sábado, 8 de janeiro de 2011

Yumê

Yumê
o despertar e o passeio.

Na visita ao centro cultural da Marinha, vi marinheiros ansiosos por suor estrangeiro, o olhar paquerador com o feminino visitante. Isso me instigou, como no tempo que agarrei um carioca no Ceará...

[preciso escrever mais e falar menos]

No sonho eu estava deitada na cama, sofrendo em febre de tesão, quando Antonino Augusto chega, deita e abre o jogo:

- Olha eu sei que você está apaixonada por mim e também sinto um desejo intenso por você, mas eu - do alto da minha idade, sou um homem experiente, como bem percebe - sei que é apenas um desejo, sou apaixonado por outra mulher e a Yumê é linda. Por isso, acho melhor não me procurar mais. Não quero que isso se transforme numa bola de neve.

escutar isso solitário é até clichê, mas ouvir isso quando o pau endurece, latejando de lascívia, sae latejando das calças, grande, enorme, grosso e pálido, com suas linhas vermelhas e roxas de sangue. impressiono com a capacidade dele de me dar um fora tão escroto e ao mesmo tempo passar tanto tesão. E como num vulcão a gala explode incrivelmente, gotinhas brilham incandescentes (e sim muito indecentes!), dando-me lampejos de tesão, a palavra para esse sonho é tesão, retesado, tesadesaquecido teso taradotesionado tamanho o tamanho do caralho. Tanto tesão pelo cara que acabara de me dar um fora, acabando com a paixão.

de certo ele gozou e não há dúvidas que ele gozou pq eu tava lá, deitada e agora nua (nos sonhos você não repara se você ta nua), mas eu vi meu corpo estendido para aquele pica-pau enorme e branco, ele sorria e isso me levou a céus de loucuras, ao ponto d'eu pegar como líquido sagrado e passar no rosto como ambrosia.

ele ri, ri sarcasticamente quando vê que eu passo a sua gala no meu rosto, gargalha à minha desgraça e despreza-me pedindo um beijo. O momento que devia ser o dos mais reconfortantes, foi um suplício, não gostei, era frio, a lingua pequena e fina, como língua de cobra.

- tá vendo? eu não gosto do seu beijo. não me importo de te esquecer...

- então tá, vamos tentar de novo...

puxando os lábios inferiores e dando pequenas mordidas eu fui ao delírio, quando não se mais reconhece qual boca está em qual carne, o beijo mais gostoso do universo. infinito, como um reprise de novela na minha cabeça.

um detalhe perpassa essa historieta: tudo isso acontecia aos olhos dos amigos do meu cunhado, sempre na fronteira do medo de ser pega e o cagar, tô nem vendo, foda-se, é o beijo do Antonino Augusto.

7 comentários:

mario travassos disse...

nossa esse papel de parede tá um luxo, pura gala, rs e a sua foto tb, parabens, gostei da descrição da... enfim,tchau

I. disse...

que pornografia...

-B. disse...

clap, clap, clap!

Humberto Fonseca disse...

hahahah!
textaçooooo!

e safadeza insanamente crua.

Well Souza disse...

Bem contado, até um sonho extremamente íntimo torna-se interessante a todos (putarias às parte hehehe).

bjão!


Site Comunidade Literária Benfazeja

-B. disse...

não tem mais texto nessa bagaça, não?

moça disse...

delícias de Raísa! ;D