisa
Off diario - Multiplos diarios
terça-feira, 22 de setembro de 2020
off diario nova casa
off diario poema para kelly saura e daniel rocha
este espaço do eu
que longa ficção que começa assim "eu sou" depois "eu quero" e no fundo é tudo é nois
ficção que as vezes nos faz ficar nessa de insistir
o que mais me entristece é o capitalismo - e perceber que trabalho desde os 16 anos e que bem provavel a ideia de "aposentadoria" nem exista, quando assim ela chegar, minha avo me disse que trabalhou dos 6 aos 60, não vou reclamar, ela lutou por mim, minhas ancestrais lutaram por essa luta
como dizer aos amigos que a merda não é com eles e sim com a injustiça social, o racismo estrutural e todas essas merdas ? como dizer ? agradecemos aos amigues que sabem e saem devagar e sempre, a espécie é companheira e fazemos o que podemos, as vezes é um tapa, as vezes é um não, as vezes é um ame e dê vexame...
não sei, so sei que é assim, um dia de cada vez, a casa chega e é nela que me concentro , mas que caro é ne manter uma casa, manter um corpo,
um dia de cada vez
o coletivo é o coletivo do comum
foto do @mario andre carvalhal em algum lugar do mundo
quinta-feira, 17 de setembro de 2020
A mudança
A mudança começa quando decido não mais publicar no Facebook um texto banal ordinario de vida e cotidiano.
Começa pela decisão de não querer mostrar assim tanto o que penso e o que sinto, talvez porque seja vergonha ou ainda sobriedade do que vivi e vivo nestes dias tão intensos.
Voltei a amar, voltei a sentir frisson e fico abestada olhando pro nada e me perco achando o achar dos outros
e hoje fui na prefeitura buscar meu titre de séjour, ajudei uma moça que fala espanhol a resolver a burocracia pra sua mãe, ajudei uma mulher com passaporte meio russo, e fui ajudada de uma certa maneira com todos esses olhares e perspectivas
pois que fui atras do celular e nao achei
passei o processo de admitir a mim mesma que isso acontece, mas também fiquei na duvida, sera que é porque nao fiz um ébo assim tao bom a Exu, sera que foi Toulouse a cidade que amo e me amou e que agora sabe que parto mais sempre voltando, ou sera que é o mau olhado da humanidade no seu recalque, no fundo pode ser tudo TPM ou esse momento da humanidade que sangra todo mês e que se pergunta se a fragilidade que ela se encontra é fato ou apenas uma opinião condicionada da sociedade a induziu desde sempre a achar que toda mulher é um ser doente.
achei que tivesse perdido o celular com cartao e carteirinha dentro, mas no fundo nao olhei o facebook o dia inteiro e o tempo todo estava ali a cliente dizendo que tinha guardado pra mim, parece um desses dias longos e intensos que na verdade de tão banais são apenas mais um dia de trabalho.
Mais uma vez Isabella Aurora me acompanhando e amanha recomeça a aventura no festival Sauvageonnes !
<3
segunda-feira, 7 de setembro de 2020
10 anos de Banhos
ouvindo : claudia - deixa eu dizer : https://youtu.be/dsRynn4S1dM
Site : https://cargocollective.com/inocencioraisa/Banhos-Bath-s-Les-Bains
Maria Lugones diz dentre outras cositas que a descolonização é sobre atenção no cotidiano, papo reto do boca-a-boca. E a pesquisa de campo tem acontecido exatamente isso, conversas potentes, que me renovam, que me renascem enquanto ser, que fortalecem as redes boca-a-boca. Dentro do furacão do inimigo, eu renasço. Com direito a existência, a ser, efetivamente o que sou, a parar de me invisibilizar, a não aceitar mais e nunca mais e todo dia com alegria e afeto, resistência numa guerra psicológica de criação de categorias ontológicas (palavra difícil que diz simplesmente o termo técnico da filosofia sobre a substância do ser), que distinguem quem é superior e quem é inferior numa loucura chamada Estado patriarcal e colonial, explorador e destruidor, genocida e capitalista. Hoje ta mais fácil entender o que antes era chamado de utopia, olha a época de hoje – pensando em como Roy Wagner vê a noção de época – olha a época que estamos vivendo (!). A descolonização se tornou um projeto político mais do que nunca real e necessário pra própria reformulação do que acreditamos Estado e Estado de Direito (!).
