sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Caro Canalha,


Eis que surge enfim o Canalha... Falaram-me muito de ti, no entanto apenas acreditei que nunca conquistaria o meu coração... Que nada, pior é vc, Canalha, que conquista o coração em vez de uma simples buceta (desculpe o termo vulgar, mas a carta em si vai cair ainda mais... ). Iludiu-me com a vã idéia que eu nao (i)ria...
Mas nem Casanova me conquistou - (também abaitolado do jeito que era com Fellinni...).
Voce Canalha, abriu a portinhola do prazer a 2. abriu a portinhola do mundo.
Entao, pergunta-me como estou... Estou bem, meu bem, sinto falta de quando vc me amarrava e me fazia dizer mil juras de humilhação sexual... Mas isso a gente aguarda no coração, como os ursos polares hibernam, eu tb hiberno. Ainda lembro de vc me amarrando na cama, tampando a minha boca com injúrias... Rasgando o meu sutiã (victoria secret's), e suplicando pra que eu o perdoe de tamanha violência... Seu maldito! Como poderei viver sem vc? Sem vc tudo bem. mas daqui que eu ache alguém que me amarre com tanta destreza... E vc sabe disso e me tortura com suas palavrinhas mágicas.
E sobre sua proposta, eu aceito, devemos entao nos encontrar no próximo sábado no Gilbraltar, o mesmo horário de sempre, já quero chegar com uma dose na mesa, como sempre.
Vc também depende de mim, pois eu fui sua escrava mais dedicada. Vc nao quer parar e nao sabe nao obedecer ao seu pau. Ele simplesmente é uma entidade que te domina. Como os meus ovários me dizem que vc é otimo de cama.
Folgada como sou, já quero discutir metafísica. 8.
Ainda cheiro a sua camisa suada. Sei que na carta passada vc me pediu pra dizer todos os tipos de sentimentos que eu sinto, do mais futil ao mais ... doentio. Claro que nao. Como quer que eu diga uma coisa que eu nao sinto, eu só sinto que te amo quando estou perto de ti, tu longe é apenas uma lembrança digna de ser lembrada com carinho. E no entanto de tanto sentir vc perto nos "corre-dores", o am(d)or só retorna, só pulsa.
Sem dramalhões, te prometi né? (hehehe) É como um Bajofondo que se apaixona por um Cafetin de Buenos Aires... Boludo. E a cada dia que passa só gozo pensando em fotos, boquetes e gin.
Ah, Canalha, suspire então aliviado, pois eu aceito, aceito... Faço o que vc quiser.
Nao esqueça das tres palavras que eu lhe disse semana passada. Nenhum amante (meu e seu) tira o que sinto... Tolo!

Os loucos é que inventaram o amor,

Tua Canalhice.