No que concerne o cotidiano, a lida com o corpo e a energia, insisto e persisto comentando e este texto na verdade o é, que uma declaração de celebração, porque há 10 anos que comecei a performance-ritual dos Banhos como prática do trabalho filosófico, como complemento sensível e parte integrante e quem sem os banhos não saberia nada do axé e da cosmologia erótica. 10 anos de lá até cá o que comecei fazendo em festas no nossaCasa (SP), mostra pos-porno em Buenos Aires, Manifesta em Fortaleza, Rio de Janeiro incontáveis vezes no IFCS, Unirio, UERJ, na praia e na vida, com espontaneidade pirata, sensibilidade de cólera e necessidade de auto-cura, agora me disponho a falar mais sobre isso e se assumir né gente, parar de se invisibilizar é se mostrar, mulher pública, mulher que fala de política, mulher que fala assusta. Hoje apliquei rapé numa amiga precisando de energia, falou da pandemia e da crise de imigrantes – o que já sabemos há 10 anos na Grécia. Ambas as sinergias estão em conjunto tanto a escolha política de homens que lidam com a guerra e nossa escolha do íntimo e do doméstico do cuidado pra curar essas feridas emocionais que todos os dias lidamos.
Com isso não estou fazendo ode nenhuma ao sacrifício, meu assunto fica nos banhos e nos seus modos de fazer. Quem quer saber mais vamo de inbox e vou ver quem respondo porque a cólera é motivo de justiça, se vacilar vacilou vacilão.
10 anos em que tantas batalhas atravessei que hoje só quero uma coisa : publicar esse post e parar de entrar na internet pra terminar um negócio ali acolá (muitas risadas com café gelado e um baseado ).
Obrigada a todas as pessoas que fizeram os banhos nos últimos meses desde o Corona pandemic times e a todes amigues que me salvam banhando de amor e carinho.
sábado, 15 de agosto de 2020
off-diario hiperssexualização do dia
[aviso de gatilho - se vc ja sofreu abuso sexual ]
segunda-feira, 27 de julho de 2020
off diario viagem à França-Ítaca
Quem quer brincar desce pro play, e descer quando se é muito novo é além de arriscado um atestado de óbito, morre-se de muitas maneiras e de tantas que você não consegue pensar que é possível sair disso, e conseguir ser adulto (na linguagem do jovem) e conseguir "tout court" (papo reto, tradução minha hehe).
Mais uma vez saio de casa, dessa vez com a impressão de que fomos soldados da facção amorosa, acorda todo dia de pé pra batalha e não deixa a peteca cair, nem a D. Neuza de 93 - digo de novo 93 - anos.
A humanidade me encanta e - tento - conversar com ela dizendo que é hora de se assumir,
Voltar pra França, pros compromissos universitários, ora este momento é um off-diário, quanto aos assuntos da nação tratemos com mais seriedade respeitando - quem diria Raísa, hehehe - a constituição do Estado de Direito brasileiro, parece piada mas volto pra França "fière" do meu país, sobretudo, meu país Ceará, não preciso falar nada né amores, somos ainda um Estado, e infelizmente meu coração anarquista trabalha no texto público uma luta por isso, por política e consagração dos direitos, descolonizar ... papo reto...
Mas aqui é um diário, de uma foto banal na praia com a cumadi do rio negro e solimões @bruna ronah e @abraão. É uma foto de dizer que registra a última fase do meu confinamento-desconfinamento suave de ir a praia e bronzear com distanciamento social e máscara na rua
Fiz tantos banhos e rezei tanto que agora já era, me chamo Rezadeira.
E com isso voltar pra França... courage je me dis.
Por enquanto sem casa, mas não sem rumo, vejam bem, agora é hora de mostrar a "Afrodite" em mim, pra quem é tecnocratizado e pra quem é como eu - do axé - de mais uma guinada de romper e falar-rezar - sem messias por favor aqui não - com pedagogia erótica descolonial... repito como reza repito como um banho...
Oyé Oyé
Odoyá


